2010 em revista: Jennifer Grey, Dexter, televisão-arte e a derrota das forças conservadoras americanas no salão de danças


A noite de 23 de novembro foi o troco que os telespectadores do Dancing with the Stars deram ao Tea Party, espécie de versão americana do movimento Cansei e do Instituto Millenium, entidades controladas por plutocratas brasileiros mancomunados com o monopólio da Globo e com a pensata neoliberal de PSDB, Democratas, PPS e outras siglas partidárias facciosas ficha-suja de aluguel. A exemplo da ginasta romena Nadia Comaneci nos Jogos Olímpicos de Verão de 1976, em Montreal (Canadá), a atriz Jennifer Grey, 50, se tornou a segunda pessoa na face da Terra a obter um 10 perfeito dos jurados em uma competição, seja de que natureza for

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Adam LarkeyAP/ABC/CBS News


Grey e Derek Hough: duro golpe na imprensa reacionária paulista

Derrotar o cancer e as dores do corpo só não bastava. À estrela esquecida do filme Dirty Dancing (1987) restava principalmente derrotar com o melhor de sua arte dançante o oportunismo canalha dos reacionários do Manhattan Connection, do GNT, e do Jornal do Almoço, da RBS-TV(*) de Florianópolis, que pregam o ódio às conquistas sociais obtidas durante o Governo Lula e à ascensão da classe C que possibilitou a esta comprar automóveis novos via consórcio (ver matéria de ontem no Portal TV em Análise a esse respeito). A Jennifer Elise Grey, nascida em 26 de maio de 1960 em Nova York, interessava mostrar ao mundo que não estava morta: pelo contrário, apesar do avanço da idade e do histórico de saúde desfavorável, ainda sabia dançar.
Apesar das dores causadas por um acidente de carro em 1987 na Irlanda do Norte, que causou a morte de uma pessoa, no dia 8 de setembro Grey estava pronta para a competição após rigorosos exames médicos. Antes do 11º ciclo do DWTS, a atriz descobriu que tinha um nodulo benigno no seio, removido e diagnosticado como cancerígeno. Uma placa de titânio foi colocada para estabilizar a sua coluna, mas as dores insistiam em aparecer no curso da competição: em 8 de novembro, uma torção parcial no joelho quase a afastou do programa, alimentando as pensatas reacionárias e oportunistas da turma da ex-governadora do Alaska, Sarah Palin, vista após a competição em seu reality show da TLC atirando em ursos como se estivesse atirando em nordestinos a serviço da Polícia (Política) Civil de São Paulo em um episódio qualquer do Polícia 24 Horas, da Band, ou do Operação de Risco, da Rede TV!.
Com 39 trabalhos em cinema e TV no currículo em 31 anos de carreira, uma lesionada Jennifer Grey incrivelmente, num desses milagres da medicina contemporânea, saiu das avaliações mais modestas para calar a boca dos Republicanos conservadores que, no dia 2 de novembro, impuseram uma derrota sanguinária ao presidente Barack Obama na composição do novo Congresso americano. Esforço válido a pena, Grey emudeceu as vozes oportunistas raivosas que se sobrepunham em bloguinhos reacionários na Grande Rede, todos de viés favorável a Bristol Palin, espécie de Débora Lyra dessa fase do DWTS. Apoiada maciçamente pela FOX News e pela Folha(**) de S. Paulo, a filha da ex-governadora amargou um humilhante terceiro lugar. Mas não a perda dos holofotes da “mídia liberal” a que tanto sua mãe se referira na corrida presidencial de 2008, cuja campanha também derrotada ao lado do senador pelo Arizona John McCain fora financiada por petroleiras inimigas do meio ambiente, como a Exxon, responsável pela maior desgraça ambiental do Alaska, em 1989, com o derramamento de óleo do petroleiro Exxon Valdez.

Mark J. Terrill/AP/Folha Online

Michael C. Hall posa com a estatueta de melhor ator de série dramática, por seu papel em "Dexter"
O ator Michael C. Hall, ao ganhar o Globo de Ouro: touca ao vivo na TV

Mudando um pouco de assunto, porém sem sair do terreno da televisão-arte, 2010 foi também um ano de afirmação para o enredo dantesco-policialesco do humor negro de Dexter. Saído do Globo de Ouro a que lhe fora concedido em 17 de janeiro, o ator Michael C. Hall, apesar dos problemas de saúde (fora diagnosticado com linfoma de Hodgkin), deu a denominada volta por cima da doença e soube se superar nas gravações da quinta temporada da trama do canal Showtime. Apesar de ter se separado de sua colega de elenco Jennifer Carpenter, Hall, 39, manteve o profissionalismo na relação de trabalho com a colega.
Em tempos de Marcelos Dourados, Lias Khey, Anamaras, Faustões, Anas Mari(sk)as (Hargitay)-Braga e outros factóides globelezados a arte de Micheal C. Hall no papel do serial-killer dedo-duro de polícia Dexter Morgan mostra que, em meio a babaquices como The Hills (outro lixo importado pela Globo junto à MTV americana, via Multishow/Globosat), há ilhas de inteligência e de respeito ao bom senso artístico de telespectador mais letrado, esclarecido e alfabetizado. Também com um SAG Award no escopo, Hall já trabalha não apenas para uma sexta, mas, principalmente para a opção do canal a cabo ligado à CBS Corporation acenar com a renovação imediata para uma sétima temporada. Com uma touca na cabeça devido ao tratamento, o ator da Carolina do Norte é o exemplo da própria superação e da superação da obra completa.

No penúltimo post da série: como a Globo transformou participantes de reality-show nas Últimas Flores do Fáscio do ano eleitoral

(*)Não é Rede Brasil Sul e sim Rede Bunda Suja (da Natália Casassola), afiliada global em Santa Catarina que tem entre seus diretores o pai de um dos estupradores juvenis de Florianópolis denunciado pelo Tijoladas do Mosquito e pelo Jornal da Record
(**)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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