Governadores se desesperam para abocanhar sub-sedes do Miss Universo 2011


Sérgio Cabral Filho e Antônio Anastasia travam uma batalha de vida ou morte para sediarem algumas das atividades do certame internacional, que este ano chega à sua 60ª edição

Da redação TV em Análise

AP/CNBC

https://i2.wp.com/msnbcmedia.msn.com/i/CNBC/Sections/News_And_Analysis/_Specials/Business_of_Marijuana/_SLIDESHOWS/MarijuanaAndAmerica/SS_marijuana_history_washington-jefferson.jpg
Na foto, Cabral e Anastasia durante gravação do A Tarde é (?) Sua

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), não estão apenas entre um e outro telefonema à direção da Enter-Entertainment Experience para barganhar espaços pelas sub-sedes do concurso Miss Universo 2011. Estão, no fundo, protagonizando uma disputa política de preciosos segundos de exposição midiática na final televisionada de 12 de setembro. No centro da briga, paraísos como a Ilha de Caras, Paraty, Ilha Grande e cidades históricas como Ouro Preto, Mariana e Sabará. Não sobrará uma pena.
Desde a posse, em 1º de janeiro, Cabral e Anastasia tem se revelado menores na briga de galo que travaram com o petista Jaques Wagner, da Bahia. Perderam a etapa de trajes típicos para Salvador e ainda se engalfinham para pegar as candidatas pelo pescoço. Ou seja, oferecer vultosas somas de dinheiro à Miss Universe Organization para colocar externas do certame na Ilha de Caras, por exemplo. Ou dar às candidatas um passeio pelas cidades históricas e pela Estrada Real, tudo financiado pelo bolso do contribuinte. Como se nota, o Miss Universo deixa de ser um investimento privado para se tornar um festival de gastança pública. Para Minas e Rio de Janeiro assistirem. Em casa.
No fundo, Cabral e Anastasia estão pedindo para bancarem o George Sanguinetti e o Érico Quaresma no programa da Sônia Abrão da Mariska Hargitay da Ana Maria Braga da Abby Sciuto da MariMoon. Ao invés de exercerem o papel de George Washington e Thomas Jefferson, num regime republicano pretensamente sério como o nosso, Cabral e Anastasia querem partir para a baixaria. Detalhe: Minas não tem mar. Coisa que o Rio de Janeiro tem muito bem. No frigir dos ovos, Anastasia, afilhado político de Aécio Neves e partidário das imbecilizações gloeBBBelezadas de José Serra e FHC, quer bancar o Ratinho, o Jerry Springer, o Maury Povich do tucanato desesperado por mídia. Mídia essa (golpista, obvimaente) trocada em favores junto a Donald Trump. Os quais não deverão ser vistos com muitos bons olhos. É chantagem na certa.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Abby Sciuto do Forrogode do Evanescence da Marimoon, Concursos de beleza, Corrupção nos concursos de beleza, Força da Grana, Globelezação, Jóia da coroa, Mondo cane, Poderes ocultos, Podres poderes, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s