Assunto da semana: Entre buzinas, roteiros, claquetes, edições


Chacrinha é tipo de filme que nem devia virar minissérie

“Quem não se comunica, se trumbica e como fica? Fica na saudade fica”.
(Samba de enredo da Império Serrano de 1987, que homenageava o personagem central da trama)

Rede Globo/Divulgação


Só no Brasil existe a ideia imbecil de se transformar filmes saídos de circuito comercial em minisséries, com o material usado nas filmagens e doses de material de arquivo de entrevistas. Chacrinha – A Minissérie, que a Globo concluiu na sexta-feira (17), é do tipo de coisa que por falta do que fazerem, reeditam, usam e fazem emendas para parecer documentário. Já vi isso em Elis e um pouco em Tim Maia. Desde que iniciou o programa das Séries Brasileiras, em 1982, embalada pela retomada do cinema brasileiro, a Globo não pensava em tamanha besteira.
Vamos ser bem claros: uma coisa é o material feito para circuito comercial, para ser comercializado nas locadoras de streaming. Outra coisa é material feito para televisão. Não sei qual foi a mente de jerico que autorizou tamanho absurdo. Com uma Globo de prejuízo de meio bilhão de reais, recorrer à edição a la Globo Repórter pode ter sido a saída mais apropriada, com emendas do filme do Andrucha Waddington aqui, outro material de acervo acolá. Resultou numa coisa maçante para um início de ano que terá Olimpíada e eleições para prefeitos.
Nem vou entrar nos méritos das interpretações do Stepan Nercessian (Velho Guerreiro) e do Eduardo Sterblitch (jovem Chacrinha), ex-comediante do Pânico. Vou deixá-los para quem faz crítica de cinema. A não ser que chamem a Solange Hernandes da polícia política do Sérgio Moro para mandar calar minha boca com creolina. Aí eu perco a paciência, mas não a ponto de quebrar espelho de camarim de emissora, como Chacrinha fizera após ter seu programa cortado na Globo, em 1972. Tudo por causa de uma macumbeira, não a Greta Thunberg ou a loira da GloboNews.
Em ternos de produto televisivo, Chacrinha, a minissérie editada como semi documentário, resultou numa coisa narrativa de cartório. Sterblitch encerrou a trama narrando o que o Jornal Nacional de 30 de junho de 1988 reportara sobre o velório de Abelardo Barbosa na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Resumo de um dia lúgubre para a história da comunicação no Brasil. Síntese de uma vida que começara numa chácara de Niterói, fazendo seu primeiro programa de rádio, na década de 1940. Gratos pela atenção, boa quarta-feira a todos.


Publicação simultânea com o Arte & Fest do Jornal Meio Norte desta quarta-feira (22/1)

Publicado em Coluna da Semana, Minisséries e telefilmes | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

EXCLUSIVO: Sai a 13ª avaliação parcial do Críticas para o Miss USA 2020, após a eleição de 48 das 51 candidatas nos Estados


Virgínia, Flórida, DC e NY embolam top 10

Da redação TV em Análise

Fotos Divulgação


A dois finais de semana de se fechar o quadro das 51 candidatas da 69ª edição do concurso de Miss USA, uma definição importante marcou o final de semana de concursos de seis Estados. Quatro deles – Virgínia, Flórida, Distrito de Columbia e Nova York – emplacaram candidatas entre as 10 primeiras colocadas da 13ª rodada de avaliações parciais realizada pelo TV em Análise Críticas.
A corda é liderada por Susie Evans, 26, eleita Miss Virginia USA 2020, representando a cidade de Poquoson, que ocupa a sexta colocação. Na oitava, aparece Monique Evans, 28, ex-miss Texas do Miss América. Cierra Jackson, 27, do Distrito de Columbia, ocupa a nona colocação. Na décima, ficou a cabo-verdeana Andreia Gibau, 24, eleita Miss Terra Estados Unidos em 2017. No concurso internacional, ficou entre as 16 semifinalistas.  Abaixo, em ordem decrescente, as notas das 48 candidatas já eleitas para o Miss USA 2020

NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM DECRESCENTE
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Katie Bozner (WY) 10 10 9,987 9,995
Megan Kelly (MO) 10 10 9,982 9,994
Kelly Hutchinson (AL) 10 10 9,976 9,992
Yesenia Vidales (AZ) 10 9,996 9,980 9,992
Victoria Olona (NV) 10 9,987 9,989 9,992
Susie Evans (VA) 10 9,987 9,985 9,990
Jonet Nichelle (RI) 10 9,985 9,987 9,990
Monique Evans (FL) 10 9,984 9,986 9,990
Cierra Jackson (DC) 10 9,982 9,989 9,990
Andreia Gibau (NY) 9,997 9,985 9,988 9,990
Chelsea Demby (CT) 10 9,983 9,984 9,989
Megan Swanson (NE) 10 9,981 9,987 9,989
Mariah Davis (OK) 9,992 9,987 9,986 9,988
Hayden Brax (KS) 9,986 9,991 9,987 9,988
Sabrina Victor (MA) 10 9,980 9,983 9,987
Victoria Piekut (PA) 9,989 9,995 9,977 9,987
Gina Mellish (NJ) 9,987 9,994 9,979 9,986
Hannah Jane Curry (SC) 9,997 9,973 9,986 9,985
Imani Blackmon (WA) 9,994 9,987 9,974 9,985
Taylor Kessler (TX) 9,984 9,987 9,986 9,985
Olivia Pura (IL) 10 9,985 9,978 9,984
Alyssa Beasley (GA) 10 9,965 9,984 9,983
Emily DeMure (CO) 9,985 9,989 9,976 9,983
Alexis Lete (IN) 9,992 9,974 9,982 9,982
Kalani Jorgensen (SD) 9,986 9,983 9,978 9,982
Taylor Fondie (MN) 9,989 9,976 9,979 9,981
Rachel Slawson (UT) 9,984 9,985 9,976 9,981
Katie Guevarra (DE) 9,978 9,987 9,978 9,981
Merissa Underwood (MT) 9,997 9,976 9,967 9,980
Charlotte Bellotte (WV) 10 9,959 9,976 9,978
Katerina Villegas (OR) 9,967 9,975 9,989 9,977
Gabriella Deyi (WI) 9,985 9,952 9,989 9,975
Jane Axhoj (NC) 9,973 9,967 9,984 9,974
Asya Branch (MS) 9,954 9,986 9,981 9,973
Morgan Kofoid (IA) 9,984 9,978 9,954 9,972
Kim Layne (ID) 9,954 9,983 9,979 9,972
Samantha Neyland (HI) 10 9,899 9,986 9,961
Haley Pontius (AR) 9,897 10 9,983 9,960
Taelyr Robinson (MD) 10 9,894 9,981 9,958
Justice Enlow (TN) 9,897 9,986 9,985 9,956
Stephanie Miranda (OH) 9,895 9,976 9,979 9,950
Mariah Clayton (LA) 9,894 9,952 9,989 9,945
Macy Christianson (ND) 9,954 9,899 9,973 9,942
Hannah Carlile (AK) 9,874 9,956 9,978 9,936
Chanel Johnson (MI) 9,835 9,950 9,987 9,924
Julia Van Steenberghe (ME) 9,897 9,895 9,979 9,923
Alyssa Fernandes (NH) 9,855 9,899 9,985 9,913
Shannah Weller (VT) 9,866 9,859 9,978 9,901
NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM ALFABÉTICA
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Kelly Hutchinson (AL) 10 10 9,976 9,992
Hannah Carlile (AK) 9,874 9,956 9,978 9,936
Haley Pontius (AR) 9,897 10 9,983 9,960
Yesenia Vidales (AZ) 10 9,996 9,980 9,992
Emily DeMure (CO) 9,985 9,989 9,976 9,983
Chelsea Demby (CT) 10 9,983 9,984 9,989
Katie Guevarra (DE) 9,978 9,987 9,978 9,981
Cierra Jackson (DC) 10 9,982 9,989 9,990
Monique Evans (FL) 10 9,984 9,986 9,990
Alyssa Beasley (GA) 10 9,965 9,984 9,983
Samantha Neyland (HI) 10 9,899 9,986 9,961
Kim Layne (ID) 9,954 9,983 9,979 9,972
Olivia Pura (IL) 10 9,985 9,978 9,984
Alexis Lete (IN) 9,992 9,974 9,982 9,982
Morgan Kofoid (IA) 9,984 9,978 9,954 9,972
Hayden Brax (KS) 9,986 9,991 9,987 9,988
Mariah Clayton (LA) 9,894 9,952 9,989 9,945
Julia Van Steenberghe (ME) 9,897 9,895 9,979 9,923
Taelyr Robinson (MD) 10 9,894 9,981 9,958
Sabrina Victor (MA) 10 9,980 9,983 9,987
Chanel Johnson (MI) 9,835 9,950 9,987 9,924
Taylor Fondie (MN) 9,989 9,976 9,979 9,981
Asya Branch (MS) 9,954 9,986 9,981 9,973
Megan Kelly (MO) 10 10 9,982 9,994
Merissa Underwood (MT) 9,997 9,976 9,967 9,980
Megan Swanson (NE) 10 9,981 9,987 9,989
Victoria Olona (NV) 10 9,987 9,989 9,992
Alyssa Fernandes (NH) 9,855 9,899 9,985 9,913
Gina Mellish (NJ) 9,987 9,994 9,979 9,986
Andreia Gibau (NY) 9,997 9,985 9,988 9,990
Jane Axhoj (NC) 9,973 9,967 9,984 9,974
Macy Christianson (ND) 9,954 9,899 9,973 9,942
Stephanie Miranda (OH) 9,895 9,976 9,979 9,950
Mariah Davis (OK) 9,992 9,987 9,986 9,988
Katerina Villegas (OR) 9,967 9,975 9,989 9,977
Victoria Piekut (PA) 9,989 9,995 9,977 9,987
Jonet Nichelle (RI) 10 9,985 9,987 9,990
Hannah Jane Curry (SC) 9,997 9,973 9,986 9,985
Kalani Jorgensen (SD) 9,986 9,983 9,978 9,982
Justice Enlow (TN) 9,897 9,986 9,985 9,956
Taylor Kessler (TX) 9,984 9,987 9,986 9,985
Rachel Slawson (UT) 9,984 9,985 9,976 9,981
Shannah Weller (VT) 9,866 9,859 9,978 9,901
Susie Evans (VA) 10 9,987 9,985 9,990
Imani Blackmon (WA) 9,994 9,987 9,974 9,985
Charlotte Bellotte (WV) 10 9,959 9,976 9,978
Gabriella Deyi (WI) 9,985 9,952 9,989 9,975
Katie Bozner (WY) 10 10 9,987 9,995

