Miss Universo 2015: O que esperar agora de sua realização?


Coordenações nacionais entram agosto na pior das incertezas e temem pelo futuro do concurso caso Donald Trump saia de seu comando

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/26.01.2015


Metade do reinado de Paulina já era. E agora?

A primeira metade do reinado da colombiana Paulina Vega como Miss Universo 2014 já foi embora e depois do lamentável episódio entre seu co proprietário, Donald Trump, e os imigrantes ilegais mexicanos, a Miss Universe Organization se vê agora diante de um problema gigante: como se declarar entidade independente de quem o controla depois dos danos causados pelo pré-candidato republicano à Casa Branca à imagem e reputação do concurso, resultando na deserção de três coordenações nacionais – México, Costa Rica e Panamá?
A deserção e êxodo em massa de celebridades que deveriam aparecer no Miss USA 2015, fossem como jurados ou atrações musicais, foi uma importante lição que a presidenta da MUO, Paula Shugart, precisou tirar para poder tocar adiante a promoção do Miss USA 2015, sem os acordos de transmissão da NBC e da Univisión. Recorreu a um acordo emergencial de US$ 100 mil com o canal pago Reelz, conhecido até então apenas por abrigar, no início de 2012, a controversa minissérie The Kennedys, recusada pela mesma NBC e outras redes de maior porte, entre canais abertos e pagos, atendendo a pressões de políticos ligados ao Partido Democrata.
Para socorrer o concurso Miss Universo 2015, a MUO terá de recorrer a um novo acordo de geração internacional de imagens nos Estados Unidos, país essencial para assegurar o êxito da transmissão televisiva. Antes da NBC, a CBS carregou a bandeira do Miss Universo entre 1960 e 2002 (inclusive nas duas vezes em que o Brasil venceu). A parceria entre Trump e NBC para gerir a MUO vinha desde 2003, mas no papel já vinha sendo executada desde junho de 2002.
O contencioso ora observado entre Donald Trump, NBC e Univisión por causa dos contratos de US$ 27 milhões (US$ 13,5 milhões para cada emissora, em acordos distintos) gerou uma intrigante guerra de tribunais, que já desembocou nos discursos inflamáveis anti-imigração e nas verborragias do chefe licenciado do Miss Universo para desqualificar feitos da administração Barack Obama, como a execução de Osama Bin Laden e a retomada de relações diplomáticas com Cuba, abrindo caminhos para o fim do embargo vigente desde 1962. Para aparecer na mídia, Trump “inflou” o valor do prejuízo com a quebra de contrato, que seria de US$ 250 milhões para US$ 500 milhões. Queria dinheiro, a compra de votos nos concursos por ele promovidos e a cabeça de jornalistas que lhe são desafetos, inclusive em sites, blogs, redes sociais, jornais e canais de televisão renomados. No fundo, queria tampar com concreto a boca da Ariana Huffington e de outros colegas.
Noutra ponta da linha, coordenações nacionais começam a mostrar sua preocupação com o ambiente de silêncio de Paula Shugart ante o que será feito daqui por diante da Miss Universe Organization, se vai ser vendida por Trump ou não. Essa dúvida já assusta até mesmo o anteriormente mais otimista dos funcionários da Enter, que agora já não sabe mais o que fazer para avisar às 27 coordenações estaduais de que coisa errada está havendo em Nova York com a administração do Miss Universo e que a solução natural seria fazer o Miss Brasil 2015 de qualquer jeito, apenas para preencher necessidades comerciais da Rede Bandeirantes, ansiosa para fechar a grade de eventos do concurso nacional. Já se falou de tudo, até realizar o concurso nacional em novembro.
Para se ter uma ideia, a Miss Universe Organization possuía antes do caso Trump/mexicanos 93 contratos de coordenação nacional, número esse que desabou para 90 e corre risco de cair ainda mais. O comportamento “em cima do muro” adotado por Shugart, além de desfavorecer a realização do Miss Universo 2015, angustia bastante os coordenadores nacionais que já tem candidatas eleitas e os que ainda vão indicar ou eleger candidatas. Em 64 anos de história, o Miss Universo vive seu pior momento de caos e incertezas, rodeado por um clima sombrio que amedronta coordenadores nacionais, fãs, jornalistas, candidatas, famílias das candidatas, preparadores das candidatas e até mesmo potenciais patrocinadores e interessados na transmissão televisiva americana.

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Assunto da semana: Existe vida em Marte, Luís Bacci?


