Começou a temporada de pagamento de impostos. E quem paga a conta da próxima Miss Brasil é você, caro contribuinte


Prefeitura do Natal/Divulgação/02.01.2018
Esse foi o “incentivo” dado a Larissa Costa em sua participação no Miss Brasil e Miss Universo 2009

Mal passou a virada de ano e o cidadão brasileiro, coitado, tem que correr aos bancos para honrar (com o dinheiro do seu 13º) a avalanche de dívidas e de impostos a pagar. Principalmente os que concernem à infra-estrutura urbana e à posse de veículos automotores.
Tomado de assalto, o pobre coitado não se dá conta de que parte dos impostos que paga é desviada descaradamente por agentes públicos para financiar finalidades que não sejam educação no trânsito (IPVA) e infra-estrutura (IPTU). Em Fortaleza, capital do Ceará, por exemplo, a prefeita petista Luizianne Lins (em meio a seu segundo mandato), cedeu às pressões do Sistema Verdes Mares (afiliado da Globo) e acabou praticando um dos maiores acintes contra o bolso do contribuinte da capital alencarina. Desviou dinheiro da infra-estrutura e da cultura para financiar a candidatura municipal de Anastácia Line Duarte ao título de Miss Ceará. Um escárnio, a começar disso tudo.
Escárnio e acinte maior aconteceu em 2009, quando contribuintes das cidades potiguares de Natal e São Gonçalo do Amarante foram ludibriados com a falsa promessa de que Larissa Costa venceria o concurso Miss Universo 2009. Cairam numa cama de ga(ia)to maior que a armada pela detetive Annie Frost (a atriz americana Kelli Giddish) para jogar uma mãe psicopata no leito fedorento do rio Potengi, do alto de uma ponte. Resultado: R$ 354 milhões sumiram dos cofres da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura da cidade de Natal e outros R$ 84 milhões da Secretaria de Infra-Estrutura de São Gonçalo do Amarante. Dinheiro esse desviado para financiar o esquema de suborno aos jurados da fase preliminar do concurso internacional e pagar matérias tendenciosas em jornalões do eixo Rio-São Paulo, como O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha(*) de S. Paulo e sites direitistas-conservadores como EGO, G1, OFuxico, dentre outros.
Em 2010, jogada semelhante aconteceu com os moradores de Divinópolis, aprazível cidade do sudoeste mineiro, varrida meses antes por uma enchente de proporções maiores que a tsunami que varreu o sudeste asiático, em 2004, e o furacão Katrina, em 2005. Na surdina, comissários do PSDB mineiro ordenaram uma derrama de verbas do IPTU para financiar o esquema de extorsão aos jurados do concurso Miss Universo, em Las Vegas. Objetivo nº 1: vender a estes um Brasil que só existe nos telejornais da TV Globo e facilitar a classificação da capixaba Débora Lyra (eleita Miss Brasil de forma fraudulenta com a faixa de Miss Minas Gerais) entre as 15 semi-finalistas. Objetivo nº 2: valer-se da imagem de Débora para encampar o projeto de destruição do Brasil e do Mercosul, financiado pela campanha tucana de José Serra para a presidência da República e de Aécio Neves para o Senado Federal.
Nem um objetivo ou outro foram alcançados. Débora Lyra chegou da “Cidade do Pecado” com cara de terra arrasada, viúva de catástrofe. Aos comissários tucanos da gaeta(**) promoções e eventos e da TV Bandeirantes, pareceu uma tragédia maior que a explosão do ônibus espacial Challenger, em 28 de janeiro de 1986, com sete americanos a bordo, entre eles uma professora (Christa McAuliffe tinha a mesma profissão da potiguar Larissa). Com o Miss Universo 2010, a Band amargou um prejuízo financeiro de R$ 75 milhões, decorrentes de campanhas publicitárias jogadas fora, caso Débora vencesse o título internacional. O lucro obtido com a gravação do evento (R$ 35 milhões) foi medíocre comparado ante o rombo financeiro. No final das contas, quem pagou o pato disso tudo foi o morador de Divinópolis, feito de trouxa e de idiota pela mídia tucana-globelezada (a Band é parceira da Globo no futebol).

(**)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Axé-besteirol, Água oxigenada, Ética nos concursos de beleza, Nossa Grana, Nossas Venezuelas, Política nos concursos de beleza, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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