Começo de semana: a Globo e seus apaniguados perderam o Planalto, mas ainda controlam 54% do eleitorado brasileiro. Uma vergonha


Reprodução/Conversa Afiada


Para começar o novo governo, um monte de pepinaços para descascar

A vitória de Dilma Rousseff para a Presidência da República, sozinha, no segundo turno de ontem não resolveu todos os males da mídia e da democracia brasileiras. Pelo contrário: expôs ainda mais o pus da corrupção eleitoral nas disputas dos governos estaduais, parte deles apoiada por afiliadas da Globo e de seu esquema político-midiático. Vamos a alguns casos:
1-No Pará, Simão Jatene (PSDB) teve a chancela editorial da TV Liberal e da TV Tapajós, retransmissoras do monopólio de Hannah Montana (em 2006, a apresentadora de telejornais Valéria Pires Franco, uma ex-empregada da emissora de Belém, foi companheira de fórmula do tucano, cuja gestão foi marcada por uma pororoca de denúncias de compra de votos e corrupção);
2-Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) fez parte da turma que, em 1999, fechou um negócio escuso com a TV Globo: permitir a invasão de um terreno público por parte da emissora para montar uma pista de cooper privativa de seus empregados. A pista já foi desativada e no local será erguida uma escola técnica destinada a formar profissionais para a própria Globo;
3-No Paraná, Beto Richa (PSDB), pautou sua vitória no primeiro turno pela linha editorial de ódio à administração do peemedebista Roberto Requião, aliado de Lula e Dilma, amparada pelos gritos de uma Siobhan Magnus camuflada em apresentadora de telejornal reacionário da hora do almoço na RPC TV Cataratas de Foz do Iguaçu. Cooptou a imprensa local para impedir o retorno dos irmãos Dias (notórios especialistas em baterem em professores) ao Palácio Iguaçu. Certo. Fez da candidatura de Marylia Bernardt ao título de Miss Brasil 2010 a sua pauta para passar o trator em cima de Osmar Dias (PDT). Mas não a ponto de impedir que Requião e a petista Gleisi Hoffman tomassem de seu comparsa Gustavo Fruet uma das duas vagas destinadas ao Estado no Senado Federal;
4-Em Santa Catarina, o democrata Raimundo Colombo teve sua campanha embalsamada pelo manto da impunidade dos diretores da RBS TV (afiliada da Globo) no caso “Stuprotsky”, que envolveu o estupro de uma jovem por dois menores de idade (um deles filho de policial e outro filho de diretor do canal de TV). Mais grave que isso: Colombo teve a sua eleição pavimentada pela impunidade do peemedebista Luiz Henrique da Silveira, acusado de compra de votos em suas duas campanhas para o Centro Administartivo do Governo (em Florianópolis, o governador não trabalha num palácio). E, principalmente, pelos desmandos do vice-governador tucano Leonel Pavan, amplamente denunciados pelo blogueiro independente Amilton Alexandre;
5-No Rio Grande do Norte de Larissa Costa, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) teve na Miss Brasil de 2009 e no oligarca José Agripino os seus grandes cabos eleitorais. Com o respaldo da claque da InterTV Cabugi, Ciarlini e sua máfia vão infestar o Centro Administartivo Nova Lagoa a partir de 1º de janeiro com a máxima de “minoria com complexo de maioria”. Vão transformar o RNTV em ária de desespero e ódio à gestão Dilma. Remember: durante oito anos, o Estado esteve sob a batuta de Wilma de Faria e, mais recentemente, de Iberê de Sousa, ambos do PSB (Detalhe: Larissa teve a sua candidatura ao título de Miss Universo 2009 custeada pelos contribuintes das cidades de Natal e São Gonçalo do Amarante, não do Estado);
6-O caso mais bizarro até aqui ocorreu na Paraíba, a partir de 1º de janeiro comandada pelo também socialista Ricardo Coutinho. Eleito numa aliança esdrúxula com o governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB), impedido por ora de assumir a vaga de senador por força da lei Ficha Limpa, Ricardo aceitou também uma aliança na chincha com a Rede Paraíba de Televisão (afiliada da Globo), inadimissível para um socialista tradicional. Ficou coisa desses desesperados de Glee policialesco de terror do meio-dia, regados a dizeres como “é bom você ficar calminho porque senão vai tomar gradenal”, “cana neles!”, “pena de morte para esses vagabundos” e “vou passar o trator por cima desse crápula”, apenas para citar alguns absurdos saídos das bocas de apresentadores de canais concorrentes como TV Tambaú (SBT), TV Clube (Band) e TV Arapuan (Rede TV!). Traduzindo: Coutinho, eleito melhor prefeito do país, formará seu governo com as bases de um Lauro Lima ou da pauteira do jpb, por exemplo. Absurdo;
7-Em Alagoas, o ex-presidente Fernando Collor perdeu a vaga para o segundo turno, mas usou da máquina da TV Gazeta (afiliada da Globo) para tentar uma virada improvável de Ronaldo Lessa (PDT) contra o governador reeleito Teotônio Villela Filho (PSDB, não-apoiado pela Globo de Alagoas por razões oblíquas). Em comtrapartida, a Gazeta deve ter, em nossas humildes contas, eleito uns cinco a sete deputados federais e um terço da Assembleia Legislativa. É pouco, mas é o perigo que ronda os lares dos marechais;
8-No cômputo geral, a oposição (leia-se: Globo/PSDB/DEM e aliados midiáticos) pode ter perdido a batalha nos Estados, na Câmara baixa (Câmara dos Deputados) e na Câmara alta (Senado). Mas, contados os resultados da Paraíba, o monopólio da informação passou a controlar 54% do eleitorado brasileiro. De direito, vai comandar 11 Estados ou 52,3% do eleitorado. De facto, com a persuasão enganosa da Rede Paraíba, passa a comandar 12 das 27 unidades da Federação. Ou seja, a “liberdade de expressão” que irá editar as designações redacionais da mídia regional desses Estados (os blogs TV em Análise, felizmente fora dessa sujeira quadrilhesca-criminosa) não será a da Christina Hawthorne, do Pádua Araújo, do Beto Rego ou da Annie Frost e sim a da Priscila Pires, do Marcelo Dourado, da Natália Cassasola, da Fani Pacheco, do Fiuk Galvão Bueno e da Cleo Pires. Bem amigos da Rede Globo… Haaja croaissant (estragado na merenda escolar superfaturada)… Rrrobinho! Grrafite! Heexa Brasil! Perrrde Brasil!(*)
O Brasil que se ferre com essa gente aí.

(*)Com a colaboração técnica da Folha(**) e da Jaque Khury
(**)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit, deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Democracia, Mondo cane, Nossas Venezuelas, Olivia Benson do tucanato da UDR, Poderes ocultos, Podres poderes, Realidade brasileira e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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