Caso JC/Noronhagate: Governador de Pernambuco dá razão ao Críticas


Nota oficial do Palácio Campo das Princesas mostra que a repórter Ciara Carvalho deveria providenciar o passaporte para os Estados Unidos. Só de ida

Fotos Igor de Melo/O Povo e Divulgação/NBC

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Manchete do PIG(*****): O governador Eduardo Campos é o convidado desta noite do The Marriage Ref, logo depois do circo de horrores do Chantástico(****)

Nota oficial do Governo de Pernambuco (ênfases minhas-J.E.L.)

A administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha dirige-se à sociedade pernambucana para manifestar sua perplexidade diante de reportagem – “Noronha, paraíso às avessas” – publicada na edição deste domingo do Jornal do Commercio, tão equivocada na dimensão quanto no conteúdo, marcada por equívocos, imprecisões e, não há como deixar de apontar, óbvias e inegáveis agressões aos fatos.
Não é verdade, por exemplo, que professores da escola estadual do arquipélago recebam salário sem trabalhar. A tal “lista mal assombrada” nada mais é de que uma relação de professores que atuaram no ano letivo de 2010 e receberam ou receberão pagamento por trabalho efetivamente realizado no período. É o caso, por exemplo, do professor José Dilson Ventura Cavalcanti, falecido em 11 de março de 2010 e que faz jus à percepção salarial referente ao período de 12 de fevereiro a 10 de março.
Não é verdade que a empresa Brazilian Cruises Representation (BCR) faça repasse de recursos à Administração. Até 2007, a mencionada empresa, que atua no arquipélago desde 1990, repassava recursos para o Conselho Distrital. Tal prática foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE e sustada desde então.
Não é verdade que os livros da biblioteca escolar tenham sido mantidos encaixotados e deixados em local inapropriado. As publicações que reportagem menciona são edições dos anos setenta e oitenta, retirados da base do acervo da Biblioteca Escolar por já se encontrarem vencidas e em desuso.
São risíveis, de tão desprovidas de sentido, as comparações de Fernando de Noronha com Cuba. Ainda mais quando se tenta apregoar um suposto e inexistente cerceamento do direito de expressão e de opinião. Ao longo dos quatro anos, foram implantados inúmeros instrumentos de participação da sociedade na definição das políticas de Estado, entre os quais devem ser citados os conselhos da cidade, saúde, assistência social, educação, turismo e Cras.
Não procede a informação de que o serviço de coleta e tratamento do lixo de Noronha custará R$ 11 milhões. Desde o início da atual gestão têm sido realizados esforços para uma nova contratação de serviço, tendo havido, inclusive, longo e proveitoso debate com o TCE sobre a licitação em curso, ao final do qual o preço inicial, que era de R$ 8.700.000,00 para 30 meses, foi reduzido para R$ 7.700.000,00 pela supressão de serviços. A nova contratação de limpeza urbana será concluída em setembro próximo e permitirá a adoção de novos métodos e técnicas para maior eficiência nos serviços.
São abusivas as críticas ao serviço de saúde de Noronha. Devido à pequena população e sua pouca demanda, não é viável a implantação de serviços de alta complexidade na ilha, pois seriam subutilizados. Além disso, a carência de médicos especialistas no mercado e o pouco interesse desses profissionais em se fixar na ilha impossibilitam a realização de procedimentos complexos no local.
A Secretaria Estadual de Saúde, no entanto, garante a realização de exames, consultas e cirurgias para toda a população do arquipélago em unidades do continente. Em média, por mês, 35 pacientes são encaminhados para tratamento fora de domicílio, com todos os exames, consultas ou cirurgias pré-agendados. Também, a cada mês, 3 pacientes são removidos para o Recife em UTIs aéreas, com tudo custeado pelo Estado.
Não é verdadeira a afirmação de que faltam medicamentos. A coordenação de saúde do arquipélago mantêm o estoque abastecido. Somente em situações bastante pontuais, como atraso de barcos e aviões que transportam os produtos, pode haver falta, mas ela é momentânea.
O hospital São Lucas realiza atendimentos de urgência, emergência e ambulatorial, contando com dez leitos. Por mês, a emergência do hospital recebe cerca de 800 pessoas e realiza 1,2 mil exames, prestando um enorme serviço à população. Funcionando 24 horas por dia, a emergência conta com as especialidades de clínica médica, pediatria, ginecologia e odontologia. No ambulatório, são oferecidas consultas de cardiologia, dermatologia, fisioterapia, fonoaudiologia, ginecologia, oftalmologia, pediatria, psicologia, psiquiatria e traumato-ortopedia. E não há reutilização de materiais, conforme foi dito na reportagem.
Não se sustentam às críticas à Escola de Referencia de Fernando de Noronha. O Estado mantém no arquipélago estabelecimento de ensino em regime integral, destinado inicialmente ao 1º e 2º anos do ensino médio, todos os dias da semana. E, pelo terceiro ano consecutivo, a Secretaria de Educação do Estado reconhece a Escola Arquipélago Fernando de Noronha como tendo cumprido todos os requisitos do Idepe evidenciando que a Erem foi classificada com 248,42 pontos, o que classifica a Escola com 100% das metas validadas através da avaliação e monitoramento das políticas educacionais do Estado, com projeto de expansão, aprovado e licitado pela Secretaria de Educação a fim de absolver as demais séries daquela unidade de ensino.
