A miss Brasil e o jornalismo porco da Globo


Débora Lyra sofre de autoconfiança excessiva e seus prognósticos podem desabar ribanceira abaixo

Da redação TV em Análise

Darren Decker/Miss Universe/Reuters via EGO

Reuters/.Agência
Na foto, o sorriso da Mona Lisa do escárnio do jornal nacional

Que fatores justificam a patriotada demonstrada pela miss Brasil Débora Lyra na reporcagem que o G1, da Globo, publicou ao alvorecer desta segunda-feira (16)? Quais as razões para a capixaba, eleita Miss Brasil com a chancela de Miss Minas Gerais, demonstrar tamanha autoconfiança excessiva a ponto de repetir, na passarela do Mandalay Bay Events Center, as barbeiragens cometidas por Felipe Melo no jogo contra a Holanda, na última Copa do Mundo FIFA? Tem justificativa?
Débora Moura Lyra foi para Las Vegas representar o jornalismo de escárnio do jornal nacional e dos outros pasquins sensacionalistas das Organizações Globo, parceiras da Rede Bandeirantes no futebol e na Festa de Peão de Rodeio de Barretos, não menos aliadas no projeto do Golpe para impedir a vitória da petista Dilma Rousseff no primeiro turno. Mais grave: em Minas Gerais, quintal de Débora e da gaeta(*) promoções e eventos, o candidato apoiado pela máfia missológica, o tucano Antônio Anastasia, assim como Débora no concurso Miss Universo 2010, ganhou a musculatura necessária para a disputa do Palácio Liberdade com o ex-correspondente do Fantástico (quando o programa ainda não era o Chantástico[**] dos dias atuais), Hélio Costa. Mas não a ponto de impedir a vitória do ex-ministro das Comunicações já na primeira volta, em 3 de outubro.
No fundo, o que a Globo e a gaeta(*) querem e se valer do suposto carisma de Débora (que afugenta até bolsa de aposta inglesa) para pregarem, mesmo através de terceiros (a Band), o Golpe contra Dilma e Lula. Esquecem que o que interessa à rede da família Saad agora não é transmitir o Miss Universo 2010 na íntegra. Mas embutí-lo no meio das piadas do CQC. Seria a reprise do que o monopólio da informação já fizera no Oscar 2009, calando a boca até do Sean Penn em meio às passistas da Sapucaí.
O que a Globo, através do G1, quer com esse suposto favoritismo da Débora Lyra é fabricar um factóide para incitar cada vez mais a prática do jornalismo pornô nas redações de suas afiliadas e empresas-satélite (caso da TV Diário de Fortaleza, por exemplo, detentora dos direitos do certame de Miss Ceará). Quer, nas headlines brazucas acerca do certame de Las Vegas, a prevalência da pensata xenófoba e bairrista de Ali Kamel.

“O suicídio é problema deles. O problema nosso é enxergar que essa turma tomou um caminho sem volta. E isso indica que seguirão a apostar em pequenos golpes e grandes manobras midiáticas”.
(Rodrigo Vianna, em seu blog)

Esse é o comportamento da gaeta(*) e da Rede Globo diante do falso favoritismo de Débora Lyra à coroa de Miss Universo 2010. Em ano eleitoral, a Band tenta se valer do abafa em torno de Débora Lyra para criar um cenário favorável pró-Dilma. Isso, as pesquisas Vox Populi e iG tem demonstrado de cara. Ibope e Datafolha idem. E todos os institutos seguem na mesma melodia do Glee da derrota tucanófila já no primeiro turno. Cujo prefácio começa a ser escrito já na próxima segunda-feira, nas mãos do músico Bret Michaels e da repórter Natalie Morales. Ironia ou não, Morales, filha de mãe brasileira, parece estar apontando as armas contra a máfia de Divinópolis. Praticamente a mesma coisa que um convite ao suicídio, um crime de lesa-pátria.
Ou seja, as barbeiragens (cheias de patriotadas e trolólós) de Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr. estarão tomando um rumo irreversível, um caminho sem volta. O caminho do fundo do poço.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Água oxigenada, Ética jornalística, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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