Assunto da semana: Dana Delany é o Quincy de saias


Body of Proof e a lógica da dissecação de cadáveres

Renovada para a sua segunda temporada após uma excelente estréia de mid-season americana, a série legista-forense Body of Proof (Sony, 3ª, 22h) pode não ser o toque feminino que faltava a essas tramas padrão CSI: dissecar cadáveres para pegar os bandidos na chincha, nas coxas, na calada da noite. Mas com um porém: colocar a legista (a doutora Megan Hunt/Dana Delany) no papel-chave padrão Quincy.

Fotos Divulgação/NBC e Divulgação/ABC

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Cara de um (Jack Klugman), focinho da outra

Razões de sobra existem para isso: em duas das séries da franquia Lei e Ordem (SVU e Criminal Intent), as legistas Melinda Warner (Tâmara Tunie) e Elizabeth Rodgers (Leslie Hendrix) não passam dos postos de coadjuvantes das coadjuvantes. Megan Hunt, não: Body of Proof foi feita sob medida para Delany, 55, saída de Desperate Housewives para aceitar o papel complexo da médica que altera seus rumos após um acidente de carro. Crash! Boom! Bang!
Neurocirurgiã de mão cheia, Megan Hunt usa sua experiência hospitalar anterior para dar ao telespectador uma lógica impensada de sensibilidade no trato com defuntos (segundo o vocábulo de repórter do Ronda do Povão). Lógica essa inexistente nas legistas de Law & Order (apenas aparecem o tempo necessário, quase não existem). Coisa que conta, de já, pontos para uma possível indicação de Delany ao Emmy.
Feita para agradar a crítica americana (como de fato já o faz) logo na sua primeira temporada, Body of Proof tem na complexidade da doutora Megan em explorar cadáveres em detrimento dos agentes de investigação (esqueça aqui agora Criminal Minds e outros programas) o ponto forte da transição da temporada 2010-2011 para os upfronts da safra 2011-2012. Aula pura de medicina. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (22/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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