Assunto da semana: As novas formas de se ver um dramalhão


O grande peso do streaming para o Emmy de melhor série dramática

Liam Daniel/Netflix/Divulgação


Nas contas, são cinco produções de streaming, duas de TV paga convencional e apenas uma de TV aberta. Essa é a equação que se pode tirar das indicações ao 73º Primetime Emmy de melhor série dramática. No primeiro bloco, The Boys, Bridgerton, The Crown, The Handmaid’s Tale e The Mandalorian. Essas produções representam a força que o lobby da Amazon, Hulu e Netflix formaram no último ciclo televisivo americano para pegar a demanda reprimida da pandemia, que fechou estúdios e atrasou produções.
Se examinarmos as últimas cinco edições do Primetime Emmy, de 2016 a 2020, nota-se uma dominação gritante da TV convencional, seja ela aberta ou paga. Os serviços de streaming só tiveram sua vez em 2017, quando Handmaid’s venceu em sua primeira temporada. Os anos de dominação de Game of Thrones foram uma represa para os lobbies das mídias digitais. As redes abertas e canais pagos atacaram na mesma moeda, lançando suas próprias plataformas. É como veremos mais para frente em comédia e minissérie.
O peso das plataformas de vídeo para o Emmy de série dramática denota uma mudança draconiana nos costumes do público telespectador (ou de parcela dele). Se considerarmos apenas The Crown, é terreno já ganho, levando-se em conta as premiações da mid-season e as sindicais. As chances das outras quatro séries do bloco morrem aí. Indo para a TV paga, Lovecraft Country e Pose dividem os pesos da HBO e FX. É a mesma coisa que conjugar nada e coisa nenhuma em barraca de mercado da Piçarra.
Antes poderosíssimas, as redes abertas se reduziram a This is Us no pavilhão de indicados ao 73º Primetime Emmy de melhor drama. Com traços pandêmicos, a penúltima temporada resume a negação de fogo das redes de forma individual. A NBC, sozinha, tem três vezes menos indicações que HBO ou Netflix, a depender do contexto geral. E tal cena deve se ver nos computos de série cômica e minissérie. É o que fatalmente vai acabar importando nas mentes dos mais de 2 mil jurados das áreas de produção. Boa semana a todos.


Publicação simultânea com o Arte & Fest do Jornal Meio Norte desta segunda (2/8)

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Em 70 anos do certame Miss Mundo, 60 brasileiras participaram


Desempenho é pífio em comparação ao Miss Universo

Da redação TV em Análise

Daily Mirror/Mirrorpix/Mirrorpix via Getty Images/10.11.1971
Lúcia Petterle no Hyde Park celebra a única vitória brasileira


Com o terceiro maior jejum de títulos entre os quatro principais concursos de beleza feminina do mundo, o Brasil vai para a 70ª edição do concurso de Miss Mundo, marcada para 16 de dezembro, em San Juan, com um desempenho desapontador se comparado ao do Miss Universo. De acordo com estatísticas apuradas pelo TV em Análise Críticas, o país de Lúcia Petterle, 71, tem aproveitamento de 45% considerando as participações iniciadas em 1958, em Londres.
Assim como no Miss Universo, o Brasil sofreu com a troca de coordenadores que tomou mais velocidade de 1981 a 1983. Com o SBT na guarda, foram três classificações seguidas de 1983 a 1985. É um desempenho melhor que as duas consecutivas no Miss Universo de 1982 a 1984. Ainda assim, o aproveitamento foi menor que na década anterior (50×60%).
Para efeito de comparação, o Brasil tem 59,09% de aproveitamento no Miss Universo (39 classificações em 66 participações de 1954 a 1989 e desde 1991). O buraco de ausência entre 1988 e 1989 fez mal às participações brasileiras no Miss Mundo. Desde a estreia, o país registrou 27 participações em 59 participações de 1958 a 1987 e 1990 a 2019. Em 2020, o concurso foi cancelado devido à pandemia do novo coronavírus. O concurso de 2021 vai acontecer dentro de protocolos sanitários a serem adotados pela Miss World Organization, no que diz respeito a vacinas, uso de máscaras e álcool gel e distanciamento social entre as candidatas. As estatísticas brasileiras no Miss Mundo estão na tabela