Após a rodada, o panorama de classificação das 15 semifinalistas (considerando o padrão adotado pela Miss Universe Organization no Miss USA 2019) é este:

-Katie Bozner (WY)-9,995
-Megan Kelly (MO)-9,994
-Kelly Hutchinson (AL)-9,992
-Yesenia Vidales (AZ)-9,992
-Victoria Olona (NV)-9,992
-Susie Evans (VA)-9,990
-Jonet Nichelle (RI)-9,990
-Monique Evans (FL)-9,990
-Cierra Jackson (DC)-9,990
-Andreia Gibau (NY)-9,990
-Chelsea Demby (CT)-9,989
-Megan Swanson (NE)-9,989
-Mariah Davis (OK)-9,988
-Hayden Brax (KS)-9,988
-Sabrina Victor (MA)-9,987

-Victoria Piekut (PA)-9,987
-Gina Mellish (NJ)-9,986
-Hannah Jane Curry (SC)-9,985
-Imani Blackmon (WA)-9,985
-Taylor Kessler (TX)-9,985
-Olivia Pura (IL)-9,984
-Alyssa Beasley (GA)-9,983
-Emily DeMure (CO)-9,983
-Alexis Lete (IN)-9,982
-Kalani Jorgensen (SD)-9,982
-Taylor Fondie (MN)-9,981
-Rachel Slawson (UT)-9,981
-Katie Guevarra (DE)-9,981
-Merissa Underwood (MT)-9,980
-Charlotte Bellotte (WV)-9,978
-Katerina Villegas (OR)-9,977
-Gabriella Deyi (WI)-9,975
-Jane Axhoj (NC)-9,974
-Asya Branch (MS)-9,973
-Morgan Kofoid (IA)-9,972
-Kim Layne (ID)-9,972
-Samantha Neyland (HI)-9,961
-Haley Pontius (AR)-9,960
-Taelyr Robinson (MD)-9,958
-Justice Enlow (TN)-9,956
-Stephanie Miranda (OH)-9,950
-Mariah Clayton (LA)-9,945
-Macy Christianson (ND)-9,942
-Hannah Carlile (AK)-9,936
-Chanel Johnson (MI)-9,924
-Julia Van Steenberghe (ME)-9,923
-Alyssa Fernandes (NH)-9,913
-Shannah Weller (VT)-9,901

As notas de avaliação foram ponderadas a partir da verificação de noticiário, redes sociais e iconografia fotográfica da candidata realizadas após cada concurso estadual apurado pela redação do Críticas entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2020. Vale ressaltar que esta sondagem não reflete, necessariamente, a classificação oficial para as semifinais do Miss USA 2020, bem como para suas etapas classificatórias posteriores (trajes de banho, trajes de gala e entrevistas finais).

