Opinião do Críticas: vitória da Beija-Flor foi produto da ’simplicidade’ mercadológica de Roberto Carlos e dos assassinos de reputações do jornalismo da Globo


Nestlé, PSDB, gaeta(*), Band, UDR, Instituto Millenium, Cansei e FIESP são rigorosamente farinha do mesmo saco. No nariz do ator desempregado Charlie Sheen

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Hollywood Godfella

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Sinatra, Sam Giancana,…

O que se viu na apuração de pontos do desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na última quarta-feira, foi a mais escancarada manipulação em favor da putridez e da fedentina da linha editorial facciosa e odiosa da Rede Globo, mancomunada com transnacionais do agronegócio, partidos políticos, escritórios artísticos e gravadoras. Esse cartel, nominado “Cartel da Simplicidade do Cantor Roberto Carlos”, inundou os órgãos de imprensa e redações de sites com matérias favoráveis à Beija-Flor de Nilópolis em detrimento das outras oito escolas que puderam competir após a tragédia material da Cidade do Samba, que arrasou os barracões da Grande Rio, União da Ilha e Portela (21 vezes campeã).
Desde às 16h, o apresentador Luís Roberto, já se jactando da condição de corneteiro e porta-voz-advogado do samba enredo sobre o “Rei” empregado da Globo, ao invés de fazer jornalismo, procurou o tempo todo incitar ao desequilíbrio da cobertura, a cada nota 10 que era lida para a azul e branco de Nilópolis. Pura bravata. Na Sapucaí, na prática, a Beija-Flor fez isso sim um desfile mediano, apenas para atender aos bolsos dos marqueteiros da multinacional suíça Nestlé (que patrocinou o desfile da agremiação) e da própria Globo (que tem Roberto Carlos como seu empregado desde 1974). A julgar de seu primeiro especial de fim-de-ano (que, com o passar do tempo, se tornaria sinônimo de chatice e inferno). Quer um exemplo? Bastava pegar o controle remoto na noite de 25 de dezembro de 2010 e se mudava para o Bandsports, que transmitia o jogo de Natal da NFL: Dallas Cowboys contra Arizona Cardinals, no Estádio da Universidade do Arizona, em Glendale, com músicas de Roberto cantadas pelo narrador Ivan Zimmermann e pelo comentarista Paulo Mancha bem no cangote da Paula Fernandes. Amigos, amigo$…

Divulgação/Beija-Flor

https://i0.wp.com/exame.abril.com.br/assets/pictures/25496/size_590_Roberto_Carlos_Beija_Flor.JPG
…Roberto Carlos,…

Negócios escusos à parte, o destempero da Globo em torcer pela Beija-Flor de Roberto Carlos tinha lá suas razões (e raízes): ainda na campanha eleitoral de 2010, dedicou 35 minutos de seu principal telejornal sensacionalista a assassinar a reputação da servidora pública Erenice Guerra, substituta da então camdidata à presidência Dilma Rousseff na Chefia da Casa Civil da Presidência da República. Mesma capiciosidade usada pelo jornal O Estado de S. Paulo também para massacrar psicologicamente o filho do jornalista Franklin Martins, ex-secretário de Comunicação da Presidência, como atestado no comentário abaixo de Luís Nassif (extraído de seu blog):

Ministro do TCU desmente Estadão

Enviado por luisnassif, qui, 10/03/2011 – 20:29

Infelizmente os jornalistas Rui Nogueira, diretor da sucursal do Estado em Brasilia, e Ricardo Gandour, diretor de conteúdo, transformaram-se em assassinos de reputação de colegas. Uma pena.
Qualquer jornalista iniciante sabe distinguir relatório inicial do TCU – que depende da opinião individual de um auditor – de julgamento final., no qual todas as partes são ouvidas e a decisão é dos ministros do tribunal. Durante a campanha, uma das “denúncias” contra Dilma Rousseff – encampada pelo próprio Estadão – foi um relatório preliminar que foi derrubado no julgamento final do Tribunal de Contas do Estado.
No ano passado transformaram em “denúncia” a mera presença do filho do Franklin na inauguração da TV Brasil em São Paulo.
Não sei onde Gandour e Nogueira pretendem chegar com esse estilo. A tradição do Estadão nunca foi essa, de uso de denúncias falsas ou incompletas como vendetta pessoal. O respeito pelos fatos e por pessoas transformou o Estadão em um jornal respeitado inclusive pelos adversários. Onde se pretende chegar com esse jogo?

