Começo de semana: Nayla Micherif deu à gaeta(*) um poder político inesperado


Tzarina(******) missológica das Alterosas se transforma em rainha do PIG(*****)

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Pattinase

https://tvemanalisecriticas.files.wordpress.com/2011/02/primesuspect.jpg?w=209
Na foto, a apresentadora de um programa sensacionalista da Rede TV!

Desde que chegou à Gaeta Promoções e Eventos no final de 2001, a empresária mineira Nayla Fernanda Affonso Micherif imprimiu à atual firma promotora do concurso de Miss Brasil, válido pelo título de Miss Universo, uma Caixa de Pandora sem precedentes na história da missologia brasileira. Nem na época em que era coordenado por Marlene Brito no SBT, o concurso tinha chegado a tanto em termos de adulação de governadores, compra de votos para candidatas em troca de favores e publicidade oficial desmedida atropelando todos os limites legais possíveis. Para se ter uma ideia, durante os oito anos da gestão de Aécio Neves no Palácio da Liberdade, sede do Governo de Minas Gerais, a Gaeta recebeu mais auxílio oficial que as seis principais emissoras de TV aberta belo-horizontinas (Globo, Alterosa, Band, Rede Minas, Record e Rede TV!) somadas. Ou seja, a gaeta(*), assim mesmo em minúsculas, pagou mais para transmitir um concurso estadual seu na Rede Bandeirantes do que a General Motors pagara para anunciar num intervalo banal do jornal nacional da GloeBBBels. Um achaque contra os bolsos do contribuinte de ICMS e do pagador de IPVA no Estado.
Para se ter uma dimensão exata do assalto que a quadrilha de Nayla Micherif praticou aos bolsos da Gaeta desde 2002, vamos a alguns fatos:

1-Impossibilitada financeiramente de arcar com os direitos de TV do Miss Brasil, a gaeta(*) não os vendia a nenhuma emissora porque, segundo a pensata dos filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – o concurso para a Globo não é rentável. E, como até os produtores do American Idol sabem, o que interessa à Rede Globo, suas afiliadas e subsidiárias (y compris a TV Diário, emissora-irmã da TV Verdes Mares de Fortaleza) não é o concurso de Miss Brasil e sim expor seios, bunda e vagina de ex-BBB na condição de miss municipal reinante (caso de Adriana Sant’Anna, por ora representante de Campos de Goytacazes no concurso Miss Rio de Janeiro 2011, da Band) em revista masculina do grupo Abril, que tem como sócia a sul-africana Naspers (que apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela preso por 27 anos);
2-A gaeta(*) só fechou negócio com a Rede TV! para transmitir o Miss Brasil 2002 porque foi pressionada pela mídia à época (programas de fofocas tipo o Mais Sangue Pra Você da Ana-Mariska Hargitay Braga e o Criminal Minds: Prime Suspect Behavior do A Casa é Sua do Falando Francamente da Helen Mirren da Sônia Abrão e revistinhas como Veja, Caras e Contigo!, assim como a Playboy brasileira, editadas pela Abril-Naspers (Como até o reino mineral de Michael C. Hall sabe, as 19 cirurgias plásticas de Juliana Borges reportadas pelo esgoto dos Civita e pelo Chantástico(**) da GloeBBBels pesaram no negócio, avaliado em R$ 15 milhões);
3-A gaeta(*) só aceitou levar o concurso Miss Brasil para uma das quatro “major networks” brasileiras (Globo, SBT, Band ou Record) depois que a Joseane Oliveira saiu da casa do Big Brother 3 para ser destituída primeiro no Dominguinho do Faustinho e depois em nota paga do jn lida pelo Márcio Gomes, para obedecer à diagramação de Ali Camel(***), pautado pela agenda de vinho tinto de sangue da Olivia Benson da grade matinal gloeBBBelezada-tucanófila-colonizada-reacionária. Fechou negócio com a Band no programa do Leão Lobo (durante uma das várias férias que a Astrid Fontenelle tirara da emissora paulista à época do Melhor da Tarde) (O distinto leitor deste espaço deve saber que o Leão Lobo por uns dias foi garoto de recados da gaeta[*] até se mandar para a Rede CNT há uns três anos);
4-É costume da GloeBBBels colocar no BBB misses estaduais ou municipais em pleno gozo de seus respectivos reinados. Mas, e se estas ainda sequer participaram de etapas estaduais do Miss Brasil(****) (caso de Adriana, do ciclo 11)? Podem posar nuas e mostrar suas ancas e vaginas nas barbas azuis dos dirigentes estaduais (Susana Cardoso) e nacionais? Não. A lógica do regulamento tanto do concurso de Miss Brasil(****) quanto de Miss Universo bem como das respectivas etapas estaduais é clara: nenhuma candidata municipal, estadual ou nacional pode ter posado com as partes íntimas à mostra em ensaios seja de que natureza for. Nem mesmo editoriais de moda;
5-Nos concursos Miss Brasil(****) de 2003 a 2010, de oito edições realizadas, seis tiveram suas vencedoras eleitas com compra de votos feitas por governadores ligados ao PSDB ou a partidos de oposição ou setores oposicionistas de partidos de apoio ao Governo Lula. É o caso, por exemplo, de Santa Catarina governada em 2005 por Luíz Henrique da Silveira, ex-prefeito de Joinville e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, que colocou sua máquina pública para empulhar a eleição de Carina Beduschi ante a candidata de Minas Gerais, Tatiane Alves, favorita de especialistas. Detalhe: Tatiane também era apoiada pelo tucano Aécio Neves e seus tratores midiáticos. Isso, apesar de o concurso nacional ter tido patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro (ocorreu no Copacabana Palace);
6-A eleição de Débora Lyra como Miss Brasil 2010 obedeceu a uma orquestração política do PSDB com a gaeta(*), as Organizações Globo e a Rede Bandeirantes para, em caso de vitória no Miss Universo (o que felizmente não aconteceu), usar sua imagem como “mascote do mal” da campanha de José Serra em defesa da privatização da Petrobrás e de todos os bancos públicos federais existentes. Ou seja: uma barca furada (Débora) levou a outra (Serra), nas passarelas e nas urnas, respectivamente.

