2010 em revista: Marcelo Dourado e Lia Khey foram transformados pela Globo nas Últimas Flores do Fáscio. Perderam feio nas urnas (e nas ruas)


Na inútil tentativa do monopólio da TV Globo em fabricar factoides para tentar provocar a derrota de Dilma Rousseff, mesmo no segundo turno, a quadrilha da famíglia Marinho passou o ano fazendo MBA no que mais sabe fazer: fabricar seus próprios “famosos” ou não. Da stigmata terrorista-econômica dos colonistas(*) do Mau Dia Brasil e da detetive Olivia Benson do Mais (Sangue) pra Você, partiu o discurso nazi-fascista gerado a partir da vitória de Marcelo Dourado na décima instalação do Big Brother, no dia 29 de março. Fabricaram resultados para vender lucros fantasmas, inexistentes. Não demora e a Globo acabará desmascarada como a Enron brasileira.

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Com um caminhão abarrotado de denúncias recebidas pela coordenação da Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, a escumalha Globo-PSDB-Democratas-UDR-Cansei-Instituto Millenium levou para a casinha do Projac mentes alienadas, desinformadas e retardadas pela retórica direitista da fabricação dos símbolos sexuais do desespero golpista que matou a mãe da ministra Erenice Guerra, em decorrência das reporcagens sangrentas do jornal nacional e da revista sensacionalista Época, ambas pertencentes ao monopólio de Hannah Montana. Sem nenhuma miss estadual reinante (e temendo represálias do alto comando do Miss Brasil), a esfera global não escalou nenhuma miss eleita pelo Bling Ring da gaeta(**), encabeçado por uma aprendiz quase quarentona de Alexis Neiers(***). O plano B da Globo foi recorrer a cartas do passado (oficialmente, o BBB estava em seu nono ano), tais quais Dourado e duas ex-rainhas da beleza. Uma, já bastante notória, Joseane Oliveira, única Miss Brasil cassada por reinar com certidão de casamento ainda vigente. Outra, não tão conhecida, era a Garota Fitness de 2009, a paulistana Eliane Khereddine, a Lia Khey, escolhida no bojo de 100 mil inscritos para a gincana.

Reprodução/Revista Que Amamos

Lia Khey: a Globo deu as costas (e a bunda) para o Miss Brasil (Reprodução: Blog Revista que Amamos)
Lia Khey: a Globo deu as costas (e a bunda) para o Miss Brasil

Na margem de lucro do de$e$pero globelezado, os discursos facistóides e homofóbicos de Dourado assustaram tanto criancinhas quanto democratas e zumbis da série The Walking Dead, da AMC (cá exibida pelo canal pago FOX). Tanto quanto a pensata globelezada em dar às costas (e a bunda) para os organizadores do concurso Miss Brasil, que temiam (e já trabalhavam com) a perda do contrato com a Rede Bandeirantes, preocupada principalmente com os maus resultados de audiência (e das representantes brasileiras) da disputa de Miss Universo. Perderam, os filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio) com essa caca-grossice, uma excelente oportunidade de jogar os concursos de beleza nas trevas (como já haviam feito na década de 1990). Tal qual as mais de 20 séries compradas junto à FOX dos Estados Unidos (e pelas quais paga direitos para não exibir, nem no Dia de São Nunca). Glee, Lie to Me e a recém-comprada The Glades incluídas.
Para o comissariado demo-tucano da Globo, é mais interessante investir no combalido Campeonato Brasileiro de Futebol (Brasileirinho) das séries A e B, no Rock in Rio e nas grosserias de seus realities e de seus pastiches sensacionalistas do que abiscoitar um contrato trianual na casa dos R$ 36 milhões (valor cobrado atualmente pela gaeta[**] junto à Band). Pelo contrário: a Globo só compraria os direitos do Miss Brasil e do Miss Universo para inflacioná-los ainda mais e impedir que outras redes assumissem. Foi assim entre 1990 e 2002, quando a emissora carioca, por ano, pagou, em valores da época, cerca de US$ 90 milhões para “congelar” as transmissões dos concursos de beleza e impedí-los de entrar na pauta. Praticamente a mesma coisa que fez com os Jogos Olímpicos de Inverno durante anos.

Reprodução/Conversa Afiada


Dourado: discurso tacanho pautou o “assassinato” de Erenice no jn

Na falta de um concurso de Miss Brasil na sua grade de programação, restou à Globo transformar Dourado e Lia Khey nas Últimas Flores (derrotadas nas urnas) de seu Discurso Fascista. Contra a ascensão social da classe C. Contra o ProUni. Contra o ProJovem. Contra a Petrobrás estatal. Contra a universalização da banda larga. Contra a licença-maternidade de 180 dias. Contra o Marco Regulatório da mídia e a Ação Direta de Omissão que tramita no Supremo para regulamentar os artigos da Constituição de 1988 que tratam de mídia. Contra a liberdade de informação. Contra o pré-sal. Contra a Copa do Mundo de 2014 e ao Olimpíadas de Verão de 2016. Contra o Brasil.
O povo brasileiro já entendeu direito o recado subliminar das trevas do Padrão Global/Padrão Marcelo Dourado-Lia Khey de Deturpação Jornalística. E não é idiota.

No último post da série: é hora de relembrar as grandes perdas da TV norte-americana na fall-season. Uma pequena prévia do In Memoriam do SAG Awards

(*)Não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. São milicianos de redação do PIG(****) engajados em derrubar o presidente Lula e promover a volta da direita ao poder, a exemplo do que ocorreu no Chile. E assim se comportarão sempre que uma participante de reality-show tiver origem no Estado mais pobre da Federação e não no capital (da elite branca-separatista de São Paulo) e um presidente tiver origem no trabalho e não no capital, no Brasil, no Mundo, na história da exploração espacial (antes da aposentadoria dos ônibus espaciais), da entrega do Oscar, do Super Bowl e do American Idol. São jornalistas que, de acordo com Mino Carta, chamam seus patrões de colegas. É essa gente aí que fraudou o resultado do Miss Brasil 2010 para favorecer a capixaba Débora Lyra, usando indevidamente a faixa de Miss Minas Gerais na etapa nacional do Miss Universo
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Recomendamos ao distinto leitor ir ao Departamento de Polícia de Los Angeles e ver a ficha criminal do alter-ego americano de Nayla Micherif, a Pretty Wild de Ubá, (e de sua comparsa missológica cearense), apresentada pelo competente repórter Márcio Campos, do Brasil Urgente.
(****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Falsos ídolos, Força da Grana, Globelezação, Imperialsmo midiático, Imprensa monopolista, Olivia Benson do tucanato da UDR, Poderes ocultos, Podres poderes, Realidade brasileira, Reality-shows, Samba de uma nota só, sub-celebridades, Terrorismo eleitoral, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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