Correio Braziliense – Brasil – Processo que investiga denúncia de irregularidades da EBC não foi concluído
Processo que investiga denúncia de irregularidades da EBC não foi concluído

Agência Brasil

Publicação: 10/03/2011 19:50 Atualização:

O ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quinta-feira (10) que o processo que investiga denúncias de irregularidades em licitação realizada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em dezembro de 2009 ainda não foi concluído.
Procurado pela EBC, o ministro Ubiratan Aguiar informou que o processo ainda não foi concluído, ao contrário do que diz a reportagem Auditoria do TCU confirma fraude em licitação de R$ 6,2 milhões da TV Brasil, publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo Aguiar, o processo ainda se encontra em fase de tramitação técnica e não há qualquer conclusão oficial a respeito do tema.
“A matéria ainda não foi examinada pelo ministro relator, não havendo, portanto, qualquer conclusão oficial. Está sendo examinada no âmbito técnico, onde estão sendo reunidas informações para despacho posterior. Nenhum julgamento, entretanto, será realizado sem observância do direito de defesa, vale dizer, sem ouvir os argumentos das partes envolvidas”, disse.
A EBC informou, por meio de nota, que não recebeu nenhuma notificação do TCU e reiterou que a licitação não foi realizada às pressas, conforme denúncia anterior também publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A reportagem, intitulada TV de Lula contrata por R$ 6 milhões empresa onde atua filho de Franklin, de setembro do ano passado, trazia denúncias de irregularidades na contratação da empresa Tecnet, responsável pelo gerenciamento do arquivo audiovisual da EBC.
Na época, o então ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Franklin Martins, e o secretário executivo da EBC, Ricardo Collar, divulgaram nota afirmando que o processo, realizado por meio de pregão eletrônico, foi legal e transparente e que venceu a empresa que ofereceu o menor preço”.

Detalhe: Globo e Estadão são sócias no site de classificados Zap. Não à toa, o jornal nacional da noite seguinte à vitória comprada da Beija Flor (esse é o termo mais correto) repercutiu as grosserias da quadrilha de Gandour e Nogueira, assassina de reputações tal qual o racista de livro Ali Kamel, a terrorista Poliana Abritta, a colérica da Maitê Proença, a covarde da Miriam Leitão, o imbecil do Merval Pereira, o mentecpato do Sardenmberg e o idiota do Arnaldo Jabor, apenas para citarmos alguns elementos. Isso, para não falarmos de criminosos de redação da Rede Bandeirantes, até à hora sua parceira no futebol nacional, como Joelmir Betting, Ricardo Boechat, Bóris Casoy, Fernando Mitre e ladravazes tucanos mineiros como Nayla Micherif (que empresta os serviços de sua quadrilha missológica coligada da turma de Aécio Neves ao antro do Morumbi e do qual Renata Fan é apenas funcionária).

Ou seja, aplaudir a “simplicidade” do rei Roberto Carlos na avenida, neste momento, é encobrir as demonstrações criminosas que cercaram o processo de apuração do desfile das escolas de samba cariocas. É a mesma coisa que aplaudir Frank Sinatra sendo homenageado por Sam Giancana, amigão tucano da CIA, da Daslu, do Cansei e dos diretórios paulista e mineiro do P$DB que apresentou Paula Fernandes aos filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio -, ao FHC, ao Cláudio Humberto, ao Boanerges Gaeta Jr., ao Demétrio Magnoli, ao Marco Antônio Villa, à Patrícia Amorim, ao Montenegro do Ibope, ao Otavinho Ditabranda, ao Aloysio 300 mil, à Olivia Benson da gaeta(*) e por aí vai.

Montagem da capa: Rogério Marcus/18.08.2010


…Figueiredo, Roberto Marinho…

Ou seja, aplaudir a “simplicidade” do rei Roberto é jogar a “seriedade” da apuração do desfile carioca no cantinho das sandices de Charlie Sheen. Esse sim, deve estar é procurando um emprego de comentarista político na TV Globo. Para ver o Mar Vermelho (de sangue das denúncias vazias contra o governo Dilma, rotulada pelos reacionários como “terrorista”) passar.

Reprodução de Internet/Vírgula

https://i0.wp.com/img2.virgula.uol.com.br/2011/03/06/236364-630x495.jpg
…e Sheen, desempregado, no seu cantinho: amigos de fé, irmãos camaradas

Em tempo: já tínhamos terminado a edição deste texto quando resolvemos indicar outro, bem interessante para reflexão sobre o envolvimento da Globo com a vitória da Beija-Flor. Está no Aporrea (em espanhol). Vale a pena lê-lo. Mostraremos a sua íntegra mais para frente.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela ou um Porto Rico tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Globelezação, Música, Mondo cane e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Opinião do Críticas: vitória da Beija-Flor foi produto da ’simplicidade’ mercadológica de Roberto Carlos e dos assassinos de reputações do jornalismo da Globo

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