Década Participações Títulos Classificações Aproveitamento (%)
1950 2 0 0 0
1960 10 0 4 40
1970 10 1 6 60
1980 8 0 4 50
1990 10 0 2 20
2000 10 0 3 30
2010 10 0 8 80
Total 60 1 27 45

Por período, o recorte brasileiro no Miss Mundo é este. Números abaixo

Período Participações Classificações Aproveitamento (%)
1958-1987 30 14 46,66
1990-2019 30 13 43,33
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Após a saída de Wall Barrionuevo da coordenação do Paraná, quadro de coordenações do Miss Universo Brasil cai para 22


Briga entre BMW Eventos e Brandt/Ling apenas começou e deve ir para tribunais

Da redação TV em Análise

Rodrigo Varela/Getty Images/16.05.2021


A guerra entre os empresários Wall Barrionuevo, Marthina Brandt e Winston Ling após o descredenciamento da BMW Eventos da coordenação do Miss Universo Brasil no Paraná promete se intensificar nas próximas semanas. Informações de bastidor dão conta de uma série de provas que Barrionuevo estaria reunindo para acionar a Miss Brasil Organização de Eventos, razão social da coordenação brasileira do Miss Universo em tribunais do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Ele trabalhava na coordenação do Miss Paraná para o Miss Brasil desde 1992. Passou por Marlene Brito, Paulo Max e filhos, Gaeta até chegar à Band, no segundo semestre de 2011. Se sustentou na curta gestão da Polishop, que acabou em 2019.
Foi na gestão da BMW que o Paraná saiu da condição de coadjuvante para a de protagonista no ranking de títulos de Miss Brasil. Da eleição à portas fechadas de Maria Carolina Otto em 1992 à vitória televisionada de Raíssa Santana em 2016, o Paraná colheu três títulos nacionais e uma classificação no Miss Universo. Desde 1964, o Estado tem 50% de aproveitamento no Miss Universo. O Miss Paraná de Barrionuevo revelou a atriz Grazi Massafera, terceira colocada no Miss Brasil 2004 e segunda no Big Brother Brasil 5.
Os problemas com a coordenação do Paraná não foram os únicos enfrentados pela coordenação do Miss Brasil nos últimos dias: desde a segunda-feira (26), o site oficial do concurso ficou fora do ar, sendo reativado no início da noite da sexta-feira (30). Com esse entrave, as inscrições que acabariam hoje foram prorrogadas até a quinta-feira, 5 de agosto. O quadro de coordenadores credenciados caiu de 23 para 22, o que equivale a 81,48% do total. com renovação de 36,36% no total de coordenações. Veja como ficou o quadro de coordenações do Miss Brasil nos Estados após a saída de Barrionuevo. Os Estados que contam com novas coordenações estão elencados em negrito

Estado Coordenador
Acre Ana Meire Lima (Meyre Manaus)
Amapá Enyellen Sales
Amazonas Miro Sampaio
Bahia Victor Diniz Gonçalves
Ceará Guilhermino Benevides
Distrito Federal Mayck Carvalho
Espírito Santo Nábila Furtado
Goiás Raffael Rodrigues
Mato Grosso Warner Willon
Mato Grosso do Sul Muryllo Lorensoni
Minas Gerais Leandro Nunes
Pará Jonas Lunai
Paraíba George Azevedo
Pernambuco Romildo Alves
Rio de Janeiro Luis Costa
Rio Grande do Norte George Azevedo
Rio Grande do Sul Marcelo Soes
Roraima Paulo Silas Valente
Santa Catarina Marcelo Soes
São Paulo Eder Ignacio
Sergipe Luiz Plínio
Tocantins Raffael Rodrigues
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(Des)governo Bolsonaro manda a Fundação Roberto Marinho devolver R$ 54 milhões pela roubalheira nas obras do MIS-RJ


