Assunto da semana: ‘It’s not American Pie…’


Comédia de Mad Love serviu para tapar buraco de Sheen

Divulgação/CBS

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Elenco de Mad Love no piloto da série, já cancelada nos EUA

Feita sob tabela pela rede americana CBS para preencher eventuais vácuos da mid-season da temporada 2010-2011, Mad Love (Liv, 3ª, 21h30) é dessas séries concebidas aos lotes apenas para tapar buracos. Como ocorreu, na emissora, devido às encrencas etílico-químicas de Charlie Sheen e suas “deusas” que lhe ceifaram o emprego em Two and a Half Men, interrompida com 14 episódios gravados. Ashton!
Indisciplina laboral posta em pauta e à mesa de tablóides e afins, a trama de Mad Love é a mais fria das comédias apresentadas em maio de 2010 pela CBS: humor vago, sem clichês, frio e de pouco apelo romântico. Concebido sob o típico padrão dos “thirtysometings”, casais da faixa dos 30 que namoram uns aos outros, Mad Love tem nos créditos Sarah Clarke (How I Met Your Mother) e Jason Biggs (filmes American Pie). E nada mais que isso.
Sem apelo que justificasse sua renovação, Mad Love viu sua audiência desabar sistematicamente dos 8,74 milhões de telespectadores da estréia, em 14 de fevereiro, para os 5,73 milhões de seu último episódio, transmitido um dia após seu cancelamento oficial ter sido confirmado pela CBS. Nem apelando para expediente padrão 007, como visto no episódio desta semana (The Spy Who Loved Me).
Feita do encontro casual de Ben (papel de Biggs) e Kate (papel de Clarke) no topo do Empire State a seu desfecho, Mad Love só encontrou obstáculos à sua renovação para segunda temporada, ao oposto do que aconteceu a Body of Proof (ABC, Sony). Piadas de amor comuns, óbvias, feitas apenas para rechear o sanduíche da já complexa programação de horário nobre das redes abertas americanas. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (10/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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