Racha no C-13: Patrícia Amorim, presidenta do Flamengo, quer implodir na garagem a Endeavour, a Discovery, a Atlantis, acabar com a NASA e cancelar o American Idol


Márcia Feitosa/Vipcomm/Divulgação

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“Vou passar o trator por cima do Steven Tyler, do Juvenal Juvêncio, dos cronistas esportivos do Recife, do John Glenn e da Caixa”, ameaça a dirigente flamenguista

Ontem no programa Linha de Passe da ESPN Brasil, Juca Kfouri expôs o pus por trás do reconhecimento da CBF ao hexa do Flamengo (leia-se: a trampa da Copa União de 1987, patrocinada pela Globo).
O pano de fundo da deliberação do presidente da CBF Ricardo Teixeira não pode ser outro que não seja favorecer os interesses da famíglia Marinho e dos ruralistas da Band em participarem da concorrência que vai definir a detentora dos direitos do Brasileirão entre 2012 e 2014.
(Como até os restos mortais de Abram Lincoln já sabem, a ESPN Brasil no campo da TV fechada e a Rede Record e a Rede TV! entre os canais abertos participam da concorrência).
Hoje de manhã, a reprise do Sportscenter na ESPN colocou Teixeira na condição de Marlon Brando, o Dom Corleone dos grandes clubes (falidos) brasileiros.
O que interessa à Globo (e a ex-nadadora Patrícia Amorim, presidenta do rubro-negro da Gávea) não é a Taça das Bolinhas, pertencente ao São Paulo e sim implodir todos os três ônibus espaciais remanescentes na garagem da NASA, a agência espacial norte-americana.
Em resumo: o Flamengo quer acabar com o programa espacial norte-americano, cancelar o American Idol, todas as séries da franquia CSI e o Kennedy Center Honors e parar o movimento de translação da Terra.
Paulo Vinícius Coelho expõe abaixo o carcinoma da questão:

Entenda por que a CBF reconheceu hoje o título do Flamengo em 1987

por Paulo Vinicius Coelho

Que o Flamengo é campeão brasileiro legítimo de 1987, é óbvio. Você sabe minha posição há muito tempo. O Flamengo é o campeão legítimo, porque até Pernambuco acompanhou o Módulo Verde, dado que o Santa Cruz estava na competição. O Sport é o campeão legal porque as finais disputadas com W.O. contra Inter e Flamengo valeram o reconhecimento da CBF. E isso não se tira.
Então, a partir do reconhecimento da CBF ao título do Flamengo, o que aconteceu nesta segunda-feira, há dois campeões na história. O ano de 1987 passa a ser como o de 1968 e tem dois vencedores.
Mas aqui o assunto é: por que a CBF decidiu reconhecer hoje, e justamente nesta segunda-feira, o título brasileiro discutido há 24 anos?
O x da questão é o racha do Clube dos 13 sobre o novo contrato de TV para o Campeonato Brasileiro.
Para que você entenda melhor o tema, divido em capítulos:

1. Está em questão a renovação do contrato dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro e isso ameaça rachar o Clube dos 13. De um lado está o Corinthians e, supostamente, os que votaram em Kléber Leite na eleição do C13 contra Fábio Koff, ano passado — Botafogo, Coritiba, Goiás, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Vasco e Vitória. Como Flamengo e Corinthians sempre pediram que os dois clubes de maior torcida tivessem maior percentual no rateio dos clubes, imagina-se que o Flamengo possa ir para esse lado.

2. Pela primeira vez, o Clube dos 13 divide os direitos de TV em categorias: TV aberta (brigam Globo e Record), TV fechada (SporTV ou ESPN podem ganhar), Internet, Celular. A ideia da comissão de TV, composta por Alexandre Kalil (Atlético-MG), Maurício Assumpção (Botafogo), Luis Álvaro (Santos), é que a decisão se dê com propostas feitas em envelopes fechados. A melhor proposta será a vencedora. A ideia está atrelada ao estudo feito por Ataíde Gil Guerreiro, ex-dirigente do São Paulo e diretor-executivo do Clube dos 13.

3. Ano passado, Ricardo Teixeira tomou duas atitudes rápidas após perder a eleição do Clube dos 13 — apoiava Kléber Leite, derrotado por Fábio Koff. A primeira foi anunciar, no dia seguinte à derrota, que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014. A segunda foi entregar ao São Paulo a Taça das Bolinhas. Do ponto de vista político, isso significava punir o clube de Juvenal Juvêncio — principal articulador da candidatura Fábio Koff — com a perda da Copa e, em seguida, jogar o São Paulo contra o Flamengo.

4. Após aceitar o reconhecimento como primeiro hexacampeão brasileiro, Juvenal Juvêncio afastou-se do Clube dos 13. Em vez de aglutinação entre as forças políticas vencedoras da eleição, o Clube dos 13 viu o afastamento delas. É esse afastamento o que permite, neste momento, o entendimento de Ricardo Teixeira de que pode seduzir Patrícia Amorim a acompanhar Andrés Sanchez num suposto racha do C13. E se manter favorável à Rede Globo. A pergunta é: por que a CBF tem tanto interesse em que a Rede Globo ganhe a concorrência?

5. Ninguém no C13 tem exata noção de que papel Patrícia Amorim exercerá na eleição a partir de agora. Ela pode ser cooptada pelo pequeno presente de Ricardo Teixeira — ano passado, o Botafogo recebeu empréstimo de R$ 8 milhões e, por isso ou por outra razão, votou em Kléber Leite. O fato é que o empréstimo foi concedido próximo à data da eleição. Casos como esse é que permitem a impressão de que pode estar havendo troca de favores. Mais do que isso, produzem a certeza de que a tentativa da CBF é de trocar favores. Cabe ao Flamengo aceitar o presente, não trocar o favor.

Nesta terça-feira, há uma reunião em São Paulo da comissão de renovação dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. Nela, deve ficar claro qual será a data da abertura do envelope vencedor da disputa por TV aberta.
O Flamengo e o Sport são campeões brasileiros de 1987. Se você é rubro-negro, carioca ou pernambucano, pode comemorar. Mas não deixe de entender o contexto de cada decisão tomada pela CBF. Elas têm um viés diferente do que você imagina”.

Não é o que o Diário de Permanmbuco pensa:
“Sport vai enfrentar a CBF e exigir, de novo, o reconhecimento de que é o único campeão brasileiro de 1987”.
Como diria o Chorão do Charlie Brown Jr., o pau vai comer.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Corrupção na mídia, Esportes, Força da Grana, Globelezação, Hannah Montana e suas Grandes Irmãs, Imperialsmo midiático, Marska Hargitay do Jornal Nacional, Olivia Benson do tucanato da UDR, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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