Avaliações anteriores
Avaliações parciais
*1ª avaliação parcial: 17 de setembro de 2019
*2ª avaliação parcial: 24 de setembro de 2019
*3ª avaliação parcial: 7 de outubro de 2019
*4ª avaliação parcial: 26 de outubro de 2019
*5ª avaliação parcial: 29 de outubro de 2019
*6ª avaliação parcial: 9 de novembro de 2019
*7ª avaliação parcial: 12 de novembro de 2019
*8ª avaliação parcial: 25 de novembro de 2019
*9ª avaliação parcial: 2 de dezembro de 2019
*10ª avaliação parcial: 23 de dezembro de 2019
*11ª avaliação parcial: 6 de janeiro de 2020
*12ª avaliação parcial: 13 de janeiro de 2020

Publicado em Datamisses, Numb3rs, Outras Venezuelas, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

190 candidatas municipais já foram eleitas ou aclamadas em 18 concursos estaduais válidos para a disputa do Miss Brasil 2020


Maranhão faz sua seletiva para definir nomes que seguirão na etapa estadual

Da redação TV em Análise

Reproduções/Instagram
Vitória Nascimento (Peritoró) e Luzia Santos (Clube das Pás, Recife)


Na tarde do sábado (18), o Maranhão se tornou a 18ª coordenação a definir o quadro de candidatas de seu concurso estadual, assegurando assim a realização da 66ª edição do concurso de Miss Brasil. A data da final estadual ainda não foi marcada pela coordenação. Para que o Miss Brasil 2020 ocorra de fato, é necessário, além dos 27 concursos estaduais, o apoio de empresas. A concessão do Miss Universo no Brasil está nas mãos do Grupo Bandeirantes de Comunicação. É a partir dela que é realizado o Miss Brasil e os concursos locais.
Horas antes, em Recife, o Clube das Pás, tradicional agremiação carnavalesca da capital pernambucana, definia sua candidata em concurso. Luzia Santos será a segunda candidata de Recife no Miss Pernambuco, marcado para o  dia 13 de março, em Caruaru. A entidade foi fundada em 19 de março de 1888. Sediado no bairro do Campo Grande (zona norte), é o clube mais antigo em atividade no país. Veja o mapa atualizado de candidatas municipais já eleitas nos estaduais do Miss Brasil 2020

Publicado em Datamisses, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Numb3rs, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Agora, a cobrança para realização do Miss Brasil 2020 começa


As olavetes que me perdoem, mas beleza é fundamental para fazer caixa na TV

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Luis Acosta/AFP/Getty Images/28.05.2007, Agência O Globo e Yasuyoshi Chiba/AFP/Getty Images/12.09.2011