Como se pode ver, são inumeráveis os equívocos e afirmações sem base, sem mencionar as alegações delirantemente fantasiosas, tudo contribuindo para dar ao texto da reportagem um ar de obra de ficção. O leitor se perde em meio a um nunca antes visto rol de afirmações auto-elogiosas – em várias partes surgem promessas de revelações que nunca se confirmam – e espanta-se ao perceber quanto quem fez a reportagem se empenhou na tarefa inglória de fazer com que os leitores solidarizem-se com a pretensão de que sejam retirados os limites para a construção em Fernando de Noronha.
É como se ignorassem que tais restrições não são apenas necessárias, mas indispensáveis justamente para preservar o delicado ecossistema do arquipélago. Aliás, em qualquer lugar do mundo, em grandes ou pequenas cidades, normas de uso e ocupação do solo garantem ou comprometem a qualidade de vida à população, dependendo da forma como são aplicadas. O que dizer, então, de Fernando de Noronha, localidade cuja ocupação já alcançou o limite de presença e atividade humana, segundo estudo de impacto realizado por ICMbio? Mas os responsáveis pela matéria se mostram insensíveis ao que grita o bom senso e chegam ao desplante de questionar até mesmo a suspensão de autorizações para a entrada de novos automóveis na ilha, como se o único limite para que se possua um carro em Noronha fosse a aspiração de quem vive no arquipélago.
Em nenhum momento a administração do distrito industrial de Fernando de Noronha desconhece as dificuldades inerentes à vida numa ilha vulcânica distante mais de 500 quilômetros do continente. São inúmeros os desafios logísticos e, exatamente, por isso, extremamente cara toda e qualquer obra. Reconhece, inclusive, dificuldades causadas por falhas administrativas que se acumulam há muitos anos e que com esforço trabalha para superar.
De fato, houve atraso na implantação da biblioteca, mas já está em curso o processo de aparelhamento da Biblioteca Pública, desmembrada da Biblioteca Escolar existente na Escola Arquipélago Fernando de Noronha, e acelerada a desocupação da casa próximo à academia da cidade.
É fato que 19 pessoas vivem em habitações inadequadas no prédio da antiga usina de energia e nos iglus de zinco, autorizadas que foram na administração anterior. Mas é verdade também que estão todos cadastrados para serem beneficiados na política habitacional de interesse social, por meio da qual já foram entregues 14 casas no bairro de Floresta Velha e outras 24 estão em fase final de construção com entrega prevista para os próximos sessenta dias ao custo de R$ 2.454.738,04. Além disso, há um projeto habitacional com 56 unidades habitacionais que em análise na Cehab.
É verdade que há vias em má situação de conservação, mas é preciso ressaltar que o projeto de pavimentação de 18 vias vicinais que somam 9 quilômetros de extensão, foi contemplado no âmbito do Prodetur. Outro contrato está realizando os levantamentos necessários para a pavimentação das ruas nos bairros de Floresta Nova e Floresta Velha. Deve-se ressaltar, ainda, que o rigoroso inverno atual tem prejudicado a manutenção das vias.
Enfim, tem o propósito a presente nota de esclarecimento de impedir que os problemas reais sejam obscurecidos pela visão distorcida apresentada na matéria e para que os pernambucanos saibam que a atual administração do distrito estadual de Fernando de Noronha tem trabalhado arduamente para garantir as boas condições de vida dos ilhéus – que já é o maior IDH do Estado – e a preservação do arquipélago como um santuário natural propriedade inalienável dos pernambucanos e brasileiros em particular e de toda a humanidade”.

*Clique aqui para saber qual será o próximo emprego dos jornalistas do JC que visitaram Darfur
*Aqui, para saber mais sobre Hart of Dixie, novo ganha-pão da repórter Ciara Carvalho
*Aqui, para ver como o JC apoiou José “Mr. Burns” Serra na campanha presidencial de 2010
*Aqui, para ver como o UOL(*) (portal hospedeiro do site do JC) esconde as denúncias contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira
*Aqui, para ver uma demonstração de racismo da turma de Michelly Bohnen, candidata catarinense do UOL(*) ao título de Miss Brasil(***) 2011, na Universidade Federal do Maranhão
*E aqui, para notar que o verdadeiro interesse da Globo não é no concurso de Miss Brasil(***) e sim em seios, bunda e vagina de ex-competidora do Fear Factor do Projac

(*)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(**) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(**)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista o então governador da Paraíba Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(***)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(****)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(*****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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