Assunto da semana: os sangues azuis da polícia de Nova York


Enredo de Blue Bloods é combinado de novela e reality show

Tratando de uma família de policiais de Nova York, a proposta da série Blue Bloods (Liv, 2ª, 22h) beira ao meio termo entre a proposta de uma novela comum (se é que isso ainda existe para Globo e Record) e a de um reality show tipo Kate + 8. Trilhando por esse caminho meio pantanoso, a trama idealizada pelo casal Robin Green e Mitchell Burgess (Família Soprano) dá à trama criminal ares bem diversos.
E por ares bem diversos entenda-se colocar um pai moralista, o comissário Frank Reagan (Tom Selleck, Magnum), à frente de uma casa formada por um ex-oficial da marinha americana que serviu no Iraque, Danny (o ex-integrante do New Kids On the Block Donnie Wahlberg), uma promotora pública, Erin (Bridget Moynahan) e um policial novato, Jamie (Will Estes, SOS Malibu, Law & Order: SVU, Reunião dentre outros). Ou seja, uma família e tanto.
Centrando-se no moralismo de Frank, este novo papel de Selleck é totalmente o oposto do detetive particular de beira de praia havaiana dos anos 1980. Há, na imprensa americana, quem compare Frank Reagan ao personagem de telefilme policial Jesse Stone (cujo papel mantém Selleck na CBS americana nos dias atuais). Entre três mundos, Blue Bloods põe o bigode de Selleck no patamar mais alto de atuação.

Heather Wines/CBS/Divulgação


Faltou dizer que o senhor ao lado, o ator Len Cariou, é o pai de Selleck na trama

Comparação com personagem de livro de ficção policial à parte, Blue Bloods tem na “família” de Selleck o seu próprio reality das ruas. Combinando ação de um procedural comum com enredo de novela das nove, a trama do duo Green-Burgess acerta o alvo quando trata da ária inexplorada de um drama policial sediado em Nova York. Nessa meta, é pedir para tirar os chapéus dos novatos para cima. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (20/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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