Assunto da semana: o discreto charme de Neil Caffrey contra o crime


White Collar e a glamourização dos vigaristas de colarinho branco

Qualquer semelhança entre Neal Caffrey (personagem de Matt Bomer) e o banqueiro brasileiro Daniel Dantas, apesar de soar como coincidência estúpida, parece balizar o norte para o enredo da série White Collar (FOX, 5ª, 22h e Globo, 4ª, cerca de 2h), já caminhando para a estréia de sua terceira temporada no USA Network americano. Missão de pegar outros estelionatários na moita, Caffrey tem de sobra.
Sem qualquer pretensão de dedo-durismo, a trama de White Collar (selada pela esfera global como o óbvio: Colarinho Branco) se centra na parceria entre Caffrey e um agente do FBI, Peter Burke (Tim DeKay) para prender outros criminosos da mesma natureza. Indicada em janeiro último ao People’s Choice Award de obsessão favorita de TV (perdeu para Dexter), White Collar se afirma não por público e por seus atores, mas pela substância de seu enredo. Ponto a favor.

Divulgação/USA Network/FOX/Vírgula

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Em palavras da estilista da trama: Qualquer homem com um bom senso de estilo (ou uma namorada com um bom senso de estilo) pode adaptar esse look.” (Stephaine Maslansky)

Em televisão, White Collar trata a coisa do criminoso do colarinho branco com uma elegância incomum, padrão Armani, Versace e outros, nem mesmo encontrada em tramas mais pesadas como o próprio Dexter, Criminal Minds, NCIS e companhia. Ao invés de gotas de sangue e traços de DNA, Collar pega os criminosos pelo dinheiro, pelo produto do roubo. Sem chegar a essa coisa de Ronda do Povão.
Sem querer forçar a Hebe Camargo da Rede TV a chamar o Matt Bomer de “gracinha!”, a trama de White Collar se marca mais pela grife e pela pose de Neal Caffrey do que pelo apanhamento anterior deste no passado. Fica a questão: afinal, o que se assiste é um combinado de série criminal com desfile de moda ou caça de criminosos com gosto de exibicionismo e pose? Faça seu julgamento. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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