Passados 42 dias da participação da mineira Júlia Horta. 25, na 68ª edição do concurso de Miss Universo, em Atlanta, a cobrança para que a 66ª edição do concurso de Miss Brasil ocorra em 2020 será enorme. Principalmente se levarmos em conta 27 coordenações estaduais e 456 coordenações municipais espalhadas pelo país. O Brasil de Martha Rocha, Ieda Vargas, Martha Vasconcellos e Natália Guimarães anseia pela eleição de sua representante na 69ª edição do concurso de Miss Universo, não importa a direção que tiver, seja a designada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, seja a que a Miss Universe Organization indicar, no lugar da emissora paulista.
Em 17 anos nas mãos da Band, o Brasil teve 12 classificações no Miss Universo, o triplo das obtidas no período obscuro e sombrio do SBT, entre 1981 e 1989. De 2003 a 2011, a Band teve a companhia da Gaeta. De 2012 a 2015, tocou e afundou o barco da Enter, espécie de Geo da Band (Geo era a empresa de eventos do Grupo Globo, que teve vida curtíssima). A Polishop serviu apenas para fechar o caixão do sonho de miss. Rezou a missa de corpo presente de Fabiane Niclotti, miss Brasil de 2004. Achava que tinha um projeto ambicioso de título de Miss Universo quando, na verdade, queria fazer a quitanda da turma do João faturar às custas da dor alheia. Afundou a credibilidade do meio miss ao confundir concurso com comércio de convenção de empresa.
No período dos Diários Associados, foram 19 classificações no Miss Universo, incluindo nossos dois únicos títulos. A força da televisão tornou inócuas as transmissões de rádio e as capas da revista O Cruzeiro, que parou de circular em 1974. Com a quebra da Tupi, os concursos do ciclo de 1981 foram todos para o SBT. A rede que resultou da cisão da Associada, imposta pelo governo do general João Figueiredo (1918-1999), ficou apenas com a concessão do Miss Universo. As do Miss Mundo e Miss Beleza Internacional foram para outras mãos. A partir do Anhenbi, o Miss Brasil nunca mais seria o mesmo do Quitandinha, do Maracanãzinho e do Ginásio Nilson Nelson.
Das trevas da Ataliba Leonel, o Miss Brasil na década de 1990 acabou escamoteado a mando da Globo, que pagara US$ 15 milhões à CBS para varrer o Miss Universo dos lares, das mentes e dos corações brasileiros. Fez-se uma operação mediúnica de macumba e lavagem cerebral para esconder Patrícia Godói e Maria Carolina Otto, no calor das crises e escândalos que levaram ao impeachment de Collor de Mello. De Leila Schuster a Maria Joana Parizotto e de Michela Marchi a Juliana Borges, nenhuma Miss Brasil foi esquecida. O agravante veio em 1997, quando fizeram o Miss Brasil em Teresina. E se a Globo já tivesse os direitos? Faria o concurso com a capacidade técnica que já possuía?
A sombra de Nayla Micherif só seria descoberta em 2002, na Rede TV. A partir de 2003, a mineira de Ubá passou a ter livre trânsito para tocar o terror no Miss Brasil. Apresentava e dirigia o concurso nacional. Não metia o dedo nos concursos estaduais televisionados. O “terrorismo” de Nayla resultou nas classificações de Gislaine Ferreira e Rafaela Zanella entre as semifinalistas. No auge da corrupção cabralina, fez a farra dos guardanapos na Cidade do México para Natália encerrar uma seca de 26 anos sem classificações entre as cinco finalistas. Tinha livre trânsito junto a Donald Trump, mas tal influência pouco adiantava. Nayla tinha pela frente os escorpiões da Venezuela e de Porto Rico. Nayla fora Miss Brasil naquele evento de Teresina. Voltou de Miami Beach arrasada. Reergueu a vida fazendo curso de Turismologia. A desclassificação no Miss Universo 1997, primeiro da era Trump, até mesmo na produção, lhe deixou lições profundas. O próprio Trump teve de reinventar gradativamente os métodos de classificação no Miss Universo.
O segundo lugar de Natália Guimarães foi a consagração profissional de Nayla Micherif como coordenadora do Miss Brasil. A própria Band saiu no lucro. Fez o Miss Brasil 2008 no azul, carregado de anunciantes até no top de cinco segundos. As desclassificações de Natália Anderle a Débora Lyra inflamaram a raiva de milhões de missólogos. Algo estava errado no modus operandi do Miss Brasil da Gaeta/Band. A audiência começou a cair. Em mão totalmente oposta, a fila de anunciantes só aumentava. Haviam contratos de patrocínio de longo prazo que tinham de ser respeitados. A escolha de São Paulo para sediar o Miss Universo 2011 aumentou essa peregrinação. O Miss Brasil virou a meca dos grandes desfiles. Perdia apenas para as semanas de moda das grandes capitais de Estado.
Finda a fartura dos anos da Gaeta, da Enter e da Polishop, o Miss Brasil tenta reiniciar um novo caminho para a Band ter de volta os anunciantes que a etapa brasileira do Miss Universo um dia teve. Em tempos de recuperação econômica. seria mais sensato a Band parar com essa decisão ideológica de não fazer o Miss Brasil e tirar o olavismo contaminante, que ameaça nosso sonho de encerrar um jejum de 52 anos sem títulos. De nada adianta uma rede de televisão fazer o Miss Brasil e transmitir o Miss Universo  se esta se pautar pelas teorias mais absurdas e abomináveis da extrema direita. Beleza é fundamental, já disse Vinícius de Moraes (1913-1980). Alienação nazista de Wagner, orquestrada por um imbecil travestido de Secretário Especial da Cultura, não.