Uma voz uníssona no 67º Primetime Emmy de minissérie

Van Redin/ABC/Divulgação/03.03.2015

Até o fechamento deste texto, não tive oportunidade alguma de ver American Crime por causa do Gugu. De tão excelente, a trama de um roteirista de 12 Anos de Escravidão deixa de ser programa a ser assistido para acabar se enquadrando naquilo que o Luiz Bacci chamou de “programa para intelectual assistir”, quando foi defender o Gugu das críticas em função da entrevista que fizera com a carcerária Suzane von Richtofen, de revelações capazes de abalar as cúpulas da CBF e da FIFA e a agência de risco americana Standard and Poor’s.

Jojo Whilden/HBO/Divulgação/16.10.2013

Por mais que falem de Olive Kitteridge, escolha lógica de sindicatos de direção e atuação seria irresponsável falar aqui de sua produção. Não tive ainda a oportunidade de acompanhar esta trama com cara de biografia. Nem cabe aqui comentar sua qualidade artística padrão HBO. Na vez que o sinal foi aberto, este evento dramático de duas partes escapou pelas mãos de receber qualquer acolhida crítica. Foi escamoteado em meio à sonora e ensurdecedora propaganda de Game of Thrones, que nada tem a ver com este quesito.

Robert Viglasky/SundanceTV/Divulgação/13.08.2014

Em vias de estrear no obscuro TNT Séries, The Honorable Woman, com Maggie Gyllenhaal, também se enquadra no “modo Bacci” de minisséries: é feita para intelectuais pensarem e escreverem o que quiserem. Lavo as mãos para esse tipo de produção, cuja repercussão elitizada e restrita a círculos fechados de conversa passa longe das principais operadoras de TV paga, a exemplo do que vai ocorrer com a Liga dos Campeões da Europa, “escondida” pelo Esporte Interativo. Esquece que essa produção inglesa da BBC Two existe.

FX/Reprodução

À parte da também obscura Wolf Hall, a ser conferida para quem tem Netflix, American Horror Story: Freak Show é a única produção indicada ao 67º Primetime Emmy na área de minissérie da qual tive a oportunidade de assistir. Acertei na loteria ao sustentar na crítica de 22 de fevereiro que esta extensão da franquia de Ryan Murphy teria 19 indicações, o grosso por itens técnicos e de atuação. Chutei literalmente a barraca com esse acerto. Para quem tem Kathy Bates, Jessica Lange e Angela Bassett na disputa, um refresco. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (2/8)

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As indicações ao 67º Primetime Emmy nas categorias de direção, em detalhes


Nomes de peso que concorreram ao DGA Awards de fevereiro acirram disputa nas áreas de séries dramáticas e cômicas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Hollywomen/07.02.2015


Lesli Linka Glatter, de Homeland vem com tudo

Essencial, a área de direção do 67º Primetime Emmy apresenta muitos nomes com ao menos mais de uma vitória em seu respectivo segmento. É o caso de Louis J. Horvitz, que concorre este ano pelo Kennedy Center Honors. Isso apesar de o favoritismo de Glenn Weiss na categoria de especial de variedades ser notório por seu trabalho no 68º Tony Awards. Ambos são gente de show de intervalo do Super Bowl e carregam consigo a experiência de terem sido indicados por dirigirem os 15 minutos mais importantes da televisão norte-americana. Assim como Hamish Hamilton, cuja indicação não saiu para o show de Katy Perry, mas pela 87ª festa de entrega do Oscar.
E falando em gente de Oscar, Laura Poitras, que conseguiu o seu pelo controverso Citizenfour, repete a indicação na área de programação de não ficção, pelo mesmo trabalho que a premiou como produtora na premiação cinematográfica. Cheia de debutantes, esta área tem nomes como Dave Grohl, que concorre por Foo Fighters: Sonic Highways e Brett Morgen, o faz-tudo de Kurt Cobain: Montage of Heck. Ainda entre os debutantes de direção, a atriz Amy Schumer conseguiu sua primeira indicação neste segmento, mas para a área de série de variedades. Na área de minissérie ou telefilme, um empate duplo fez o número de indicados subir de cinco para sete. O principal destaque vai para Ryan Murphy, que tem sua segunda indicação consecutiva neste segmento (de um total geral de 16). O trabalho em American Horror Story: Freak Show já é um peso enorme a favor. Mas tem como forte concorrente Lisa Cholodenko, que venceu o DGA Award de direção em minissérie ou telefilme, no início de fevereiro. À parte de Cholodenko, o único indicado ao 67º Primetime Emmy que também concorreu ad 67º DGA Awards na área de minissérie ou telefilme foi Uli Edel, de Houdini, que está em sua primeira indicação ao Emmy.
Nas categorias de séries, o principal destaque é Game of Thrones, que conseguiu arrebatar duas indicações, conseguidas por Jeremy Podeswa (em sua terceira indicação) e David Nutter (quinta indicação). Ambos vão ter na área de drama a concorrência de Lesli Linka Glatter, que venceu seu DGA Award pelo trabalho em Homeland. Em comédia, os únicos indicados ao 67º Priometime Emmy de direção que concorreram ao DGA Awards são Louis C.K. (Louie) e Jill Soloway (vencedora à ocasião por Transparent).
Dividida em seis categorias, a área de direção tem a seguinte relação de indicados ao 67º Primetime Emmys, assim composta:

