Só a Bandeirantes ainda não admite o adiamento do concurso Miss Brasil 2011. Remember: o estrago já está feito


Reprodução

https://tvemanalisecriticas.files.wordpress.com/2011/02/humorsemancolremc3a9diomedicamento.jpg?w=300
O remédio que falta à Band é esse

Em 5 de fevereiro este Críticas já alertava para o risco de adiamento do concurso Miss Brasil 2011 para não ser “esmagado” por outros projetos especiais da Rede Bandeirantes durante o mês de maio (São Paulo Indy 300 e 500 Milhas de Indianápolis). Esporte é coisa prioritária para a emissora paulista. Show, nem tanto.
Chega junho e vai a horda de profissionais da casa para Parintins ver a Festa do Boi (Teo José, Nadja Haddad, and caterva). Não é um bom negócio fazer o Miss Brasil(*) atravessar a toada. Reza o bom-senso que a sucessora de Débora Lyra só deva ser eleita em julho.
E foi isso que a gaeta(*) fez para cima da alta cúpula da Band: esfregar a capa do CD de estreia do Kris Allen (quem mesmo?) do American Idol na cara do Johnny Saad. Com um exemplar do Diário do Povo do Piauí de brinde.
A gaeta(*) obriga a Band a escutar o grito das ruas da coluna do Nelito Marques.
Só o Marcelo Meira não quer ouví-la.
A Band quer botar a Isa TK+ para fazer negócio para cantar no concurso nacional.
A Band não faz negócio. Bate o pé para não aceitar a lógica do mercado, a lógica da programação de qualquer rede de televisão, seja aqui ou nos Estados Unidos.
For example: A FOX tem American Country Awards em dezembro, o NAACP Image Awards em fevereiro e o Teen Choice Awards em agosto.
A ABC, o CMA Awards, o American Music Awards em novembro, o Miss América em janeiro, o Oscar geralmente em fevereiro (menos em época de Olimpíada de Inverno) e o Billboard Music Awards em maio.
A NBC, os Golden Globes em janeiro e o Miss USA e o Miss Universo em datas móveis.
A CBS, os Tony Awards em junho, os People’s Choice Awards em janeiro, os Grammys em fevereiro e os ACM Awards em abril.
E todas, em rodízio, transmitem os Daytime Emmys em junho (menos a FOX) e os Primetime Emmys em setembro (exceção feita à conveniência da NBC por causa do contrato com a NFL).
O que interessa à Band não é aceitar o que a regra manda. E sim empulhar as sua$ regra$ para cima da “briosa” organização (?) do concurso (sic) Miss Brasil(*).

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho faz com as séries da FOX, como Glee, Lie to Me e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Egos da mídia, Força da Grana, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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