Especialistas alertam: Band pode arruinar finanças com continuidade de concursos de misses


Estudo da agência americana Standard/Ogilvy, encomendado pela TV Globo, pela UDR, pela Fiesp, pelo PSDB e pelo Democratas junto ao Ibope e aos produtores do American Idol, do So You Think You Can Dance? e de todas as séries das franquias CSI e Law & Order demonstra que emissora da famíglia Saad, dona de 16 fazendas, deve perder R$ 19 milhões ao ano com o novo acordo assinado com os supostos organizadores do concurso Miss Brasil. Em comparação ao Campeonato Brasileiro, cujo contrato atual com o Clube dos 13 traz arrecadações à maison reacionária da famíglia Marinho na casa do bilhão de reais, transmissão do concurso de beleza parece mesmo fadada à bancarrota, tal qual o esquema criminoso de pirâmides da quadrilha de Bernard Maddoff que arruinou a América em 2008, ao apagar das luzes do famigerado desgoverno do primo de Billy Bush, do Access Hollywood

Da redação TV em Análise

Divulgação/Fox Searchlight Pictures


Na foto, os lucros do Miss Brasil da Band: uma farsa

Em comparação com os programas fixos, de linha, o lucro obtido pela Band com a transmissão do Miss Brasil é dez vezes irrelevante, se comparado ao obtido com um episódio regular do CQC, por exemplo. Na comparação com transmissões esportivas, como a Fórmula Indy, exclusiva da casa, o buraco do acordo Band/Gaeta Promoções e Eventos é oito vezes maior. Num comparativo obtido com exclusividade pelo Críticas, a transmissão dos concursos de Miss Brasil e Miss Universo trouxe à Band R$ 8,7 milhões ante os R$ 45 milhões das corridas da IndyCar Series, cuja exclusividade acaba de ser prorrogada até 2019. Ou seja, a Gaeta está vendendo ao telespectador um lucro disfarçado, maquiado, que nem sequer existe.
A exemplo da prima donna da isrealense Natalie Portman em O Cisne Negro, a Band recebe uma maquiagem pesadíssima em seus lucros na época do concurso Miss Brasil. Em relação ao certame de 2009, a emissora perdeu R$ 34 milhões com os contratos de patrocínio, todos impostos pela direção da Gaeta. A Band, como se sabe, não ganhou uma tusta sequer. Muito pelo contrário: jogou dinheiro fora. Desde a gala da sucessão de Natália Guimarães, no Miss Brasil 2008, nunca a Band tivera uma perda financeira tão enorme quanto a registrada no Miss Brasil 2010. No comparativo entre o Miss Brasil 2009 e o Miss Brasil 2008, a emissora paulista já havia perdido R$ 37 milhões em contratos publicitários, ante o lucro obtido entre as edições do Miss Brasil em 2007 e 2008, na ordem de R$ 36 milhões, todos oriundos de contratos adicionais de patrocínio (top de oito segundos, vinhetas de apresentação, cotas fixas e cotas de apoio). Nem isso a Band conseguiu vender para o Miss Brasil 2009 e para o Miss Brasil 2010. E para 2011-2013, como fica?
Tal qual aconteceu com a Rede Tupi nos anos 1970 e com o SBT nos anos 1980, a transmissão do concurso Miss Brasil sempre tem sido uma dor-de-cabeça para as emissoras que já o transmitiram. Em 1996, por exemplo, a alta direção da Rede Record não gostou da ideia de Paulo Max (já falecido) em televisionar o certame pela emissora. Os bispos mais conservadores de sua cúpula, que já haviam desaconselhado a transmissão ao vivo, ordenaram cortes severos na gravação do certame, realizada em meados de abril na antiga casa de espetáculos Imperator, no Rio de Janeiro. Entre 1971 e 1976, a ira dos movimentos feministas alinhados com a pensata conservardora das Organizações Globo, apoiadoras do regime militar de então e já manipuladoras da opinião pública, fez com que os Diários Associados retirassem o concurso do Rio de Janeiro e o transferissem para Brasília. Com a Tupi falida, a rede de Sílvio Santos obteve lucros modestos e moderados (e audiências idem) com o Miss Brasil. Mas não a ponto de, em 1989, expor a fratura financeira da emissora, apesar do lucro operacional à época de US$ 100 milhões. Ou seja, esta é uma lição amarga que os manda-chuvas da Band terão de carregar nos próximos anos de “parceria” com a máfia político-criminosa da Gaeta, aliada do projeto entreguista do PSDB de vender a Amazônia à Wal-Mart, o Banco do Brasil ao Chase Manhattan Bank, a Caixa Econômica Federal ao Citigroup, o Banco do Nordeste à WellsFargo, o Banco da Amazônia ao Credit Suisse, a Petrobrás à Chevron e a Eletrobrás e suas subsidiárias à AES, dona da Eletropaulo desde o goveno Covas.


Cai na real, Brasil!

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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