Veículos da Rede Globo tentam minimizar estrago aos cofres públicos fluminenses

Da redação TV em Análise
Com R7

Felipe Fiiitpaldi/Veja Rio/09.01.2016


Em portaria de segunda-feira (26), o Ministério do Turismo inabilitou a Fundação Roberto Marinho para a captação de recursos públicos da Lei Rouanet pelos próximos três anos. A punição ocorre por causa da reprovação das contas da construção do MIS (Museu da Imagem e do Som), no Rio de Janeiro, que se arrastam desde 2010. O local fica no terreno da extinta boate Help, em Copacabana (zona sul da capital fluminense).
A medida também exige a devolução de R$ 54 milhões ao Fundo Nacional de Cultura, que haviam sido recebidos pela fundação para a construção do MIS, feita em parceria com empresas metidas em tragédias e escândalos de corrupção, entre elas a Vale, que matou 289 pessoas nos desastres minerais de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.
Na pasta do Turismo está alocada a Secretaria Especial da Cultura, que perdeu status de Ministério no início do desgoverno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), 66, em 2019. Seu atual ocupante é o ex-ator Mário Frias, 49, ex-funcionário da Rede Globo. Ele vem atacando a emissora, à qual é ligada a FRM, por supostamente se apropriar de recursos da pasta, como teria ocorrido na revitalização do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, após ser atingido por um incêndio em dezembro de 2015;
Desde que eclodiram as primeiras denúncias de corrupção nas obras do MIS-RJ em 2016, os veículos da Globo tem feito de tudo para minimizar ou sair da tangente nas denúncias, que eram parte do esquema de corrupção que levou para a cadeia o ex-governador Sérgio Cabral Filho, 58, que acumula mais de 100 anos de condenações na Operação Lava Jato.
Prometido para a Copa de 2014 e depois para as Olimpíadas de 2016, o novo MIS-RJ é um elefante branco que já consumiu R$ 65 milhões. No início de julho, o governador Cláudio Castro (PSC), 42, prometeu R$ 52 milhões para a conclusão da obra faraônica.

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Paraná: chiadeira nos estaduais para sucessão de Júlia Gama


Guerra de Barrionuevo e Ling apenas começou

Da redação TV em Análise

Facebook/Wall Barrionuevo/18.04.2021
O coordenador do Miss Brasil no Paraná não sabe onde está se metendo


A três dias do fim prometido das inscrições para a 67ª edição do concurso de Miss Brasil, uma guerra de bastidor já tumultua a ambiente já complicado da Organização Miss Universo Brasil. Uma série de postagens do coordenador do Paraná, Wall Barrionuevo, dá a ideia em que se atirou a organização do Miss Brasil 2021: um verdadeiro lodaçal de acusações de coordenadores estaduais contra a coordenação nacional do Miss Universo, instalada em julho de 2019. A equipe é coordenada desde novembro pela Miss Brasil 2015, Marthina Brandt, 29.
Encampada pelo empresário chinês Winston Ling, 65, a coordenação do Miss Brasil que até o início da pandemia do novo coronavírus pertencia à Rede Bandeirantes nunca realizou uma atividade presencial, devido às proibições das autoridades e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que balizaram decisões do setor de eventos. Com a pandemia, a Organização Miss Universo Brasil levou um ano para fazer as primeiras contratações de pessoal na área de treinamento de candidatas. Antes, já contava com uma equipe de advogados e assessores de imprensa que nada produziam.
O Miss Brasil e seus concursos estaduais e municipais sempre sobreviveram de eventos presenciais desde a sua criação, em 1954. A aclamação de Júlia Gama, 28, para ser Miss Brasil 2020 foi um espetáculo desnecessário. Bastava anunciar e pronto. A retomada do setor de eventos, já sinalizada por alguns governos estaduais, deve acalmar os ânimos até então histéricos de Winston Ling. Marthina, por sua vez, nada tinha a fazer, a não ser fazer a coordenação do Miss Brasil trabalhar no home office. Era o que tinha a se fazer,
O avanço nas vacinações em algumas cidades pode até ser uma bênção a algumas coordenações estaduais. mas no caso do Paraná, o problema é mais jurídico e de comunicação. A marca e o domínio de Internet Miss Universo Brasil estão em jogo, Já são objeto de uma batalha judicial que a BMW Eventos pretende levar às últimas consequências, comprometendo boa parte do planejamento para o Miss Brasil 2021.

