Medium corre risco de acabar porque o Críticas já sabia disso em 2009


Reprodução/Pipoca Moderna


Nos Estados Unidos, intimidar a liberdade de expressão da 150 anos de cadeia

Na última semana, a CBS ordenou a diminuição de episódios da atual temporada de Medium (dos 22 inicialmente previstos caiu para 13). Deu no que deu: em 16 de julho de 2009, este espaço demonstrava que a trama mediúnica de Patricia Arquette já dava sinais notórios de cansaço e de saturação. Releiam o que o Críticas e o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte (três dias depois) publicaram sobre o assunto:

Assunto da semana: Medium ainda convence?

A má reprise da saturação da série Médium

Com o anúncio dos indicados ao Emmy 2009, na manhã da última quinta-feira, ficaria cada vez mais difícil mensurar uma sobrevida maior para a saga da vidente Allison Dubois (encarnada pela atriz Patrícia Arquette) na série Medium (Sony, 2ª, 21h), cuja quinta temporada começou a ser exibida aqui esta semana. Se levarmos em conta o videoteipe do Acredite se Quiser, isso já é um mau sinal no enredo.
Vencedora na categoria de melhor atriz de série dramática em 2005, a trama de Arquette (produzida pela CBS, mas exibida até maio último na NBC americana) já viveu dias e anos incríveis no céu de brigadeiro da ficção mediúnica de horário nobre concebida para os padrões americanos de teledramaturgia. Para não fazer metáfora com a famosa série juvenil reprisada a esmo pela TV Cultura, Medium tem em Patrícia seu maior cartão de visita. E só.
Mas apenas o sobrenome Arquette não ajuda na concepção de um bom contexto para os sonhos da má reprise do famoso programa da antiga Manchete apresentado pelo falecido Jack Palance na década de 80 (na Record, as cabeças foram de Kito Junqueira). Vinda de uma família de atores, Patrícia Arquette tem em Medium a maior carta na manga de toda a sua carreira artística. E Medium, a nova moeda de troca de canais.
Com vida já assegurada na CBS americana a partir de setembro, Medium parte tanto lá como cá para o desafio mais difícil em seus seis anos de existência. O de tentar convencer o público de que Patrícia Arquette ainda é capaz de vergar um papel tão complexo e intrincado desse porte. Muito mais complexo do que o carregado por toda a obra de Ivani Ribeiro nesse campo. Ainda resta tempo para Allison. Até domingo.

Ou seja, para Allison não resta mais nada a não ser o olho da rua.
Medium vai acabar porque incomodava os cartéis missológicos potiguares. E Patricia Arquette trabalhou para derrubar Larissa Costa das semi-finais do concurso Miss Universo 2009. Pelo menos é o que dizem em Natal.
Clique aqui para reparar como Patricia Arquette recebia jornal de graça da oligarquia que representa a Globo no Rio Grande do Norte.
Agora, os produtores de Medium já não tem mais nada a salvar. Perderam tudo o que tinham de munição para pegar na maciota os representantes potiguares da máfia da gaeta(*).
George Azevedo e sua cambada jornalística vão permanecer impunes, graças ao desemprego de Dubois.
Chico de Oliveira (chefe da bagunça do Miss Rio Grande do Norte) é o Leonard Maddoff de Dubois e da liberdade de expressão na blogosfera independente.
Cada país tem a Kyra Sedgwick (coitada, lesada financeiramente) que merece.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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