Assunto da semana: o fim de uma fórmula médica de mau gosto


Última temporada de Nip/Tuck é transição para Glee

Cartas postas à mesa, a sexta e derradeira temporada da série Nip/Tuck (FX, 5ª, 23h) não se marca apenas pela mudança de afiliação da trama estética (da FOX para o FX). Mas pela premissa regada às conseqüências da violência da recessão econômica que atingiu os Estados Unidos (e o mundo) em 2008. Saída da manga de Ryan Murphy (agora ocupado com a música de Glee), a trama arma o epílogo de uma fórmula.
Regida pela decadência do duo de doutores Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon), a sonata final de Nip/Tuck (também apresentada pelo SBT com o nome de Estética) é a mostra do desgaste natural de um padrão de comportamento da dramaturgia de horário nobre seriado americano. Das reclamações do Parents Television Council (PTC) à formatação de Dr. 90210 como resposta, Nip/Tuck sabe resistir direito em seu fim.

Reprodução/TeleSéries

Nip/Tuck - Hiro Yoshimura
“Me diga o que você não gosta em si mesmo”

Com todo o material já produzido para o desfecho de Nip/Tuck, antes programado para acontecer em 2011, a última ária de suspiro da ação de McNamara/Troy foi antecipada para evitar o eclipse de publicidade em cima do atual projeto musical de Murphy. Acertaram direito: Nip/Tuck acabou nos Estados Unidos em 3 de março. Glee retomou a primeira temporada em 14 de abril. Conversados.
Com seis de seus 19 episódios finais já transmitidos, Nip/Tuck tem no duo McNamara/Troy a Lei de Gérson da ética médica ficcional. E em Júlia (Joely Richardson) a esposa exemplar da classe, mesmo em cenas de desgosto familiar, como a protagonizada por sua mãe, Érica (a convidada Vanessa Redrgrave) e o futebolista europeu Renaldo (o francês Gilles Marini, de Brothers & Sisters). Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (14/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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