CATEGORIAS EPISÓDICAS
(Neste caso, o nome do episódio indicado aparece em parênteses)

Direção em série dramática
Tim Van Patten – Boardwalk Empire (Eldorado)
Jeremy Podeswa – Game of Thrones (Unbowed, Unbent, Unbroken)
David Nutter – Game of Thrones (Mother’s Mercy)
Lesli Linka Glatter – Homeland (From A to B and Back Again)
Steven Soderbergh – The Knick (Method and Madness)

Direção em série cômica
Louis C.K. – Louie (Sleepover)
Mike Judge – Silicon Valley (Sand Hill Shuffle)
Phil Lord e Christopher Miller – The Last Man on Earth (Alive in Tucson (Pilot))
Jill Soloawy – Transparent (Best New Girl)
Armando Iannucci – Veep (Testimony)

Direção em minissérie ou telefilme
Ryan Murphy – American Horror Story: Freak Show (Monsters Among Us)
Dee Rees – Bessie
Uli Edel – Houdini
Lisa Cholodenko – Olive Kitteridge
Hugo Blick – The Honorable Woman
Tom Shankland – The Missing
Peter Kosminsky – Wolf Hall

Direção em série de variedades
Amy Schumer e Ryan McFaul – Inside Amy Schumer (12 Angry Men Inside Amy Schumer)
Jerry Foley – Late Show with David Letterman (Show 4214)
James Hoskinson – The Colbert Report (Show 11040)
Chuck O’Neil – The Daily Show with Jon Stewart (Show 20103)
Dave Diomedi – The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (Show 203)

CATEGORIAS NÃO EPISÓDICAS

Direção em especial de variedades
Glenn Weiss – 68º Tony Awards
Natalie Johns – Annie Lennox: Nostalgia Live in Concert
Louis J. Horvitz – The Kennedy Center Honors
Hamish Hamilton – 87º Oscar
Don Roy King – The Saturday Night Live 40th Anniversary Special

Direção em programação de não ficção
Laura Poitras – Citizenfour
Dave Grohl – Foo Fighters: Sonic Highways
Alex Gibney – Going Clear: Scientology and the Prison of Belief
Brett Morgen – Kurt Cobain: Montage of Heck
Andrew Jarecki – The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst

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Incerteza na realização do concurso Miss Universo 2015 já afeta o Brasil


Coordenação nacional não sabe como vai realizar o Miss Brasil 2015, cujos concursos estaduais estão bastante adiantados

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Lucas Ismael/Band/Divulgação/16.09.2014


