DENÚNCIA: Patrocinadores do Miss Brasil(*) da Band assediaram coordenador do concurso Miss Minas Gerais por direitos de TV


Intenção era pressionar José Alonso Dias a permanecer na coordenação do certame em troca de um contrato trianual de R$ 70 milhões

Da redação TV em Análise

Reprodução/Verruga na Gordura

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Na foto, um mimo oferecido à direção do Miss MG

Representantes da Ambev, Multymarcas, Colgate-Palmolive e Femsa teriam procurado o coordenador do concurso Miss Minas Gerais, José Alonso Dias, para voltar atrás na sua idéia de abandonar a franquia para o concurso Miss Brasil-Miss Universo. Segundo produtores da franquia NCIS revelaram a este Críticas, as empresas patrocinadoras do certame nacional, acompanhadas de emissários da Rede Bandeirantes, teriam oferecido à Look Top Beauty, empresa de Dias, um acordo trianual de direitos de transmissão em rede nacional, cujo valor chegaria à casa dos R$ 70 milhões, em troca da permanência deste como diretor regional do Miss Brasil.
Em 22 de outubro de 2010, José Alonso Dias por meio de carta aberta anunciou a sua desfiliação da coordenação do Miss Brasil-Miss Universo. Mas, cooptado por diretores da Band, da Gaeta Promoções e Eventos, da Ambev, da Multymarcas, da Colgate-Palmolive e da Femsa, Dias acabou de recuar da decisão, avaliada pelos executivos das transnacionais como “precipitada” e “estapafúrdia”. De acordo com a cantora Kelly Clarkson, primeira vencedora do American Idol em entrevista à GloboNews, Dias fechou o negócio com o intento de não perder lucros, sobretudo com as transmissões de TV. Só com o novo acordo com a Band, a Look Top Beauty espera arrecadar R$ 180 milhões até 2013. “Isso é o que se chama de buscar a coroa em nome do S&P 500 e da opressão pelo desespero”, disse a artista.
Acordos semelhantes teriam sido feitos também com os coordenadores dos concursos de Miss Distrito Federal, Cloves Nunes, e do Miss Rio de Janeiro, Susana Cardoso, que desde 2006 trabalhava com a Rede CNT.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Burn Notice, Bones e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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