O grande problema para a realização do concurso Miss Universo no Brasil é a incompetência das coordenações estaduais e nacional com relação ao calendário de concursos


Divulgação/Warner Bros./Contigo!


Boanerges Gaeta Jr. e Nayla Micherif: sem escrúpulos e sem coração

Uma vez escolhido, o Brasil como país-sede da 60ª edição do concurso Miss Universo enfrenta diversos gargalos não apenas para receber as candidatas. Mas, principalmente, no próprio umbigo: os concursos estaduais e a etapa nacional, o concurso de Miss Brasil. Lastreada pela preguiça e pela irresponsabilidade, as coordenações destes certames tem nas mãos uma questão que era para ser resolvida para ontem. Se levassem a sério o calendário das etapas do Miss USA, Gaeta Promoções e Eventos e seus franqueados nos Estados e em Brasília não estariam cometendo o assassinato que se verifica desde 1975, quando a coordenação brasileira do Miss Universo ainda estava nas mãos dos já agonizantes Diários Associados, então presididos pelo então senador capixaba João Calmon (Arena-ES) (1908-1999). Embora coordenada por Paulo Max, a etapa brasileira da disputa internacional, no âmbito da Rede Tupi, já enfrentava um canto de Cisne Negro pior que o do filme de terror psicológico de agora com a israelense Natalie Portman, indicada ao Globo de Ouro (atenção: é a premiação da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, não o Solid Gold, do monopólio da informação monopolizado por Roberto Carlos e Paula Fernandes, por favor!). Terror esse alimentado pelas intimidações publicitárias da Rede Globo, alimentada pelo leite materno vertido do sangue das vítimas do regime militar, notadamente na Guerrilha do Araguaia e nos porões dos órgãos de repressão às esquerdas e à toda forma de oposição e de liberdade de expressão (não a dos donos dos órgãos de imprensa encabeçados pela tchurma da famíglia Marinho tampouco da máfia do Clube dos 13).
Com este carcinoma histórico nas costas, o presidente do Grupo Bandeirantes João Carlos “Johnny” Saad esteve na Trump Tower com uma bomba de efeito moral nas proprias mãos. Ou dá ou desce, advertiu um Donald Trump resignado com a mediocridade de sua dupla de irresponsáveis travestidos de coordenadores nacionais do Miss Universo, Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr.. Ineptos e incompetentes por natureza, Nayla e Gaeta, tomaram da Band o recibo da irresponsabilidade política de 11 anos na malfadada coordenação do concurso Miss Brasil. Inépcia essa que vem desde 1994, quando a ex-produtora do certame no SBT, Marlene Brito, jogou na lata do aterro sanitário o último sopro de relação da etapa brasileira do Miss Universo com a nominada grande mídia, ou os convencionados Big Four das redes nacionais de televisão (Globo, Manchete, Band e SBT à época). Na prática, o que o convescote de colunistas sociais (nominado ABRACOS, a.k.a. Associação Brasileira de Colunistas Sociais) aliados a Paulo Max fez foi jogar os concursos de misses no estado de coma vegetativo na grande mídia brasileira a partir de então, em favor de modinhas oportunistas tipo essas danças babacas da axé-music baiana, a falsa loira Carla Perez, o forró soft-pornô “padrão Cine Privê” do Ceará, os realities de confinamento de Globo e SBT, o circo de horrores do Elliot Stabler do Ratinho Livre da Rede Record, a prova da banheira do Domingo (I)Legal, o “Latininho” do Faustão, dentre outras porcarias imbecilizantes da produção cultura de triste memória da “era FHC”, apoiada pelas trevas da mentira e do desmentido globelezados do Plantão Médico (Como até o reino mineral já sabe, Drs. Doug Ross [George Clooney] e Carol Hathaway [Julianna Margulies] não eram imbecis e acabariam se mudando de controle remoto para o CDT da Anhangüera em 2000).
Preguiçosa por natureza, Nayla Micherif usa o período em que deveria estar focada na realização dos concursos estaduais (se seguisse o roteiro do Miss USA, seria de junho a janeiro) para realizar viagens de caráter pessoal para o exterior. Nesta época do ano, em que 50 das 51 candidatas ao concurso americano já foram eleitas, Nayla se refugia ora em Punta del Este, ora em seu ranchinho no interior de Minas Gerais. Tal qual o general Figueiredo, a gaeta(*) prefere o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo e de seus diretores estaduais, lesados, enrolados, enganados. Já Boanerges Gaeta, que faz desde 2009 às vezes de jurado no concurso nacional que coordena (ou finge que o faz), foge quando o assunto é o descalabro na etapa brasileira do Miss Universo. Finge-se de defunto do Show de Horror Animalesco da Ke$ha da Lady GaGa da MariMoon da Sônia Abrão da Miriam Leitão do Alexandre Maury Povich Maluf Garcia do Mau Dia Brasil para desviar das perguntas que a grande imprensa aliada da Globo não faz. E quando o faz é recebendo duchas de água congelada e depois derretida na cabeça. Como a que o jornalista Dalwton Moura recebeu do Diário do Nordeste e da empresária Jorlene Cordeiro após publicar uma reportagem sobre marxismo no caderno de Cultura do jornal ligado à afiliada cearense da Globo (tal qual a TV Diário, co-promotora do concurso Miss Ceará).
(Até o fechamento da matéria, em 30 de dezembro, apenas 6 de 27 candidatas ao título de Miss Brasil 2011 já tinham sido eleitas. Se comparado com a quantidade de candidatas a Miss USA eleitas até agora, a coordenação brasileira toma uma surra gritante de aproveitamento: 98,03% da disputa americana ante os 22,22% de candidatas já eleitas para o Miss Brasil).
Ou seja, foi um erro político Donald Trump ter escolhido o Brasil para sediar o concurso Miss Universo 2011. Leva o certame internacional para uma de suas piores franquias nacionais nos últimos dez anos. A sorte de Trump, no entanto, reside no fato deste não ter repassado a banana de dinamite para o Bonnie Parker e a Clyde Barrow da incompetência missológica nacional. Como os criminosos retratados na tela grande por Faye Dunaway e Warren Beatty, Nayla e Gaeta aterrorizam as coordenações de Estados menores com seus métodos capiciosos de intimidação e asfixia financeira. Inclusive, acenando-lhes com a falência e um caminhão de processos nas costas por parte dos dissidentes (o mineiro José Alonso Dias aí incluído).
Resumo da ópera: Trump teve a sorte de não ter caído na cama de gato globelezada-monopolista-tucanófila de entregar a organização brasileira do Miss Universo 2011 à quadrilha de Ubá-Divinópolis. Não se fez de Tiririca na hora da assinatura do contrato. Aprendiz que é aprendiz não é bobo.
Tradução livre: Trump depositou a confiança de incumbir a organização do 60º Miss Universo nas mãos de uma emissora que penou para realizar uma prova da Fórmula Indy em meio à chuva paulistana de março, no Sambódromo do Anhembi. Ou seja, é a Band que está agora com a bomba-relógio nas mãos.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Axé-besteirol, Água oxigenada, Ética nos concursos de beleza, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para O grande problema para a realização do concurso Miss Universo no Brasil é a incompetência das coordenações estaduais e nacional com relação ao calendário de concursos

