2010 em revista: o de$e$pero da imprensa conservadora com a popularidade de Lula e a vitória de Dilma


Mais preocupadas com o lucro, Globo, Folha(*), Abril e Estadão passaram o ano vendendo mentiras para angariar lucros para seus respectivos feudos midiáticos. Foi assim na cobertura sanguinária do caso Erenice Guerra e, principalmente, na fabricação da famigerada “onda verde” que fez a traíra Marina Silva provocar o segundo turno para a Presidência da República

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Ódio, ódio, ódio. Essa foi a essência do suposto “bom jornalismo” praticado pela aliança nazista entre quatro dos principais grupos de comunicação do país, mais o SBT e a Rede Bandeirantes, para fabricar a “candidatura Subway” do tucano José Serra para empreender um fracassado plano de destruição do Brasil, que consistia na privatização de todos os bancos federais (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e BNDES), da Petrobrás, da Eletrobrás e de suas subsidiárias, na venda de terras da Floresta Amazônica aos americanos da Wal-Mart e na terceirização das universidades federais através da cobrança de mensalidades escolares às custas do contribuinte. Com um amplo apoio artístico, a começar da Miss Brasil Débora Lyra e das atrizes Regina Duarte, Maitê Proença e Fernanda Torres, o núcleo midiático do PIG (Partido da Imprensa Golpista) forçou a mais sórdida campanha para tentar derrubar a candidatura da ex-ministra chefe da Casa Civil do Governo Lula, Dilma Rousseff, à Presidência da República. À moda de seus patrões e senhores da Casa Grande, o PIG(**) fabricou “ídolos”, retardou mentes e empulhou discursos num ano eleitoral, marcado pelo terrorismo que colocou em hiato a franquia brasileira do America’s Next Top Model.
Regada ao ecumenismo hipócrita da calada da madrugada de Silas Malafaia na Band e da “tchurma” da CNBB, a candidatura de Débora Lyra ao título de Miss Universo 2010 foi uma farsa do começo ao fim. Ungida Miss Minas Gerais pelo alto comando do PSDB local, a capixaba obteve o título de Miss Brasil numa votação fraudulenta, a começar das preliminares. Com uma campanha tendenciosa e desequilibrada entre os ditos “missólogos”, em sua parte simpatizantes da TFP e defensores da venda imediata da Petrobrás tal qual Miriam Leitão, Fiuk Galvão e o cantor Fábio Jr. (O que é que há? O que é que tá passando nessa sua cabeça de vento?), Lyra foi para Las Vegas envergonhar o Brasil, auditada por um amplo esquema midiático de manipulações e mentiras que resultaram na sua desclassificação das semi-finais de 23 de agosto. Derrotada na passarela, Débora Lyra voltou ao Brasil para fazer campanha para Serra, acompanhada de seu então namorado, Alexandre Pato,futebolista recém-divorciado de uma atriz empregada da Rede Globo. O namoro farsesco de tablóide da direita conservadora do agronégócio terrorista e inimigo dos movimentos sociais acabou antes do primeiro turno e Débora conseguiu apenas a eleição de Antônio Anastasia para o Governo de Minas Gerais, de Aécio Neves e Itamar Franco para o Senado Federal e do “censor”/mensaleiro Eduardo Azeredo para a Câmara dos Deputados.
Na ânsia de auferir mais lucros com as baixarias pornográficas de suas novelas e de seus realities/programas de variedades facciosos/idiotizantes/imbecilizantes, Globo/Band/Folha(*)/Veja/Estadão e afiliados e emissoras-satélite-irmãs regionais arquitetaram a maior campanha de rancor contra um governo democrático de esquerda no Brasil, desde a eleição da então petista Maria Luiza Fontenelle para a Prefeitura de Fortaleza, em 1985. Mataram de infarto a mãe da sucessora de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, que agora luta nos tribunais para enquadrar o PIG(**) na Ley de los Medios, no Marco Regulatório a que se propõe a equipe de transição da presidente eleita. A turma de Marcelo Dourado e de sua Máfia sofreu, nas urnas, um revés maior do que a sua primeira participação no Big Brother da CBS americana, no começo de 2004. Nas ruas, a Máfia Dourada tentou se valer de Tico Santa Cruz dos Detonautas para forçar a Rede Record a empreender algum noticiário contra Dilma. Foram ferrados pelas urnas presidenciais e pelos televotos da Fazenda 3.
Em resumo, o que a Globo quer vender ao Vietnã é lixo jornalístico e ficcional da pior espécie. Quer incutir nas mentes inocentes dos estudantes do King’s College londrino um Brasil que não existe. Pobres coitados.

Divulgação/FOX

  Foto: Divulgação
“O King’s College, em Londres, que recebeu recentemente uma palestra do jornalista William Bonner, ganhou uma assinatura do canal internacional da TV Globo. Isto, informa a Globo, porque a Universidade tem o Instituto de Estudos Brasileiros”.
(Nota de Flávio Ric[c]o no UOL[***], em 4/12, ilustrada na foto acima pelos pobres coitados do Ryan Seacrest e dos jurados do American Idol, transformados em “empregados” e escravos da Globo)

No próximo post da série: a televisão arte de Dexter e a vitória de Jennifer Grey sobre o Tea Party dos realities televisivos americanos

(*)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories
(***)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(*) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos) às escolas públicas do Estado.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Em causa própria, Falsos ídolos, Força da Grana, Funk-baixaria, Globelezação, Imprensa monopolista, Independência editorial, Julie Chen do Pedro Bial, Marska Hargitay do Jornal Nacional, Música, Mondo cane, Nossas Venezuelas, Olivia Benson do tucanato da UDR, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Realidade brasileira, Samba de uma nota só e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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