PHA: Agnelli, ex-Vale, e Jorlene Cordeiro para presidente e vice-presidente da Globo


Executivo vai acabar com o jornal nacional, “pautar” as novelas das 18, 19, 20, 21 e 22h e “coordenar” o concur$o de Miss Ceará(***)

Por Paulo Henrique Amorim
Do Conversa Afiada

Fotos Reprodução/Conversa Afiada e Divulgação/Miss Ceará/Balada In

https://i0.wp.com/www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/roger-agnelli1.jpghttps://i0.wp.com/www.baladain.com.br/UserFiles/Jorlene%20Cordeiro%20e%20Eugenia%20Justino.jpg
Os Versáteis e Globais e a “empregada” de ambos, Eugênia Justino

Saiu no Globo, na página 23:

“Agnelli: perfil versátil e reconhecimento global”.

“Após 10 anos na Vale, ex-presidente deve cumprir quarentena e passa a ser opção a empresas de variados setores”.

Trata-se da publicação do curriculum vitae do Roger, aquele que a Presidenta demitiu há um mês e que se tornou um dogma da Teologia neoliberal.
A reportagem de dois repórteres do Globo faz de Agnelli virtual presidente da Organizações (?) Globo.
Versátil, reconhecimento “global”, experiência com política, salário de R$ 15 milhões anuais, experiência em banco de varejo, pode trabalhar em concessionária de energia, transporte e telecomunicações (epa! epa!).
Está tudo claro!
Agnelli vai comandar a Globo.
Seria inconcebível uma empresa de telecomunicações publicar um perfil tão glorioso e não contratar o referido executivo.
Seria um desperdício!
(Porque não se pode imaginar que o Globo se preste ao papel de procurar emprego para o Roger).
Os filhos do Roberto Marinho(*) já tiveram o dissabor quando contrataram um executivo versátil e de reconhecimento global, idolatrado pelo PIG(**) e pelo governo tucano.
Trata-se do Executivo Versátil e Global que realizou a metamorfose da Petrobras em Petrobrax.
Foi um desastre ferroviário, diria o Mino Carta.
O perigo é o Roger assumir a presidência absoluta das Organizações (?) Globo e criar dois problemas.
Primeiro, ele gosta de jatinho da Bombardier.
E na empresa dos filhos do Roberto Marinho não se recomenda ter jatinho melhor do que os dos filhos do Roberto Marinho.
Segundo, o Roger, segundo a revista Economist, tem a mania de vender um produto só.
Quando assumisse a presidência da Globo, seria capaz de fechar o jornal nacional e fazer a novela das 6, das 7, das 8, das 9 e das 10 (além de coordenar, com a quadrilha de Jorlene Alexis Cordeiro Neiers o concurso de Miss Ceará[***], da TV Verdes Mares, cedido à TV Diário, do mesmo grupo da afiliada global cearense – ênfase minha, J.E.L.).
Seria o mesmo raciocínio que aplicou à Vale, quando se concentrou em vender minério de ferro e pouco mais.
Como novela é o que dá mais dinheiro, ele se concentraria em novela.
Aí, surge um problema:
Como lustrar o ego Versátil e Global, sem o jornal nacional?
Muito simples.
A urubóloga entrevistá-lo às 2ªs, 4ªs e 6ªs no Bom (?) Dia Brasil e, uma vez por semana, ele aparecer na Ana Maria Braga para fazer omelete ou ensinar como dar nó em gravatas francesas.

Em tempo: na capa da sessão de Economia, o Globo parece muito preocupado com o pedido da OEA para suspender a licença da usina de Belo Monte. Trata-se de uma peripécia que não vai dar em nada. O que vai dar, e muito, é a condenação da Lei da Anistia pela Corte de Justiça da OEA. Essa, sim, vai provocar uma grande confusão. E este ansioso blogueiro não percebe no Globo o mesmo entusiasmo para fazer com que a decisão da OEA sobre torturadores se respeite com o empenho que o Globo exige para dinamitar Belo Monte. Nenhum dos países signatários da Carta da OEA, a começar pelos EUA, respeitou ou respeita os povos indígenas como o Brasil.

Em tempo 2: O Vasco telefona para dizer que o Agnelli pode ser Presidente de tudo. Menos gerente de uma agência do Bradesco.

(*)Eles não têm nome próprio
(**)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories
(***)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e dos certames estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho faz com as séries da FOX, como Glee, Lie to Me e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Circo de horrores, Economês, Globelezação, Hannah Montana e suas Grandes Irmãs, Imperialsmo midiático, Jóia da coroa, Mídia regional, Mondo cane, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Realidade brasileira, Samba de uma nota só, Siobhan Magnus do alarmismo da RPC e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s