Assunto da semana: Guerra de tronos, sexo e incesto épico na TV paga


Game of Thrones salpica fórmula de Senhor dos Anéis

Com segunda temporada já encomendada, a série épica Game of Thrones (Guerra dos Tronos, na tradução para o português) que estreou no domingo passado pela HBO com sinal aberto e tudo, mostrou em seu episódio inicial a ária básica sexo-ação-guerra-fantasia, concernente a um enredo desse gênero. Só que numa apresentação não dessas de levar as crianças e a sogra para o cinema. Da sua própria casa.
Feita a partir do primeiro livro da coletânea de George R.R. Martin, Guerra dos Tronos apimenta um pouco a acepção fantástica de O Senhor dos Anéis para os padrões de classificação livre. Falsidade pensar que toda trama épica feita para a TV tem como alvo o público infantil. A começar pelo flagra de Bran Stark (Isaac Hempsted-Wright) numa cena de sexo entre a rainha Cersei (Lena Headey, Terminator: The Sarah Connor Chronicles) e o irmão gêmeo.

Divulgação/HBO

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Game of Thrones: 9 vezes melhor que Senhor dos Aneis

Flagrante consumado, o incesto do final do episódio de estréia de Game of Thrones soou mais interessante que esses já mostrados em novela global das 21h. Perto da proposta dos roteiristas David Benioff (Tróia, trilogia X-Men) e D.B. Weiss (Eu Sou a Lenda), a nudez parcial de chuveiro de Vera Fischer em Laços de Família (2000-2001) parece menor ante este exercício de televisão arte. Verdadeiro espetáculo.
Apesar da penca de ingleses em seu elenco (sotaque europeu é necessário para trama medieval, por favor!), Game of Thrones se afirma como um investimento da televisão paga norte-americana. Às portas de fechar-se o prazo de elegibilidade para os Emmys do horário nobre (31 de maio), a trama tem os ingredientes essenciais para entrar numa premiação. Resta saber como e por qual porta. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Noticia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (15/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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