ANJ, gaeta(*), Globo, Band e PSDB já preparam o Golpe de domingo. Nayla Micherif, por seu lado, arma vingança contra a blogosfera independente


Reprodução via Cidadeverdecom


A apelação já passou dos limites do bom senso

O rei está nu. Ou melhor, os reis da Velha Mídia estão nus, pelados, na capa da Billboard norte-americana. Tais quais o Bret Michaels.
Em lugar do vocalista do Poison (que comandou edição recente do concurso Miss Universo), poderia se colocar o Otavinho Ditabranda. Nu como os números fraudados da última encuesta do Datafolha, com cenas de apelação sensacionalista dignas de levar o atual pleito presidencial brasileiro para o segundo turno. É o que essa gente quer.
Pautam mostrar a vagina da Fani Pacheco para DEPOIS do escrutínio presidencial para solidificar o massacre às instituições democráticas e a criminalização dos movimentos sociais. Estão todos em desespero. Não aceitam que um reality de nome Hipertensão seja chamado de baixaria e apelação como, de facto, o é. Glenda Kozlowski, única pessoa na face da Terra que admite que o Flamengo é hexa e não penta, que o diga (para fúria e indignação da torcida tricolor do Sport Club Recife).
Para variar essa série de “rei nu”, vejam a pauta fotográfica que uma das publicações da Editora Abril (que edita a revista Veja) programou para a provável campanha de segundo turno, a ser deflagrada após as “balas de prata” (texto de Rodrigo Vianna aqui):

Reprodução/Blog Revista Que Amamos


Muda apenas o gênero, mas o sentido é o mesmo

Bingo. Ganha um doce quem acertar que o entrevistado da publicação acima é nada mais nada menos que… Arnaldo Jabor, ex-cineasta e inimigo declarado das conquistas sociais que este país teve no Governo Lula. Mais grave do que isso: inimigo declarado e aberto do manifesto do Centro de Estudos Barão de Itararé pela ampla liberdade de expressão (a qual tanto Jabor e seus coleguinhas da Globo e da Globonews tanto condenam). Eis a ária:

***

Pela ampla liberdade de expressão

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada. Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é “chapa branca”, promovido pelos “partidos governistas” e por centrais sindicais e movimentos sociais “financiados pelo governo Lula”. De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é “contra a imprensa”.

Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos. Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários:

1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da “grande imprensa” clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.

2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa “partidarizada” nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi “orquestrado”, é puro engodo. Tentar partidarizar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito.

3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem “ligados ao governo”. Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como “caso de polícia”, relembrando a Velha República. Nada mais justo que critiquem os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da “república sindical”, querem o retorno da chamada “ditabranda”, com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático.

4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é “contra a imprensa” e visa “silenciar” as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certas redações). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor(**). Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da “liberdade de imprensa”. Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os “amigos da mídia” como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na “presunção da culpa”. Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia.

5- Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um “controle da mídia”, termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas:

– Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Jornal Brasil de Fato, Revista do Brasil, entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas;

– Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril (que edita a Playboy na qual Nicole está na capa – J.E.L.), Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação “ficha limpa” na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau.

– Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela “liberdade de expressão” nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano.

– Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação.

– Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.

***

Depois da leitura atenta do manifesto apresentado por Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos Barão de Itararé, no ato anti-golpismo midiático realizado no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na última quinta-feira, pode se chegar a algumas conclusões práticas:
1-A mídia monopolista quer fazer da bunda da Niciole Bahls, do Pânico, a “bala de prata” dessa semana pré-eleitoral (já fizeram o primeiro estrago com a pesquisa Datafolha);
2-O baronato da mídia globelezada quer fazer de Arnaldo Jabor o grande porta-voz da difamação anti-dilmista num eventual segundo turno. O que mais falta?
3-Ainda dentro do processo manipulatório, a tzarina(***) Nayla Micherif, capisa do esquema de corrupção da gaeta(*) promoções e eventos, articula na chincha um processo de amordaçamento dos blogs independentes com a complascência do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor de tentativa anterior em censurar a Internet brasileira. Usa para tanto notícias favoráveis a ex-Miss Brasil 2010 Débora Lyra para “vendê-las” a sites e jornais de direita. Logo, os mesmos meios de comunicação monopolistas que “ungiram-na” como Miss Universo 2010. Como até as pedras do Monte Rushmore(****) (e as curvas da Nicole Bahls) sabem, o Brasil se queimou nas apresentações preliminares da disputa internacional, (da qual Michaels foi cicerone) em Las Vegas. Como todos sabem, a história mostra que a cidade-cassino é (a exemplo das sedes asiáticas) terreno hostil para as misses brasileiras que competem no Miss Universo.
4-E, ainda na condição de “parceira” da Band (sócia da Globo no monopólio do futebol brasileiro), a gaeta(*) arma seu último golpe midiático: a eleição de Antônio Anastasia e de Aécio Neves para o Governo de Minas Gerais e para o Senado Federal, respectivamente (Essa “bala de prata”, pelo jeito, não passa de Juiz de Fora. Nem do quintal da casa da Natália Guimarães. Concorda comigo?).
5-Mais grave do que isso tudo é constatar que a atual líder da Oposição midiática do mundo-cão da empulhação globelezada, a presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, trai o próprio passado ao renegar uma candidatura a vereadora pelo PT de São Bernardo do Campo em 1982, em pleno coma da ditadura militar (veja aqui).

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)A saber: Johnny Saad, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita, Otavinho Frias, Robert(o) Civita, Sílvio Santos, Nelson e Jayme Sirotsky, Antônio Carlos Júnior – vulgo ACM Junior, Domingo Alzugaray, os herdeiros do Grupo Edson Queiroz dono da TV Diário do Ceará), os donos do Grupo São Braz (da afilada paraibana da Globo), etc., etc., etc.
(***)Como o líder russo, Nayla Micherif conseguiu, com a eleição da capixaba Débora Lyra como Miss Brasil 2010, transformar Minas Gerais (e o país) numa Rússia missológica: sem oposição, sem vozes divergentes e com uma mídia curvada a seus pés, doa a quem doer. Quem discordar, pode pagar até com a própria vida. E foi o que aconteceu com a jornalista Anna Politovskaya, assassinada em outubro de 2006, por suas reportagens abordando as atrocidades da Segunda Guerra da Chechênia. Esse é o preço que se paga pela liberdade de expressão em países supostamente sérios como o nosso (por mais leis ficha-limpa que se aprovem nas nossas casas legislativas). Clique aqui para entender o que o Putin da Rússia tem a ver com os Putins da gaeta(*)
(****)É o local onde estão esculpidos os rostos de quatro ex-presidentes americanos: Thomas Jefferson, George Washington, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. Fica em Keystone, no Estado da Dakota do Sul. Como a “competência” e a “seriedade” dos çábios da gaeta(*) em preparar candidatas brasileiras ao título de Miss Universo, a obra levou 15 anos para ser concluída

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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