17 Estados já elegeram candidatas e Band se finge de “morta”

A crise na organização do concurso Miss Universo 2015 já começa a afetar algumas coordenações nacionais que não romperam com Donald Trump após as declarações racistas e discriminatórias dadas em função do lançamento de sua pré-candidatura à presidência dos Estados Unidos, pelo Partido Republicano, contra imigrantes ilegais mexicanos por ele chamados de “traficantes de drogas”, “estupradores” e “criminosos”. O Brasil, representado pela empresa Enter-Entertainment Experience, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, está entre elas.
Fontes ligadas a algumas coordenações estaduais procuraram o TV em Análise Críticas para manifestar sua preocupação com a ausência de notícias acerca da definição da data e da cidade-sede da 61ª edição do concurso Miss Brasil, que a princípio deveria ocorrer no dia 26 de setembro. Após os ataques de Trump aos latino-americanos, que já culminaram nos boicotes das coordenações do México, Costa Rica e Panamá, essa data passou a ser incerteza dentro dos corredores da Rede Bandeiorantes, emissora que transmite o Miss Brasil desde 2003, além do Miss Universo. A atualização do Facebook do concurso, que era constante, diminuiu drasticamente depois do episódio Trump-mexicanos, que resultou também no boicote de diversos artistas ao concurso Miss USA 2015, realizado no último dia 12, em Baton Rouge (Luisiana).
Até o fechamento desta reportagem, 17 candidatas estaduais e do Distrito Federal tinham sido eleitas para a etapa brasileira do Miss Universo 2015. Destes concursos, menos da metade foi transmitido por emissoras da Band, próprias ou afiliadas. O concurso estadual mais recente, realizado no Pará, não foi transmitido pela Band devido a compromissos previamente assumidos de programação com a cabeça de rede. A coordenação local, por sua vez, informa que tomou a decisão de transmitir o Miss Pará 2015 por livestreaming e não na TV devido ao horário de início do certame (20h). Geralmente, as emissoras da Band usam esse horário para gravar os concursos locais para exibição no mesmo dia, o que a RBA TV, afiliada da rede paulista em Belém, não fez.
Costumeiramente, a Band usava esta época do ano para fechar os patrocinadores do projeto Miss – que abrange o Miss Brasil e o Miss Universo – e decidir a sede e a data da disputa nacional. Diversos internautas entraram no Facebook do concurso para perguntar sobre a data do Miss Brasil 2015, mas a emissora adotou a postura do silêncio. Postura essa que deve se agravar ainda mais depois que Donald Trump vender sua participação no controle acionário da Miss Universe Organization, que está se tornando um negócio cada vez mais difícil após o insulto por ele dado contra os mexicanos.
Para piorar, o contrato da Band com a Miss Universe Organization para promover o Miss Brasil e transmitir em TV aberta o Miss Universo acaba no dia 13 de dezembro e a emissora da família Saad ainda não começou a discutir sua renovação. As rupturas de contrato da NBC e da Univisión, que seriam as geradoras oficiais do evento, contribuíram ainda mais para aumentar as dúvidas da Band e também do canal pago TNT em transmitir o Miss Universo 2015. Apesar da crise que ronda a MUO, o SBT já teria feito, segundo fontes, proposta junto à Enter para comprar a marca Miss Brasil, para atender a demanda de patrocínio da empresa de cosméticos Jequiti, controlada pelo Grupo Sílvio Santos.

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EXCLUSIVO: Concursos de misses da Band perderam 45,83% de audiência desde 2006


Juntos, Miss São Paulo, Miss Brasil e Miss Universo registraram média de 2,6 pontos

Da redação TV em Análise

Darren Decker/Miss Unoverse Organization/Divulgação/09.11.2013


Pacote de concursos perdeu 18,75% da média em comparação a 2013

O balanço das médias consolidadas dos três concursos de beleza que a Band transmitiu na temporada 2014 não é nada animador: de acordo com o cálculo das médias consolidadas do Miss São Paulo, Miss Brasil e Miss Universo obtidas nas medições realizadas na Grande São Paulo, feito com exclusividade pelo TV em Análise Críticas, a emissora do Morumbi obteve média geral de 2,6 pontos, incluindo-se a edição do Miss Universo 2014, realizada já em janeiro de 2015.
Dos concursos do projeto Miss 2014, a melhor média foi verificada no Miss Brasil 2014, realizado no dia 27 de setembro. Nessa data, a transmissão da Band feita diretamente de Fortaleza teve 2,9 pontos. Na sequência, vem o Miss Universo 2014, com média de 2,7. O pior desempenho dos concursos do Miss 2014 na capital paulista foi exatamente do Miss São Paulo, realizado no dia 9 de agosto, quando a média foi de apenas 2,2 pontos.
No entanto, se comparado com o primeiro ano da exibição dos três concursos citados na grade da Band, de forma conjunta, houve uma queda de 45,83% na média de audiência. Em 2006, o projeto de misses teve média de 4,8 pontos na Grande São Paulo. Em 2007, apesar do segundo lugar de Natália Guimarães no Miss Universo, a média geral dos concursos de misses da Band caiu para 4,6. Em 2008, caiu para 4,4, despencando para 3,8 em 2009 e 2,6 em 2010. Em 2011, ano em que o Miss Universo foi realizado no Brasil, a média subiu para 4,4, mas voltou a cair em 2012 para 2,6. Em 2013, a média dos concursos do projeto Miss da Band foi de 3,2.
Na comparação com o ano anterior, ocorreu uma queda de 18,75% da média de audiência geral agregada do Miss São Paulo, Miss Brasil e Miss Universo. O levantamento do Críticas não inclui concursos estaduais de outros Estados que, porventura, a Band tenha transmitido em rede nacional, como foi o caso do Miss Minas Gerais, em 2008 e 2011, tampouco programas correlatos de grade, como foi o caso do malfadado Sonho de Miss.