Resumo da Ópera: Nayla Micherif transformou a Gaeta (então em maiúsculas) numa afiliada da Rede TV! e depois da Bandeirantes e da Globo (de forma compartilhada). E Boanerges Gaeta Jr. saiu da condição de promotor do Miss Brasil(****) para virar fantoche das práticas escusas das famíglias Saad e Marinho, mancomunadas com as máfias tucanas da Sorbonne e de Harvard, por exemplo, que tem assento fixo no Canal Livre da “calada da madrugada” de domingo para segunda-feira da Band.
Do dia para a noite, Nayla saiu da condição de ex-miss Brasil para a de “rainha do PIG(*****)”.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(***)Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo, de suas afiliadas e respectivas empresas-satélite para povoar mentes desérticas e disseminar ideias golpistas e conservadoras (sem muito sucesso)
(****)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho faz com as séries da FOX, como Glee, Lie to Me e outras (fora as animações)
(*****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories
(******)Como o líder russo, Nayla Micherif conseguiu, com a eleição da capixaba Débora Lyra como Miss Brasil 2010, transformar Minas Gerais (e o país) numa Rússia missológica: sem oposição, sem vozes divergentes e com uma mídia curvada a seus pés, doa a quem doer. Quem discordar, pode pagar até com a própria vida. E foi o que aconteceu com a jornalista Anna Politovskaya, assassinada em outubro de 2006, por suas reportagens abordando as atrocidades da Segunda Guerra da Chechênia. Esse é o preço que se paga pela liberdade de expressão em países supostamente sérios como o nosso (por mais leis ficha-limpa que se aprovem nas nossas casas legislativas). Clique aqui para entender o que o Putin da Rússia tem a ver com os Putins da gaeta(*)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Imprensa monopolista, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Prime Suspect Behavior da Sônia Abrão, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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