Após convenção de Campos do Jordão, diretoria da Band orienta afiliadas a evitar concursos estaduais para 2011


Encerrada a convenção anual da Rede Bandeirantes em Campos do Jordão, a ordem da alta direção da emissora para a suas afiliadas e emissoras próprias é se distanciar e se abster da transmissão das etapas estaduais do concurso Miss Brasil a partir de 2011. Não tem mais volta. Com isso, emissoras como a TV RBA do Pará e a TV Clube de Pernambuco deixarão de transmitir já no ano que vem os concursos de Miss Pará e Miss Pernambuco, respectivamente.
O concurso Miss Rio Grande do Sul, realizado no sábado, foi o último transmitido por uma unidade da Band. Já orientado por seus superiores, o diretor geral da Band em Porto Alegre, Leonardo Meneghetti, deve notificar o missólogo Evandro Hazzy de “se abster de realizar qualquer evento do Miss Rio Grande do Sul em parceria com o Grupo Bandeirantes”. “O assunto está encerrado. É ordem do seu Johnny [Saad, presidente do grupo]”, teria dito Meneghetti a uma das fontes do Críticas que pediu para ser preservada.
O discurso já é o mesmo em relação ao concurso Miss São Paulo, que a Band transmitiu de 2006 até 2010: o contrato com a organização do certame paulista também não será renovado. A alegação é de que a emissora precisa investir em “novas parcerias de programação” e eliminar aquelas deficitárias e que cujos custos não compensem a audiência. É o caso do Miss Brasil, cujos índices só fizeram despencar desde 2003 ao invés de crescerem. A última transmissão do concurso nacional de beleza, realizada pela emissora em 8 de maio, registrou média de 3,5 pontos na Grande São Paulo (ante os 7 do concurso de 2003).
Como o Críticas já antecipou, o compromisso com a Gaeta Promoções e Eventos também não será renovado. Acredita-se internamente na Band que a ruptura com o Miss Brasil se deveu à uma viagem dos principais executivos da Rede TV! à Nova York, em dezembro de 2009, para negociar os direitos de transmissão em TV aberta do concurso Miss Universo (outro evento agonizante em audiência no Morumbi). Mesmo após o segundo lugar de Natália Guimarães, em 2007, a emissora não fez mais nenhum esforço jornalístico de cobertura do certame desde então, restringindo-o às apresentações especiais ao vivo ou gravadas (como ocorreu este ano). Tamanho boicote do jornalismo da Band teve reflexo negativo no desempenho das representantes brasileiras no Miss Universo desde então: todas foram desclassificadas antes mesmo das semi-finais.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Fora Gaeta, Força da Grana, Jóia da coroa, Mídia regional, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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