2010 em revista: As grandes fraudes nos concursos de beleza


2010 termina como um ano negro para a missologia brasileira. Nenhuma das representantes nos quatro principais concursos internacionais chegou sequer às semi-finais. E ainda tem gente que defenda que a Globo (cujo interesse é por vagina de ex-BBB em revista masculina do Grupo Abril) assuma os direitos de promoção de algum destes certames (Miss Universo, Miss Mundo, Miss Terra ou Miss Beleza Internacional), mancomunada com as respectivas coordenações nacionais, parte delas aliadas com a direita conservadora controladora de suas estações afiliadas e totalmente contrária à abertura do mercado de TV por assinatura às telefônicas.

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

A primeira grande derrota foi da capixaba Débora Moura Lyra, incutida na disputa de Miss Brasil com a faixa de Miss Minas Gerais. Após a coroação, cercada de suspeitas por todos os lados, Lyra envergonhou o país em Las Vegas com um espetáculo deprimente de amadorismo e de incompetência. Medíocre até a última raiz de fio de cabelo, a sua coordenadora, Nayla Micherif, deveria ter pedido para sair logo depois da tragédia do Mandalay Bay, em 23 de agosto. Não o fez, pelo contrário: continuou alimentando a sua máfia com diárias de viagens para o Uruguai às expensas do contribuinte mineiro de ICMS e IPVA. Uma agressão ao bolso e à cidadania.
Reflexos dessa desgraça puderam ser sentidos também pelas representantes brasileiras nas disputas de Miss Terra e Miss Beleza Internacional. Nem mesmo a “favoritíssima” Kamilla Salgado, que tentava vencer o título de Miss Mundo, escapou da arapuca armada pela quadrilha da gaeta(*). Regadas a um poço de incompetência e de irresponsabilidade, as preparações de nossas representantes para os concursos do “Big Four” de 2010 foram feitas para entrar no esquecimento. E colocar cada vez mais a reputação missológica do país cada vez mais no fundo do poço.
Com 2011 praticamente às portas, não há dúvidas de que, mesmo com uma edição do Miss Universo sendo realizada em São Paulo, a cantilena da desgraça brasileira no segmento dos concursos de beleza se repita mais uma vez. A nosso desfavor.

Reprodução/180graus


Papeleta de votação que prejudicou a piauiense Lanna Lopes: fraude comprovada

Ruína brasileira no Miss Universo começou com trampa serrista

O começo de toda a desgraça do Brasil nos concursos internacionais de 2010 ocorreu no dia 8 de maio, durante a eleição da Miss Brasil para a disputa do título de Miss Universo. Favoritas nos diversos levantamentos realizados pelo TV em Análise Críticas, a candidata do Piauí, Lanna Lopes, foi arbitrariamente eliminada das semi-finais por um complô direitista-conservador orquestrado por tucanos infiltrados entre os jurados da etapa preliminar, realizada de sopetão em um restaurante paulistano. Com a corrupção comprovada em foto por um portal do Piauí (o 180graus), a capixaba Débora Moura Lyra, 20 anos, foi eleita para defender em vão o projeto neo-liberalizante de José Serra junto aos jurados do Presentation Show do concurso internacional, em 19 de agosto.
Como resultado das denúncias do Críticas, o júri e a organização do Miss Universo desclassificaram Débora Lyra da final televisionada, realizada no dia 23 do mesmo mês. Alheia às acusações de compra de votos e de fraude eleitoral, Lyra chegou a namorar por um tempo o futebolista recém-divorciado Alexandre Pato. Mas, com a publicidade negativa sobre o reinado suspeito da capixaba, ambos romperam alegando “conflito de agendas”. Nas urnas para a Presidência da República, a desculpa de Débora e da tzarina(**) Nayla Micherif não colou: de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Serra só ganhou em cidades mineiras controladas pela máfia da gaeta(*), como Divinópolis.
Dois dias antes do segundo turno para a presidência, o coordenador do concurso Miss Minas Gerais, José Alonso Dias, rompeu com o esquema criminoso da chefe da “Bling Ring” da missologia mineira. À mesma época da prisão da socialite e aspirante a estrela de reality norte-americana Alexis Neiers(***), o Críticas colocou Nayla e a coordenadora do concurso Miss Ceará, Jorlene Cordeiro, contra a parede. Denunciar as falcatruas da gaeta(*), a partir de então, passou a ser uma questão de honra, vida ou morte.
Coincidentemente, na mesma época das postagens, o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Johnny Saad, viajara à Nova York para a assinatura de dois contratos importantes: um, amplamente difundido pela mídia esportiva, dizia respeito à continuidade da Fórmula Indy (e principalmente do Grande Prêmio de São Paulo) na emissora paulista. O outro, nem tanto assim, pegou de surpresa executivos da Rede TV! que estiveram um ano antes com Donald Trump: além da renovação contratual por mais três anos, a Band assegurou também o direito de gerar as imagens e co-organizar a 60ª edição do concurso Miss Universo, em São Paulo, no dia 12 de setembro. Um golpe e tanto para os oposicionistas de seu departamento de jornalismo que, em vão, tentaram o banimento dos concursos de misses da grade da Band. Perderam, playboys.

No próximo post da série: os grandes golpes sujos da imprensa conservadora contra a candidatura de Dilma Rousseff e a imagem do presidente Lula

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Como o líder russo, Nayla Micherif conseguiu, com a eleição da capixaba Débora Lyra como Miss Brasil 2010, transformar Minas Gerais (e o país) numa Rússia missológica: sem oposição, sem vozes divergentes e com uma mídia curvada a seus pés, doa a quem doer. Quem discordar, pode pagar até com a própria vida. E foi o que aconteceu com a jornalista Anna Politovskaya, assassinada em outubro de 2006, por suas reportagens abordando as atrocidades da Segunda Guerra da Chechênia. Esse é o preço que se paga pela liberdade de expressão em países supostamente sérios como o nosso (por mais leis ficha-limpa que se aprovem nas nossas casas legislativas). Clique aqui para entender o que o Putin da Rússia tem a ver com os Putins da gaeta(*)
(***)Recomendamos ao distinto leitor ir ao Departamento de Polícia de Los Angeles e ver a ficha criminal do alter-ego americano de Nayla Micherif, a Pretty Wild de Ubá, (e de sua comparsa missológica cearense), apresentada pelo competente repórter Márcio Campos, do Brasil Urgente.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Axé-besteirol, Água oxigenada, Corrupção nos concursos de beleza, Eventos, Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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