Razões pelas quais a Rede Globo (e nem mesmo a Band) não deve trasmitir o Miss Brasil(*). Tampouco o Miss Universo


Reprodução/Blog Guerrelheiros Virtuais

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Na foto, manifestação de ativistas a favor do debate sobre o Código Florestal

Ao contrário do que muitos “missólogos” delirantes e retardados de direita pensam, a Globo não deve neither soon or earlier transmitir o concurso de Miss Brasil(*).
E há razões para isso:
1-Ontem, Globo e Band proimoveram em seus telejornais a mais ampla defesa escancarada do Código Florestal dos ruralistas (tudo para possibilitar uma quinta temporada de No Limite na fazenda do FHC, em Ibiúna). ACM Neto, o Justin Bieber do carlismo baiano, ia falar suas baboseiras a favor da votação imediata do projeto. Mas o controle remoto mandou o ACM Neto para a mesa do Ryan Seacrest no trailer-camarim do American Idol.
(Denote, caro leitor, que ACM Neto, do Democratas, é O Homem que Virou Suco consumido pelo apresentador do Idol antes da maratona de gravações de rádio e TV – programa em uma rádio de Los Angeles pela manhã, E! News à tarde quando não comanda ou grava a gincana musical da FOX, produção dos realities das Kardashians à noite e por aí vai.
Para quem não sabe, Seacrest segue uma dieta líquida.
E enfia o mauricinho da Rede Bahia e suas ideias imbecis pelo estômago.
A começar de sua infeliz entrevista à Playboy de março);
2-A Globo nasceu e cresceu sob as tetas do regime militar, o qual apoiou e continua apoiando via generais da reserva (inclusive aqueles que queriam tirar do ar a novela Amor e Revolução, do SBT);
3-A Globo e a Band tem horror a movimentos sociais, especialmente os que promoveram a Confecom, os que defendem a blogosfera independente e a liberdade de expressão (que não seja a dos donos dos órgãos de comunicação) e os que defendem o direito à vida;
4-Como até os cabelos brancos do deteive Robert Goren (Vincent D’Onofrio) em Law & Order: Criminal Intent sabem, Grazi Massafera é um produto da Globo, embalado pela quadrilha missológica da gaeta(**) promoções e eventos e a Rede Bandeirantes (Após Grazi participar do BBB 5, calar a boca da Carrie Underwood e participar de novela porca do Manoel Carlos, a Bandl, em dezembro de 2006, assumiu a “vaga”, a fatia do bolo da Rede Record na divisão dos direitos do futebol brasileiro – exceto a Copa Santander Libertadores);
5-Em setembro de 1994, Rubens Ricúpero, à época Ministro da Fazenda, detonou o chamado escândalo da parabólica no jornal da globo e vazou segredos que provocaram a eleição do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, para a Presidência da República no primeiro turno.
(O que Kelly Clarkson não sabe é que tanto FHC quanto Grazi e as demais misses da quadrilha Bling Ring da gaeta[**] são produtos do consórcio Globo-Band-PSDB-Arena-PDS-PFL-DEM-UDN-PSD do Kassab-TFP-Instituto Millenium-Grupo Abril-Naspers-Movimento Cansei-PPS-Liga das Senhoras Católicas-FIESP-UDR-CNA-CNI-UNESCO-CNBB-Pastoral da Criança-Ministério Público-Assembleia Legislativa de Minas Gerais-Palácio da Liberdade);
6-Em 25 de janeiro de 1984, a Globo boicotou o comício das Diretas Já, na Praça da Sé, em São Paulo. Ainda no jornal hoje, a repórter Maria Cristina Poli, sob ordens do pai do Boninho (diretor do BBB que alçou a Grazi e do Hipertensão), relatara que ali não acontecia o comício, mas “a festa dos 430 anos da cidade de São Paulo”.
(Quando jogou no mercado a farsa do “erro técnico” do jornal nacional, no livro sobre os 35 anos do pseudo-informativo, a Globo vendeu às livrarias um engôdo. E enfiou na cabeça dos brasileiros que estudam nas faculdades de jornalismo uma mentira);
7-Em 20 de abril de 2008, o programa dominical de variedades Fantástico deixou de existir depois de levar ao ar uma entrevista sangrenta do casal Ana Carolina Oliveira e Alexandre Nardoni, condenados dois anos depois pela morte da filha/enteada, Isabella. Desde então, este Críticas tem evitado se referir ao Fantástico como tal. E passou a rebatizar o programa de reporcagens de Chantástico(***), dado o teor de suas chantagens jornalísticas em busca da audiência e da defesa do projeto de destruição do Brasil a começar da privatização de todas as suas empresas públicas de economia mista (Petrobrás, Correios, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Eletrobrás, Furnas, Chesf, Eletrobrás Distribuição Piauí, NossaCaixa, BR Distribuidora, Eletronorte e Eletrosul), de seu sistema de comunicação (a EBC, mantenedora da TV Brasil), das universidades federais, dos CEFETs (atuais Instutos Federais), de terras da floresta amazônica, da parte brasileira da Itaipu binacional e, principalmente, dos aeroportos administrados pela Infraero.
(No fundo, a Globo e a Band querem usar essas reportagens porcas que exibem no Criminal Minds do A Tarde é Sua para deixar o Estado nu, pelado. É a defesa veemente do denominado “Estado mínimo” de FHC – ou seja: nada);
8-Resumindo todos esses tópicos, Gislaine Ferreira, Fabiane Niclotti, Carina Beduschi, Rafaela Zanella, Natália Guimarães, Natália Anderle, Larissa Costa e Débora Lyra são todas produtos de sucessivos roubos praticados pelo consórcio Globo-Band desde 2003, quando a emissora da famíglia Saad assumiu (ou fez de conta que assumiu) os direitos de transmissão do concurso (?) Miss Brasil(*).
(A história mostra que, em 1990, diretores da Globo tiveram uma reunião secreta com Marlene Brito, recém-demitida do SBT em função do famigerado Plano Collor – outro produto da Globo – para tratar de “assuntos particulares”. E quais assuntos não eram esses, caros Steven Tyler, Randy Jackson e Jennifer Lopez?
a) “Convidar” a Miss Brasil 1989, a baiana Flávia Cavalcante Rebelo, eleita pelo Ceará, para participar da próxima novela das 20h, Meu Bem Meu Mal;
b) Levar o Miss Brasil, o Miss Mundo Brasil, o Miss Mundo e o Miss Universo para a Rede Globo, de forma que a emissora carioca trancasse suas exibições em favor do boxe do já cambaleante Mike Tyson (coitado!), dos Estados Anysios de Chico City, da Terça Nobre do Faustão e das outras porcarias globais de então – Xuxa, Sérgio Malandro, et caterva;
c) Proibir quialquer menção a Miss Brasil e Miss Universo em jornais, rádios e TVs do país;
d) Defender a pensata – já aqui exposta – de que “o que interessa à Globo não é o (concurso de) Miss Brasil e sim a Miss Brasil (de preferência, nua numa revista masculina da Editora Abril sob o rótulo de estrela de novela ou ex-competidora do BBB.
[Assim foi com a Miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, saída do BBB 9 e que fez as fotos para a Playboy a um mês de fazer sua sucessora estadual.
Miguel Braga, coordenador burro e incompetente que é, não puniu Michelle tal qual Kari Ann Peniche: confisco-lhe a coroa por ter posado nua para uma revista masculina.
Não confiscou e deu na merda que deu].

Gary Sinise
Sela Ward
José Luiz Datena
Melina Kanakaredes
Ryan Seacrest

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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