Assunto da semana: a vasta cabeleira de Mel Lisboa abre o ano das séries brasileiras


Devido à problemas técnicos que impediram a sua publicação no Notícia da TV do domingo (9/1), decidimos republicar este texto

Enredo da minissérie Sansão e Dalila passa longe do filme

Munir Chatack e Michel Angelo/Rede Record

Munir Chatack e Michel Angelo/ Record
Fernando Pavão e Mel Lisboa, protagonistas de Sansão e Dalila: Cecil B. de Mille não é nosso

Temporada de minisséries brasileiras iniciada, as impressões iniciais de Sansão e Dalila (Record, 3ª a 6ª, 22h), mega-produção bíblica rodada no Rio, Natal e Fortaleza, são as melhores possíveis. Com a premissa de passar para a TV alguma coisa do filme de 1949 de Cecil B. de Mille, com Vitor Mature e Heidi Lamarr, a trama não passa perto desse conceito. Ou talvez nem tanto assim.
Comparações à parte também com o telefilme da Bíblia Sagrada da TNT americana de 1996, levado ao ar dois dias antes na Bandeirantes, a história assinada por Gustavo Reiz (sic), embora reprise o óbvio uluante dos seis filmes feitos de 1922 a 2009 (o último deles, uma produção australiana quase indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro) não acrescenta nada de novo, a não ser a presença da Mel Lisboa como a paixão do forte personagem cabeludo de Fernando Pavão.
Colocada no prelúdio da exibição em sistema aberto da já comentada/cancelada trama médica americana Trauma, Sansão e Dalila na acepção de minissérie bíblica da Record não foge nem rompe com o estereótipo da trama óbvia do gênero. Vide A História de Ester, levada ao ar em 2010. Apesar desse ponto contra, tem uma vantagem que os filmes não tem: a história aberta, seqüenciada de um dia para o outro.
Em sua segunda semana de quatro capítulos (num universo de 16), Sansão e Dalila encontra na concorrência com a nova safra do Big Brother sua unha encravada. Menos mal para quem prefere televisão-arte. No meio desta ópera complexa, Lisboa, 28, ex-global, tem neste seu ingresso na Rede Record a oportunidade de se colocar e estabelecer como atriz de minisséries. Como no começo. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (16/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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