Band lança portal propagandístico para enganar internautas sobre ’sonho de miss’


É o conto do vigário do Cisne Negro da Natalie Portman

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Divulgação/Lifetime/Blog Nova Temporada/Veja

https://i2.wp.com/veja.abril.com.br/blog/temporadas/files/2010/08/Cartaz-Bond-of-Silence-457x620.jpg
Na foto, o “Sonho de Miss” da atriz Kim Raver: “editar” o Brasil Urgente

Mais dia, menos dia, e a Band cria outro golpe contra o seu telespectador. Após anunciar um “almoço de lançamento” do concurso Miss Universo 2011 (que nunca existiu nem nunca aconteceu), a emissora dos ruralistas da famíglia Saad (dona de 16 fazendas e que prega o golpe contra a presidenta Dilma desde a campanha de 2010) tratou de colocar no ar uma página intitulada “Sonho (ou Pesadelo?) de Miss”, a pretexto de concentrar nela todas as informações correlatas aos concursos que a emissora transmite (todos cedidos pela Rede Globo, em consórcio com a Gaeta Promoções e Eventos).
A pretexto de divulgar as atividades que antecedem a 60ª edição do Miss Universo, dia 12 de setembro na casa de espetáculos paulistana Credicard Hall (apertada demais para uma grande torcida que se espera de misses da Colômbia ou da Venezuela, por exemplo), a Band lançou esse “Sonho/Pesadelo de Miss” na surdina, sem nenhuma cerimîonia. Tal qual aconteciam as negociatas da Globo (parceira da Band no futebol) com o regime militar e, até hoje, com os contraventores do Carnaval carioca.
No fundo, o que a Band quer com esse portal dito “missológico” é pregar o Golpe contra os governos trabalhistas na passarela. Vide o concurso Miss Rio de Janeiro, anteriormente da CNT, já marcado para o dia 18 de junho e comprado pela filial carioca da emissora.
Golpe esse que, aliás, tem nome, sobrenome, reality-show e revista masculina para a qual posou nua antes da competição estadual: Adriana Ribeiro Sant’Anna, miss Campos de Goytacazes, 20, ex-competidora do Big Brother Brasil 11 na emissora da famíglia Marinho, capa da edição de julho da revista Playboy.
Cabe a pergunta: e se Adriana vencer o Miss RJ? Fica fora do Miss Brasil 2011 por ter mostrado os seios, os pelos pubianos (se tiver), a vagina e a bunda em uma revista masculina, cuja representação no Brasil pertence ao Grupo Abril (que tem como sócia a sul-africana Naspers, que apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos e que edita a revista porca-suja de informação nominada Veja)? E se Adriana permanecer para o concurso nacional, em 23 de julho? Vai se rasgar o regulamento do Miss Brasil em uma trituradora?
Mais grave: e se Adriana vencer o Miss Brasil(*) 2011, vai se passar por cima das normas da Miss Universe Organization para que ela compita no Miss Universo?
Vamos ver esse filme, esse Lifetime Movie, essa soap-opera sem fim, esse Bond of Silence da direita reacionária brasileira (que se arrasta desde 1968, graças à associação Globo-Time/Life-PSDB-DEM-Arena-PPS-PDS-PSD do Kassab-NCIS-TFP-UDR-CNA da senadora Kátia Abreu-movimento Cansei-Instituto Millenium-Mayara Petruso-Maria Melillo-intelectuais da Globnews-babacas do Manhattan Connection-alunos do FHC-Banco Opportunity-Gaeta-LIESA-Corinthians-CBF) para ver o que efetivamente acontece.
Em tempo: este Críticas não foi o único blog a relatar o desastre nuclear que foi o almoço da Band para lançar o Miss Universo 2011. O portal da TV Cidade de Fortaleza (afiliada da Rede Record) foi mais fundo no cancer, no pus da coisa:

Desorganização causa adiamento do concurso “Miss Brasil”(*), promovido pela Band

Principal concurso de evento de beleza do Brasil, o “Miss Brasil” foi adiado devido a problemas envolvendo a organização do mesmo. A direção da Band – organizadora do evento – achou por bem estender a data.
O “Miss Brasil”(*) estava marcado para o dia 16 de julho, agora ficará – provavelmente – para agosto. Confirmada mesmo, só a presença de Adriane Galisteu como apresentadora.
Antes, um almoço com jornalistas já havia sido cancelado e alguns deles que foram ao almoço do Miss Universo (também organizado pela Band) saíram falando nada bem do evento.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Globelezação, Nossas Venezuelas, Política nos concursos de beleza, Projetos especiais, Realidade brasileira, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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