  1. Marcio Landin disse:

    Já passou do tempo e da hora de se levar o Brasil a sério e o assunto que diz respeito à beleza da mulher brasileira em território Nacional. O assunto sempre foi levado a toque de caixa e raríssimas excessões nos premiam com péssimas apresentações e uma coordenação pífia. Já pssou da hora de o Miss Brasil não ser levado como assunto não supérfluo, mas capaz de devolver a mulher brasileira sua dignidade e respeito internacionais. Infelizmente sediar um evento desse porte pode passar despercebido na Terra de Jaçanã, e a oportunidade de a mulher ter sua identidade valorizada perante outras importantes nações como foi em 1963 e em 1968.

  2. Eduardo disse:

    Perdí meu tempo lendo esse texto horrível, cheio de comparações e metáforas desnecessárias.
    A nacionalidade da Natalie Portman, o fato dela ser indicada para o Globo de Ouro, o regime militar, a guerrilha do Araguaia, axé, Carla Perez, e um monte de outras referências não tem absolutamente NADA a ver com o concurso Miss Brasil ou Miss Universo. O autor foge tanto do assunto, que chega a ser irritante a blá-blá-blá que não diz nada. Se o autor queria demonstrar que tem conhecimento de uma variedade de coisas, conseguiu. Só não conseguiu foi explicar qual está sendo o problema de fato com a organização do concurso. Chamar de incompetente e preguiçoso sem dizer o motivo não é jornalismo, apenas agressão. E o texto tão mal escrito agride também a paciência de quem se interessou em ler essa m@&#%!

    • João Lima disse:

      O comentário do Márcio Landim diz tudo e reflete exatamente o que este Críticas pensa sobre tamanha irresponsabilidade, não apenas com o Miss Brasil(*), mas principalmente com a desgraça que marca a (des)organização brasileira do Miss Universo(*) 2011, na verdade um produto que a Band paga atrelado ao monopólio da Globo – tal qual o futebol, o vôlei e por aí vai…

      Ass.: Clay Aiken
      Élson do Forrogode
      Paula Abdul
      Simon Cowell
      Nicole Scherzinger
      L.A. Reid
      Tara Reid
      Os Originais do Samba
      O elenco original de “Dallas”
      A ala de compositores da Mangueira
      A diretoria da Vai-Vai
      O elenco original de “Facts of Life”
      As gêmeas Tia e Tamera Mowry
      As gêmeas do nado sincronizado
      Kyra Segdwick
      Kevin Bacon
      Marcelo Rezende (jornalista da Record que, quando trabalhava na Globo, entrevistou o Maníaco do Parque)
      Michael C. Hall
      Julianna Margulies
      Julianne Hough
      Ivo Morganti
      José Luiz Datena
      Christina Rocha
      Lady GaGa
      Paulinho da Viola
      Faith Hill
      Jennifer Nettles do Sugarland
      Os usineiros de Pernambuco
      Nação Zumbi
      Querosene Jacaré
      Fred 04
      David Cook
      Kris Allen
      Lee DeWyze
      Scotty McCreery
      Emerson Kapaz
      Amanda Gurgel
      Ruben Studdard
      Roberto Cabrini
      A própria Natalie Portman
      Os ex-repórteres do “Aqui Agora”
      E a redação do Críticas

      (*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s