Começo de semana: quando o ódio a piauienses começa na própria terra


Fotos Bonde e Sam Morris/Reuters
Em sentido horário, Gy não será nem uma nem outra, diz colunista

Preocupante a coluna do Cláudio Barros hoje no JMN.
Embaixo de uma crítica à cantora Gyselle Soares, ex-BBB e tal, esconde-se um vestal do neoliberalismo que destruiu o Brasil entre 1995 e 2002.
O mesmo Cláudio Barros que fala em “falta de talento” de Gyselle é o mesmo que, dois domingos atrás, chamou FHC de “deturpado pelo Governo Lula”.
(Isso em função de uma ária de desespero do sociólogo-michê do homo sacer dos idiotas do Manhattan Connection escrita para o Estadão, convocando a classe intelectualizada que tem perfil no Facebook e conta no Twitter para fazer a “oposição” ao governo Dilma Rousseff.
Tudo a pretexto de, como já fez a revista Época da Editora Globo em agosto passado, chamar a presidenta de “terrorista”.
E impedir a participação desta na novela Amor e Revolução, do SBT).
Barros passa a impressão ao leitor do JMN que Gyselle não é Wynonna nem Naomi Judd.
(Faz o leitor piauiense pensar que Gyselle é uma cantora medíocre do Youtube e uma atriz imprestável.
Barros pensa: “Gyselle deveria ir para A Fazenda da Rede Record”.
E, com isso, sepultar por ora sua aspiração em entrar nos quadros da Rede Globo).
O povo não é idiota, Cláudio.
Tem controle remoto e pode ver a final do American Idol na hora do insensato coração dos filhos do Roberto Marinho(*) e do baba-ovo do Tiago Leifert(**).
Tem TV por assinatura e pode fazer a Dana Delany fazer troça da Lília Cabral.
E fazer Body of Proof colocar Lara com Z e Divã no saco.
(Para se ter uma ideia, Divã nem série é: é pauta da Globo para atender ao público da Globo Filmes – leia-se: diretor Daniel Filho).
Liberdade de expressão é isso.
É fazer a Sônia Abrão atuar em Criminal Minds.
É fazer a Gyselle ir para Glee (que a Globo insiste em esconder com medo da PL-116, grande triunfo da FOX, da Lea Michele e das telefônicas) falar sobre bullying.
Aliás, Gyselle deveria pegar suas malas e se mudar para Nova York.
E se juntar às Cheerios do Ryan Murphy (não as do Caio Blinder).
Na França, não dá mais.
Paris não é nada nem coisa nenhuma.
A propósito: grande parte desta pensata foi motivada pela linha editorial de ódio movida pelo jornal Diário do Povo do (?) Piauí contra o próprio Estado do Piauí.
Recebe prêmio de mérito lojista a pretexto de saudar suas grosserias editoriais.
(Não é à toa que o coordenador do concurso Miss Piauí, Nelito Marques, escreve coluna lá).
Tal qual Barros, o DP lambe as botas dos governantes de seu apreço.
(Não é à toa que Barros já foi [ou ainda é, se é] correspondente do Estadão, que apoiou o golpe militar de 1964 junto com a Globo e a CIA, Agência Central de Inteligência do governo norte-americano).
Tal qual Barros e o ator Mel Gibson, o DP move rancores contra os governantes que não são do seu apreço nem de seu esquema partidário.
(Nelito exerce na colona[***] Vogue o papel da oposição ao crescimento do Piauí: quer que o Estado vá à lona).
E assim segue a roda do ódio ao povo do Piauí.
Logo em sua própria casa.
Logo em sua própria imprensa.

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

(*)Assim como os do Dr. Valter Alencar (cuja TV monopolizou a informação no Piauí por 14 anos), eles não tem nome próprio
(**)Trata-se do sujeito que massageou o Ronaldo Fenômeno para criticar o Datena. E deste, receber o rótulo de “baba-ovo” e o Ronaldo ser chamado de “puxa-saco da Globo” (como a maioria dos colunistas de TV deste país é desde a repressão militar pós AI-5 e derrame de Costa e Silva)
(***)Não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. São milicianos de redação do PIG(****) engajados em derrubar o presidente Lula e depois a presidenta Dilma e promover a volta da direita ao poder, a exemplo do que ocorreu no Chile. E assim se comportarão sempre que uma participante de reality-show tiver origem no Estado mais pobre da Federação e não no capital (da elite branca-separatista de São Paulo) e um presidente tiver origem no trabalho e não no capital, no Brasil, no Mundo, na história da exploração espacial (antes da aposentadoria dos ônibus espaciais), da entrega do Oscar, do Super Bowl e do American Idol. São jornalistas que, de acordo com Mino Carta, chamam seus patrões de colegas. É essa gente aí que fraudou o resultado do Miss Brasil 2010 para favorecer a capixaba Débora Lyra, usando indevidamente a faixa de Miss Minas Gerais na etapa nacional do Miss Universo
(****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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