Começo de semana: Balanço do SAG Awards


Agora é oficial, O Discurso do Rei virou realmente o favorito oficial para o Oscar; Modern Family é a melhor comédia do mundo

Por Rubens Ewald Filho
Do R7

Agora é oficial, O Discurso do Rei virou realmente o favorito oficial para o Oscar. Houve primeiro a premiação do Sindicato dos Produtores, que foi o primeiro susto. Depois, há poucos dias, a premiação do Sindicato dos Diretores para o diretor Tom Hooper, novamente para O Discurso do Rei.
E agora o SAG deu seu prêmio máximo e final, o de melhor elenco também para o mesmo filme, demonstrando assim que os atores, que são os votantes mais numerosos do Oscar, também estão com o filme. Quando se juntam atores, diretores e produtores, não há o que discutir, já ganhou.

Divulgação


O Discurso do Rei, agora favorito ao Oscar

Não sei explicar como aconteceu essa virada tão de repente, quando se achava que a Academia tinha mudado e não dava mais prêmios para filmes convencionais, meio antiquados como este.
Não que O Discurso do Rei não seja um bom filme, acho-o quase perfeito, todo redondinho, uma história muito bem contada, com excelentes atores e notável roteiro. Mas fala de monarquia, velhices que eu achei que já não interessava mais para as pessoas neste tempo de redes sociais, quando a própria transmissão do show já convida para deixar comentários no Facebook.
Parece, no entanto, que me engano e está acontecendo um fenômeno curioso, mas não indesejável. Por outro lado, devemos até agradecer essa virada, porque assim, temos algo de novo e não temos que ficar aguentando sempre a mesma premiação, sempre o mesmo show.
O SAG deste ano foi mais do mesmo, como eu temia. Tudo já repetido do Globo de Ouro e que vai acontecer em menos de um mês novamente no Oscar. Pelo menos agora temos esta dúvida e possíveis surpresas. Um amigo meu chamou a atenção para outra incorreção minha, ao menos em termos. Christian Bale não é propriamente inglês, mas de outra região da ilha, o País de Gales, de onde veio gente como Richard Burton, Catherine Zeta Jones, Anthony Hopkins.
Aliás, o sotaque estava especialmente carregado esta noite. Não acho que isso mude muito, já que o fato básico é que Christian Bale conseguiu um fenômeno, ter virado astro e querido apesar de ter um nariz petulante e atitudes antipáticas. Eu virei mesmo fã de Melissa Leo, a melhor coadjuvante, que é uma atriz versátil como poucas (aliás, cada vez mais gosto de O Vencedor).

Divulgação


Melissa Leo em O Vencedor

Ao me preparar para estes prêmios, tentei ver todas as séries novas e as temporadas das favoritas.
A conclusão que cheguei é que não foi um bom ano para nenhuma delas, que Modern Family é a melhor comédia do mundo (junto com Cleveland, com a querida Betty White, nossa mais amada velhinha assanhada).
Aliás, eu insisto em dizer que tiraram a melhor coisa do Oscar ao cortarem os prêmios especiais da grande festa e exilando-os para outra data e lugar.
Mas o que eu gosto mesmo é de ver gente como o Borgnine ser homenageado de pé, com respeito. E olha que nem o curto especialmente.
Mas acho que cinema é isso, emoção legítima, não fingir que ficamos emocionados em rever Natalie Portman ganhar de novo, ou Claire Danes ficar repetindo os agradecimentos.
Ao menos é mais curto e direto que os outros. Menos, às vezes, resulta em mais. E até melhor.

Nota da Redação dos blogs TV em Análise: a Coluna da Semana dos blogs TV em Análise e do caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte do próximo domingo (6/2) vai tratar justamente dos vencedores do SAG Awards na área de televisão. Com um pouco mais de propriedade e profundidade. (J.E.L.)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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