Assunto da semana: Annie Frost e os Originais do Samba


Premissa do pega ladrão de Chase é óbvia e uluante

Foi-se o tempo que série ficcional com e sobre agente e equipe do FBI rendia uma boa história. Com Chase (Warner, 2ª, 21h), a obviedade de sua narrativa tranca bastante o enredo, amparado pela caça incessante a criminosos de alto grau de periculosidade aliada a altas doses de ação, tiros e carro virado no meio de uma estrada. Corra que a polícia está chegando bem na sua casa. U.S. Marshals!
Ambientada em Houston (a cidade texana, não a fábrica de bicicletas, por favor), a trama da rede americana NBC chegou a receber a encomenda de uma temporada completa de 22 episódios, agora reduzida a 18. Sem o entusiasmo e o fervor que se esperava e com perspectivas negativas da crítica especializada americana, Chase tem em seu enredo trancado o seu ponto contrário na concorrência com Hawaii Five-0 e Castle nas noites de segunda-feira. Má idéia.

Reprodução


Propaganda enganosa é crime

Tocado pelo produtor Jerry Bruckheimer (CSI, Cold Case, dentre outros trabalhos) e pela roteirista Jennifer Johnson (Lost, Reunião), Chase tem no elenco encabeçado por ex-protagonista de novela da tarde (Kelli Giddish, no reparte da agente Annie Frost) o cartão de visita para o que a área de publicidade da NBC chama de “nova estrela de horário nobre”. E só.
Com seis episódios já transmitidos na TV paga brasileira, Chase resume na sua obliqüidade a síntese do “pega ladrão” na base de unhas pintadas e sorriso de comercial de pasta de dente. Sob a estética de agente saída de editorial de moda da revista Nova, a maquiagem árida de Kelli Giddish é paisagem árida para um enredo ruim, confuso, regado a uma ação canhestra e radical ao extremo. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (12/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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