Estão tentando fazer tempestade em copo d’água. Preparador da nova Miss São Paulo pensa que o Brasil é a Venezuela. Não é bem assim


Não caia no conto do vigário do coordenador do Miss Marília; ele está vendendo golpe

Da redação TV em Análise

Fotos Diário de Marília (Miss Marília), Divulgação/Veja (FHC) e Divulgação/CBS (Sela Ward)

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Detetive Jo Danville para a nova Miss São Paulo e seu preparador: macacos, olhem para seus rabos

Nota estarrecedora do Diário de Marília chamou a atenção do editor deste Críticas e dos detetive Mac Taylor e Jo Danville de CSI: NY (CBS, AXN, Rede Record):

Yasser Daud destaca o potencial da Miss São Paulo

Nesta semana ela volta à capital onde permanece até o Miss Brasil(*)

“Ela era de um mundo e caiu em outro”. Assim o preparador de misses Yasser Daud, 35, define sua pupila, Rafaela Butarelli, que se sagrou Miss São Paulo(*) 2011. Ele a descobriu por meio de uma amiga em comum no Orkut.
Em entrevista ao Diário, Yasser conta que primeiro, mandou uma mensagem por meio da rede social, depois ligou e acabou convencendo Rafaela de que tinha potencial para o concurso de beleza. Incentivada pelos pais a jovem seguiu as orientações do preparador, acrescentou à sua rotina, que já incluía o último ano de Enfermagem e o cursinho preparatório para o vestibular de Medicina, visitas regulares à academia de ginástica e a clínicas de estética. Também cortou o chocolate, seu único pecado gastronômico. Agora, Rafaela diz que pode trancar a faculdade caso se torne a Miss Brasil(*) 2011 no concurso que será realizado no dia 23 de julho, em São Paulo.
O preparador enfatiza que hoje, no mundo dos concursos de misses não se fala em outras belas mulheres, chegam até comparar Rafaela Butarelli com a Miss Venezuela, Stefania Fernandez, que é atual Miss Universo”.

O jornalista que escreveu esta obra-prima da aberração do jornalismo regional deve estar com a cabeça a prêmio no Diário. Tanto é que escreve que Butarelli, para o irresponsável pelo caderno B, é a próxima Miss Brasil(*). So se for para a quadrilha de Fernando Henrique Cardoso e sua cáfila de picaretas que destruiu o Brasil entre 1995 e 2002, privatizando todas as estatais possíveis a ponto de provocar um apagão ontem à noite logo na cidade-sede do Miss Universo 2011. Fica a pergunta: e se o tal de Andy Cohen (que os jornalistas da Globo nem fazem ideia de quem seja) e a Giuliana Rancic ficarem no breu em pleno Credicard Hall, como fica? E se o gerador estourar?
Vai se assistir à reprise da explosão da Challenger? A um remake da tragédia do edifício Joelma, que ceifou 188 pessoas há 37 anos?
Mais grave: o porta-voz da nova Miss São Paulo pensa que está se escrevendo um capítulo da macrossérie O Astro (da Rede Globo) como se estivesse pensando no enredo de Modern Family (aquisição da Band junto à FOX). É um idiota em espécie. Vá ver alguma reprise de Life on Mars para ver o que é bom para a tosse.

A propósito: para o sr. Daud pensar na cama, texto de Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), publicado hoje no Vermelho:

Maria Izabel (Apeoesp): FHC olha para trás, sempre

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mais uma vez volta à cena (“Novos desafios”, O Estado de S. Paulo, 05/06) para fazer comentários e dar conselhos ao governo brasileiro.

Por Maria Izabel Azevedo Noronha*

Curiosamente o ex-presidente faz seus comentários como se jamais tivesse tido poder de mando no nosso país para aplicar todas as lições que agora quer dar aos atuais governantes. Na verdade, começa seu artigo reconhecendo que o Brasil ingressou no clube dos países que tomam decisões, mas faz esta constatação como se isto fosse um evento da natureza e não o resultado da aplicação de um projeto político que ele e seu partido combatem.
Na realidade, o texto do ex-presidente serve para que ele novamente se insurja contra esse projeto, para dizer que a estratégia correta para o Brasil não seria o “projeto nacional”, pregando um nebuloso “consenso” da sociedade, sem dizer de que forma esse suposto “consenso” poderia ser construído e como se os demais países não tivessem projetos nacionais. O que o ex-presidente deseja é que o governo abdique de seu papel de governar e conduzir a nação, deixando o espaço aberto para que atuem as “forças sociais”, sem nenhuma mediação. É puro neoliberalismo e sabemos onde isso vai dar.
FHC também critica a política de alianças internacionais do Brasil, dizendo que não podemos nos limitar a este ou aquele parceiro. Ora, o Brasil nunca realizou alianças comerciais e políticas tão amplas no cenário mundial, o que, sabidamente, nos deixou em melhores condições de enfrentar a crise financeira internacional.
O que incomoda o ex-presidente do PSDB é que nosso país deixou de se limitar a um papel subalterno, no qual se deixava levar pelas diretrizes de algumas poucas potências e no qual ministros eram constrangidos a tirar seus sapatos e passar por vistorias em aeroportos dos Estados Unidos. Hoje o Brasil é protagonista no nosso próprio continente, na África, na Ásia, nos diálogos internacionais e na construção de uma relação mais equilibrada entre as economias mais desenvolvidas e os países em desenvolvimento.
Diz FHC em determinado momento de seu artigo que “É imperativo inovar, não abrir mão da indústria e oferecer serviços em quantidade e qualidade em saúde, educação, transportes, finanças, etc.”. Entretanto, no seu longo período de governo ele praticou o oposto, desnacionalizando nossa indústria, abrindo mão da nossa soberania e precarizando de forma drástica os serviços públicos essenciais.
Na sequência, Fernando Henrique Cardoso passa a criticar a democracia brasileira, dizendo que as decisões fundamentais são tomadas de forma autoritária, buscando outra vez uma descabida comparação entre os governos Lula e Dilma e a ditadura militar. O argumento, evidentemente, não procede. Poucas vezes no nosso país houve tanta liberdade.
O governo, os movimentos sociais e todas as forças que buscam o desenvolvimento nacional com justiça social são cotidianamente submetidos a verdadeiro massacre pela grande mídia e até mesmo por setores do poder judiciário. Mas a vida prossegue e a democracia está preservada, com todas as decisões fundamentais sendo debatidas e aprovadas pelo Congresso Nacional.
Finalmente o ex-presidente chega ao ponto fulcral de seu artigo, que é a tentativa de calar o ex-presidente Lula e, ainda, tentar opor a presidente Dilma a seu antecessor. Trata-se de uma vã tentativa, porque o governo Dilma é um governo de continuidade e está assentado sobre as bases construídas em oito anos de construção do projeto nacional brasileiro.
FHC quer calar Lula quando ele próprio não se calou um momento sequer desde que deixou a Presidência da República. E geralmente utilizou o grande espaço que detém na mídia para buscar sempre atrasar o ritmo de desenvolvimento do nosso país.
Se seus conselhos fossem seguidos, o Brasil certamente não ingressaria no “seleto clube dos países que tomam decisões” e permaneceria como “papel carbono” dos interesses das grandes potências, função a que foi relegado durante décadas por governos descomprometidos com o nosso projeto nacional.

*Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp e membro do Conselho Nacional de Educação“.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Criminal Minds: Pesadelo de Miss, CSI: Rio-Mossoró Diraiamente pela Viação Nacional, Elliot Stabler da direita, Força da Grana, Globelezação, Imprensa monopolista, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Séries, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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