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Os cartazes de três das cinco novas séries da ABC para a fall-season 2015


A conferir, The Muppets, Blood and Oil e Quantico

Da redação TV em Análise

A ABC começou a divulgar os cartazes de suas novas séries com vistas à fall-season 2015. Até o fechamento desta galeria, os cartazes de Dr. Ken (estreia em 2 de outubro) e Wicked City (estreia em 27 de outubro) ainda não tinham sido liberados. Segue o material abaixo, com as respectivas datas de estreia:

The Muppets – 22/9

Blood and Oil – 27/9

Quantico – 27/9 (dois cartazes)

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A menos de um mês do Miss Teen USA, incertezas sobre a realização do Miss Universo 2015 só aumentam


Coordenações nacionais começam a sofrer com a crise causada pelas declarações racistas de Donald Trump contra latino-americanos

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Facebook/Miss Teen USA


Depois dessa data é que a coisa vai pegar

Considerado o último estágio antes da definição da data e da cidade-sede da 64ª edição do concurso de Miss Universo, o concurso Miss Teen USA 2015, marcado para o sábado, 22 de agosto, em um resort de Nassau (Bahamas) é um importante divisor de águas para o cenário de incerteza que a Miss Universe Organization irá enfrentar já na manhã do domingo, 23 de agosto. Até essa data, 43 países e territórios já terão eleito suas candidatas para a disputa do título de Miss Universo 2015, cujo buraco para a definição de sua cidade-sede ficou mais profundo após a desistência de Bogotá.
Tamanha incerteza já começa a afetar coordenações nacionais que já elegeram suas candidatas, como é o caso da Venezuela. Por lá, Osmel Sousa, cubano naturalizado, não sabe se vai mandar sua competidora para a disputa, ante o clima sombrio que já se montou no gabinete da Miss Universe Organization, em Nova York, agora focado nos preparativos para a versão adolescente do Miss USA. No Brasil, a Enter, empresa de eventos da Rede Bandeirantes, depende exatamente do aval da MUO para se manifestar sobre quando realizar o Miss Brasil 2015. Tal silêncio atinge em cadeia as coordenações estaduais, que enviam suas candidatas para a competição nacional. A realização da etapa brasileira do Miss Universo 2015 em agosto de certeza passou a dúvida, principalmente depois que Donald Trump chamou os imigrantes ilegais mexicanos que vivem nos Estados Unidos de “traficantes de drogas”, “criminosos” e “estupradores”.
O radicalismo do discurso de Trump, co-proprietário de 49% da MUO ao lado do grupo de mídia NBCUniversal (que pediu para sair do certame após o rancor do lançamento de sua pré-candidatura republicana à Presidência americana), não foi digerido tampouco engolido pelas coordenações nacionais do México, Costa Rica e Panamá, que já sinalizaram que não irão enviar suas candidatas à disputa. A proximidade do fim do reinado de K. Lee Graham no Miss USA adolescente deve aumentar ainda mais as preocupações de missólogos, coordenadores nacionais e representantes das emissoras detentoras dos direitos do Miss Universo em cada país ou território que vier a mandar candidatas sabe Deus para onde e quando. Em 10 anos de cobertura do Miss Universo, nunca vi tamanho ambiente de preocupação entre franqueados do principal concurso de beleza do mundo.
Com 60 países confirmados até agora, entre candidatas nacionais eleitas ou a eleger, o concurso Miss Universo 2015 corre o risco de ser o de menor presença de candidatas desde 2007, quando apenas 77 competidoras chegaram à Cidade do México. Em comparação ao quadro de candidatas que compareceu ao Miss Universo 2014, o contingente provável chega a 68,18% do total de 88 candidatas que cumpriram programação no subúrbio de Doral e fez a final em Miami. Considerando apenas a gestão Trump, o menor número de candidatas para uma edição do Miss Universo tinha sido registrada também em Miami, em 1997. À ocasião, compareceram 74 candidatas. No geral, o número até aqui apresentado para o Miss Universo 2015 é igual apenas ao registrado na edição de 1971, realizada em Miami Beach.

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