A Globo quer calar a boca do LeeDewyze. E impor a pauta da mídia para forçá-la a boicotar o American Idol


Divulgação/FOX/Zap2it

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Para a Globo, práticas do Idol são “ilegais”

Em tempos de estreia da décima temporada do Ídolos da FOX americana, convém lembrar comunicado do SBT contra a Globo, em 30 de outubro de 2001, contra a censura imposta a seu reality Casa dos Artistas. É a mesma coisa que o Ali Camel(*) proibir os portais de todo o Brasil de falar nos 26,2 milhões de telespectadores auferidos pela estreia do American Idol nos Estados Unidos, na última quarta-feira (19) e nos 22,6 milhões da quinta-feira (20) (dados da Nielsen Media Research). Leiam com atenção:

“Não há direito a monopólio

A indústria brasileira do entretenimento só pode crescer se a TV Globo deixar.

A Rede Globo comemora primeira derrota do Chantástico(**) ameaçando processar o SBT por plágio de programa não exibido.

Não satisfeito em derrotar o índice de audiência da TV Globo durante todo o domingo, o SBT cometeu a leviandade de, pela primeira vez, derrotar o Fantástico sem pedir as desculpas devidas a este pilar de moralidade e correção que é a TV Globo.

Na verdade o SBT, no domingo, só perdeu para o Corinthians, um dos contratados da Globo que não vinha correspondendo às expectativas no campo, mas que jogou um bolão no domingo. Ainda por cima, no sábado, batalhando contra a novela do SBT, o Jornal Nacional atingiu um novo marco na sua rota descendente, atingindo os 31%, uma nova experiência.

Isso para não falarmos de Xuxa, Faustão e outras gentes inocentes, todas pessoas de nosso estima e respeito, mas que são rotineiramente derrotados nas tardes de domingo.

Por tudo isso, é justo que a Globo nos processe, ainda que seja por plágio de um programa que não está sequer produzido. Será plágio por adivinhação, por premonição?

Tem razão a Globo de se dizer vítima do SBT e de suas práticas ilegais. Afinal, por causa da acirrada, imoral e ilegal perseguição de que é vitima, a TV Globo ficou reduzida a apenas uma Rede Nacional de Televisão, uma Rede Nacional de Rádio, uma meia dúzia de jornais com que ainda não conseguiu eliminar a concorrência, inclusive um novo jornal em São Paulo que, como sabemos, não dispunha de um jornal com os elevados princípios éticos e morais do atual Diário de São Paulo.

Para não falarmos das empresas e empresários que lhe são afiliados, cada qual menos poderoso do que o outro, não tendo, em regra mais do que o jornal líder em cada Estado.

Tanto é assim que só possuem uma única empresa de televisão por satélite, distribuindo meros 60 canais e umas poucas televisões por cabo com outro tanto de canais.

Também na área editorial, a Globo não conseguiu ultrapassar umas duas dúzias de títulos nem conseguiu, até hoje, eliminar as demais gravadoras de discos com seu som livre. Vamos abreviar; tal é a perseguição que lhe é movida pelo insaciável SBT que a Globo ficou com a exclusividade apenas de todo o futebol brasileiro e das próximas duas Copas do Mundo.

E tudo isso sem veículos que lhe acolha os anúncios, sem recursos para um marketing agressivo, obrigando-os a enormes prejuízos oferecendo brindes para quem lhes assine os veículos, modestos é verdade, apenas aparelhos de televisão ou passagens de avião para qualquer ponto do Brasil.

Tem razão a Globo, ao afirmar em sua nota, que “a indústria brasileira de entretenimento só pode crescer se for baseada (sic) no respeito à lei e em princípios morais” e “que a sociedade anseia por ética”. É verdade.

Como sabemos, é altamente moral e ético pagar as multas e assumir os processos judiciais de autores sob contrato, para que o SBT não possa contar com um único escritor; é extremamente ético comprar eventos para não exibi-los; aliciar contratados apenas para desorganizar os concorrentes; como sabemos, é extremamente ético vender jornais à custa da desgraça de pais desesperados e de filhas sequestradas. Tudo isto é altamente elogiável, é exemplar.

O SBT, enquanto a Globo não for o único veículo, o único empregador, não for o único Poder, o Big Brother que anseia ser, dona da televisão que nos vigiará, até este dia, o SBT continuará trabalhando e derrotando, sem luxo e com modéstia, derrotando o Poder, a Riqueza e a Prepotência, hoje disfarçados em moralistas.

São Paulo, 30 de outubro de 2001

Diretoria do SBT”.

O mesmo comunicado para inglês ler:

“There is no right to monopoly

The Brazilian entertainment industry can only grow if TV Globo leave.

Globo celebrates first defeat of Chantástico(**) threatening to sue for plagiarism of the SBT program is not displayed.

Not content to beat the ratings for TV Globo during all Sunday, SBT committed the indiscretion of the first time, defeating the Fantastico without asking for an apology due to this pillar of morality and righteousness that is the TV Globo.

Actually SBT on Sunday, only lost to the Corinthians, one of the Globo hired that was not meeting expectations in the field, but he played a sweepstake on Sunday. Moreover, on Saturday, battling against the novel of SBT, the National Journal has achieved another milestone on its path downward, reaching 31%, a new experience.

Not to speak of Xuxa, Faustão and other innocent people, all people of our esteem and respect, but they are routinely beaten on Sunday afternoons.

For all that, it’s just that the Globe sue us, even for just a plagiarism program that is not even produced. Does plagiarism by divination, by premonition?

Globo is right to say if the victim of SBT and its illegal practices. After all, because of the fierce, immoral and illegal persecution of the victim, TV Globo was reduced to just a National Network Television, National Radio Network, a half dozen newspapers that have not yet managed to eliminate competition, including a new newspaper in Sao Paulo, as we know it did not have a newspaper with high ethical and moral principles of the current Diario de Sao Paulo.

Not to mention companies and entrepreneurs that are affiliated, each less powerful than the other has not, as a rule more than the leading newspaper in each state.

So much so that only one company have satellite television, delivering a mere 60 channels and a few other cable televisions with both channels.

Also in the editorial, the Globe could not overcome two dozen titles, or able, to date, eliminating the other record labels with your sound free. We will abbreviate, such is the persecution which is driven by the insatiable Globo SBT that was only with the uniqueness of the entire Brazilian football and the next two World Cups.

And all this without vehicles that you may welcome the ads, without the resources to aggressive marketing, forcing them to huge losses by offering freebies to those who sign their vehicles, is modest indeed, only TV sets or plane tickets to anywhere in Brazil .

Globo is right when he said in his note that “the Brazilian entertainment industry can only grow if it is based (sic) in respect of the law and moral principles” and “that society longs for ethics.” It’s true.

As we know, is highly moral and ethical pay fines and take on the lawsuits from authors under contract, so that the SBT can not rely on any single writer, it’s very ethical to buy events to not display them, just to entice contractors disorganize competitors, as we know, is extremely ethical selling newspapers at the expense of the misery of desperate parents and daughters kidnapped. All this is highly commendable, is exemplary.

SBT, while the Globe is not the only vehicle, the sole employer, is not the only Power, the Big Brother who yearns to be, an owner of television will watch us until this day, the SBT will continue working and defeating, and no luxury modestly, defeating the Power, Wealth and disempowering, now disguised as moralists.

São Paulo, October 30, 2001

Board of SBT”.

(*)Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo, de suas afiliadas e respectivas empresas-satélite para povoar mentes desérticas e disseminar ideias golpistas e conservadoras (sem muito sucesso)
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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