Em poucas palavras: Garotinho não é mais ficha-suja, Maluf e Cássio idem. E Alexis Neiers(*) das Alterosas é?


Leonardo Berenguer/Folha da Manhã/Agência O Globo

De acordo com o TSE, o ex-governador carioca Anthony Garotinho (PR) não é mais ficha suja. Pode assumir seu mandarinato de deputado federal na maciota. Tal qual o ex-prefeito paulistano Paulo Maluf (PP, ex-PDS e Arena), notório apoiador dos tacões da “ditabranda” militar que surraram os estudantes da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em agosto de 1977.
Isso leva a crer que o governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), tem 99,97% de chances de limpar a sua carinha suja de corrupção ante os ministros do STF, que julgarão o seu recurso somente depois da estreia da décima temporada do American Idol, na FOX.
É a lógica: de cada dez fichas-sujas barrados pelos TRE’s e pelo TSE no último pleito, onze terão seus registros liberados para, no exercício de seus mandatos, praticarem toda sorte de bandalheiras com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
(É mais ou menos o que faz a chefe do “Bling Ring” da gaeta[**] e tzarina[***] da máfia missológica mineira, Nayla Micherif).
Em 2005 e 2006, Nayla e a turma de Garotinho articularam a realização do Miss Brasil no Rio de Janeiro, com a tusta dos contribuintes incautos do ICMS e do IPVA fluminenses e o amparo logístico dos ruralistas da Band.
Como até o reino mineral de Michael C. Hall já sabe, Nayla usou dinheiro do povo (carioca) para promover concurso de beleza no quintal da gaeta(**).
Nas urnas de 2006, o povo fluminense mandou Nayla ir para aquele lugar, como diria o odioso comentarista de programa policial de lixo da diarreia verbal da TV Diário de Fortaleza.
Em 2007, Sérgio Cabral (Filho) recebeu a turma do Miss Brasil pela última vez no Palácio Guanabara.
Como era sabido, o estouro dos índices de criminalidade na capital fluminense obrigou Band e Gaeta a confinarem o Miss Brasil em São Paulo.
Com a absolvição de Garotinho, Maluf e, muy pronto de Cássio e seus asseclas, fica a pergunta: Nayla Micherif, na condição criminal de Alexis Neiers(*) em que se encontra, ainda pode ser considerada ficha-suja?

(*)Recomendamos ao distinto leitor ir ao Departamento de Polícia de Los Angeles e ver a ficha criminal do alter-ego americano de Nayla Micherif, a Pretty Wild de Ubá, (e de sua comparsa missológica cearense), apresentada pelo competente repórter Márcio Campos, do Brasil Urgente.
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Como o líder russo, Nayla Micherif conseguiu, com a eleição da capixaba Débora Lyra como Miss Brasil 2010, transformar Minas Gerais (e o país) numa Rússia missológica: sem oposição, sem vozes divergentes e com uma mídia curvada a seus pés, doa a quem doer. Quem discordar, pode pagar até com a própria vida. E foi o que aconteceu com a jornalista Anna Politovskaya, assassinada em outubro de 2006, por suas reportagens abordando as atrocidades da Segunda Guerra da Chechênia. Esse é o preço que se paga pela liberdade de expressão em países supostamente sérios como o nosso (por mais leis ficha-limpa que se aprovem nas nossas casas legislativas). Clique aqui para entender o que o Putin da Rússia tem a ver com os Putins da gaeta(**)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética nos concursos de beleza, Corrupção nos concursos de beleza, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s