Assunto da semana: Mercy, cancelada, revisada e atualizada


Mercy é anteprojeto americano de antiga série global

Que Plantão Médico acabou, isso estamos carecas de saber. Mas, convenhamos, a tentativa da rede NBC em segurar o público de tramas médicas com Mercy (Liv, 3ª, 22h) se traduz numa decepção explícita em termos de enredo. Passada a faca após uma temporada, a trama tem muito em si da extinta série Mulher, da esfera global (1998-99). Com menos intensidade e mais água-com-açúcar.
Passado no hospital-título fictício de Nova York, Mercy se situa no meio-termo entre uma versão feminina de Grey’s Anatomy e um rascunho idem de ER. Centrado na doce vida de três enfermeiras, uma (Verônica/Taylor Schilling) recém-retornada do Iraque, outra (Sonia/Jamie Lee Kirchner) namorando intensamente um policial e uma novata (Chloé/Michelle Trachtenberg, de Gossip Girl), o enredo de Mercy tem lá seus momentos de novela das seis. De tão ruim que é.

Reprodução/SérieManíacos

Mercy – 1×05
Cena de Mercy: trama já foi cancelada nos EUA

Tentar dar a Mercy o mesmo tratamento dramático de ER, só que com ares mais feministas, é um erro. Mercy é o seriado Mulher (em reprise no Viva) da NBC nos quesitos de repetição de enredo, dramaturgia óbvia e cópia papel-carbono de fórmulas inovadoras recentes como Nurse Jackie (Studio Universal) e Hawthorne (outra aquisição do Liv), trama da qual falaremos daqui a duas semanas.
Da cartola de aquisições de séries do antigo People + Arts, agora com a bandeira Liv, é prudente guardar as expectativas para a estréia de Hawthorne, já nesta quinta-feira (23, 22h) do que perder tempo com as enfermeiras do extinto Mercy Hospital. Com a demolição de Mercy, fica a lição clara de não transformar drama médico sério em coisa de comédia de sessão da tarde. Maçante e sonolenta. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (19/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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