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Biah Rodrigues é terceira candidata do Miss Brasil 2018 a casar


Coração eleito foi do sertanejo Sorocaba

Da redação TV em Análise
Com Metrópoles e Correio Braziliense

Bruno Lima/Divulgação/15.12.2019 (via Instagram/Biah Rodrigues)


Após os casamentos da vencedora, a amazonense Mayra Dias, e de uma das finalistas, a catarinense Débora Silva, a brasiliense Biah Rodrigues, 23, classificada entre as 15 semifinalistas, disse sim ao cantor sertanejo Sorocaba, 39. Ela se casou no dia 15 de dezembro, em cerimônia para familiares e convidados, em Jaguariúna (SP).
Biah, anteriormente chamada Bia nos registros do Miss Brasil, está grávida do primeiro filho da relação com Sorocaba, da dupla com Fernando, assumida no final de 2018. Anteriormente, a Miss DF 2018 namorara um cantor de uma dupla sertaneja local.

Publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Personalidades | Marcado com , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

‘Efeito Madison Anderson’ mantém Denise Quiñones na direção do Miss Universo em Porto Rico e dá ânimo para a sexta coroa


Coordenadora nacional já começou a trabalhar nas seletivas do concurso de 2020

Da redação TV em Análise

Instagram/Unidos por la Corona/09.12.2019


O vice-campeonato de Madison Anderson Berrios, 24, na 68ª edição do concurso de Miss Universo, realizada há pouco mais de um mês em Atlanta, lavou a alma da coordenadora do Miss Universo Porto Rico, Denise Quiñones, 39, que já vinha sendo cobrada por melhores resultados para a ilha desde que assumiu a coordenação local do certame, em março de 2018. A confiança de Quiñones por uma sexta coroa de Miss Universo é tamanha que o processo de seleção das candidatas do Miss Universo Porto Rico 2020 foi iniciado no dia seguinte ao Miss Universo 2019.
A derrota de Madison para a sul-africana Zozibini Tunzi, 26, naturalmente a colocou em prantos ao desembarcar no aeroporto de San Juán no dia seguinte ao certame, abraçada pelo pai. Mas a fez terminar 2019 de cabeça erguida para virar o ano e iniciar os últimos passos de seu reinado local com Quiñones, eleita Miss Universo 2001 em casa. Independente de onde seja realizada a 69ª edição do Miss Universo, Quiñones quer um resultado melhor para Porto Rico no concurso. O título é sua ambição, agora como coordenadora. Ambição que Desiree Lowry deixou escapar na gestão desastrosa que teve.
Madison Anderson não saiu de Atlanta com lágrimas de crocodilo, mas com lágrimas de dragão, como na letra de Bruce Dickinson, 61. do Iron Maiden, lançada em 1994. para fortalecer a escolha de sua sucessora. Quem sabe uma nova Marisol Malaret, nos 50 anos da eleição da primeira porto-riquenha como Miss Universo, após anos de fracassos.

Publicado em Jóia da coroa, Outras Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

177 candidatas municipais já foram eleitas ou aclamadas em 17 concursos estaduais válidos para a disputa do Miss Brasil 2020


MT e PE avançam na definição de candidatas

Da redação TV em Análise

Fotos Instagram/Ana Caroline Camiran e RD Produções
Ana Caroline Camiran (Gurantã do Norte) e Deyse Leite (Serra Talhada)


Primeiro Estado a avançar com as eleições de candidatas municipais após a virada de ano, Pernambuco deu um passo importante ao eleger candidatas de cidades-chave na disputa – Caruaru, Jaboatão dos Guararapes e Serra Talhada, na semana encerrada na sexta-feira (17). Com isso, o quadro de candidatas confirmadas no Miss Pernambuco 2020 (13 de março, Caruaru), subiu de 16 para 20.
Outro Estado que também avançou no quadro de candidatas municipais eleitas foi Mato Grosso, que tem agora oito candidatas já confirmadas para o concurso de 14 de março. É a mesma quantidade do Paraná, que elege candidata em 20 de abril. Veja como está o mapa atualizado de candidatas municipais já eleitas nos estaduais do Miss Brasil 2020

Publicado em Datamisses, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Numb3rs, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário