A crise da TV Jangadeiro é consequência do desespero político da gaeta(*) e de Tasso Jerissati


Em recente visita a Teresina, assessores de Débora Lyra “empastelaram” portal Tribuna do Sol, que reproduziu reportagem do Críticas denunciando as fraudes no concurso que a elegeu como Miss Brasil 2010

Da redação TV em Análise
Com informações do NaTelinha

Jangadeiro Online

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Antena da Jangadeiro: emissora cearense do SBT no epicentro de uma crise

Fundada em 1990 como afiliada da Rede Bandeirantes, a TV Jangadeiro de Fortaleza enfrenta gravíssima crise financeira, a ponto de colocar a emissora sob risco de falência. É o que atesta reportagem publicada hoje pelo portal NaTelinha apontando inclusive para uma proposta de compra pela Rede Record (que na cidade já opera com uma afiliada, a TV Cidade), prontamente negada. Afogada no desespero não só financeiro mas principalmente editorial, a Jangadeiro operou em maio de 2010 parte do esquema de corrupção que levou à eleição da capixaba Débora Moura Lyra como Miss Brasil(**) e representante brasileira no concurso de Miss Universo, realizado em Las Vegas (EUA).
De acordo com informações obtidas pelo Criticas junto aos produtores das séries da franquia Criminal Minds, a Jangadeiro gastou cerca de R$ 455 mil em contribuições à gaeta(*) promoções e eventos para angariar votos não para Lyra, candidata do esquema operado por Boanerges Gaeta Jr. e Nayla Micherif. Mas para Eugênia Justino, candidata do clã Jerissati e também do Sistema Verdes Mares (afiliado à Rede Globo), promotor do concurso de Miss Ceará, no qual fora eleita meses antes. Segundo o ator Joe Mantegna, que faz o papel do agente federal David Rossi, “a participação da Jangadeiro no processo de compra de votos para eleger Débora Lyra como Miss Brasil 2010 é escabrosa, mais que as reportagens de casos policiais escabrosos como Isabella Nardoni, Daniella Perez, Vladimir Herzog, a bomba do Riocentro dentre outros”.
Mas, segundo dossiê obtido da CIA (Agência Central de Inteligência do governo norte-americano) com exclusividade pela CBS News, a Jangadeiro começou a perder dinheiro em 2007, quando a petista Luizianne Lins já governava a capital cearense e Cid Gomes acabara de ser empossado no Governo do Estado. Desde então, a Jangadeiro teria perdido ao ano cerca de R$ 1,5 milhão com o não-fornecimento de verba publicitária oficial nem da Prefeitura de Fortaleza tampouco do Palácio da Abolição. Em represália, a Jangadeiro passou a atacar Cid e Luizianne em seus telejornais, especialmente programecos policiais de 97ª categoria da categoria se-espremer-sai-sangue-xinga-a-mãe-da-Julianne-Hough-disso-e-daquilo-bem-como-o-namorado-apresentador-do-American Idol-para-agradar-ao-babaca-do-Tiago-Leifert-da-elite-paulista-da-Globo. Não à toa, a atual cabeça-de-rede da emissora, o SBT, perdera o segundo lugar nacional do Ibope para a Record.
A crise da Jangadeiro é apenas a ponta do iceberg de um esquema ainda mais hediondo de corrupção e de intimidação e ameaça à liberdade de expressão. Durante visita a veículos de comunicação de Teresina (PI) para promover a Paixão de Cristo de Floriano (cerca de 500 km da capital), assessores de Débora Lyra telefonaram para os editores do portal Tribuna do Sol pedindo a retirada do artigo reproduzido do Críticas que reportava exatamente a mamata que levaria à sua coroação como Miss Brasil 2010. (Clique aqui para ler a matéria censurada por ordem da gaeta[*]).

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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