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Nua na quadra: As curvas da musa da Acadêmicos do Tatuapé Andréa Capitulino nas fotos digitais da Sexy de março de 2019


Em meio às alegorias e adereços

Redes sociais da modelo: instagram_ @andreacapitulino

Fotos Nelson Alves Jr./Revista Sexy/Reprodução


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Panamá: etapa do Miss Universo 2021 será em 25 de setembro


No mesmo dia de Filipinas, Ilhas Cayman e Itália

Da redação TV em Análise

missuniverso2021_panamamarcacaodedata25092021

Señorita Panamá/Divulgação/09.05.2021


A sucessão de Carmen Jaramillo, 26, tem data definida: de acordo com a organização do Señorita Panamá, ela passará a faixa e a coroa na noite de 25 de setembro. 41 candidatas irão disputar o direito de representar o Panamá na 70ª edição do concurso de Miss Universo, que vai acontecer em dezembro em Eilat (sul de Israel).
Na mesma data, Filipinas, Itália e Ilhas Cayman, de acordo com a ordem de fusos horários, devem eleger as suas candidatas. Até o final de setembro, 23 concursos nacionais estão com as datas agendadas. Dos 20 concursos previstos para setembro, seis estão com as datas em aberto. O grosso das datas em aberto está entre os meses de outubro (exceto Holanda) e novembro (exceto Brasil e Estados Unidos).
Permanecendo nesse ritmo, até o final de setembro 29 candidatas nacionais deverão ter sido eleitas, mas esse número deverá ser engrossado por aclamações. As janelas de outubro e novembro serão decisivas para a definição do quadro final de candidatas. O calendário da sexta leva de concursos nacionais do Miss Universo 2021 está na tabela 

Data País(es)
29/7/2021 El Salvador
30/7/2021 Aruba
1º/8/2021 Ilhas Virgens Britânicas
14/8/2021 Nicarágua, Noruega
21/8/2021 Polônia
28/8/2021 Bolívia, Honduras
29/8/2021 Coreia do Sul
8/9/2021 Turquia
11/9/2021 Chile, Equador, Portugal
17/9/2021 Malta
18/9/2021 Finlândia, Nigéria
22/9/2021 Japão
25/9/2021 Filipinas, Ilhas Cayman, Itália, Panamá
29/9/2021 Islândia
30/9/2021 Porto Rico
«Setembro» Austrália, Camboja, Cingapura, Eslováquia, Laos, Suécia
2/10/2021 Holanda
«Outubro» África do Sul, Colômbia, Espanha, Grã-Bretanha, Índia, Tailândia
7/11/2021 Brasil
29/11/2021 Estados Unidos
«Novembro» Indonésia

(«»)Datas em aberto


Fontes: Coordenações nacionais

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Escolha de Israel para sediar Miss Universo 2021 praticamente define rumos da organização de certame nos próximos 4 anos


O argumento é o mesmo: turismo

Da redação TV em Análise

missuniverso1980_candidataspasseiomontesorak

Keystone Pictures USA/Zuma Press/07.07.1980
Candidatas do Miss Universo 1980 visitam o parque nacional do Monte Seorak


A comunidade missológica não digeriu direito a escolha da cidade de Eilat (sul de Israel) para sediar a 70ª edição do concurso de Miss Universo, a princípio em dezembro. Os produtores locais trabalham uma programação de três semanas para acolher mais de 50 candidatas, na medição de agora, à medida que o cronograma de concursos nacionais e a clamações for avançando.
Mas o que importa agora não é o contexto do Miss Universo 2021 e sim a fila de países que a Miss Universe Organization terá de trabalhar a partir da 71ª edição, que deve ocorrer em janeiro de 2023, em função da Copa do Mundo de Futebol do Catar. Costa Rica, Colômbia, Panamá e Tailândia estão na prancheta para sediarem o certame até 2025, quando o Miss Universo chegará à sua 74ª edição. Tem projetos mais adiantados do que outros países.
O fato de a MUO ter iniciado negociações com Israel em 2019 por si só é um contribuinte para a entidade organizadora focar as decisões das próximas cidades-sede e delas cobrar uma agenda de empoderamento – item 1 da carta de compromissos do Miss Universo. Se é para mostrar beleza feminina, que esta case turismo e causas sociais. Foi dessa forma que se fizeram as edições de 2016, em Manila, e 2018, em Bangcoc.
Quando ainda se chamava Miss Universe Inc., a MUO já tinha essa mentalidade de planejamento desde que as sedes passaram a ser itinerantes, em 1972. A aquisição pela Paramount, em 1977, a fez tomar escala industrial, da venda dos direitos de rádio e TV à preparação das vencedoras para lidar com a imprensa (e com crises). O inferno vivido por Amparo Muñoz (1954-2011), que a fez renunciar ao título de 1974 deixou lições para a turma de Haorld L. Glasser (1918-2010), homem da Gulf + Western no Miss Universo.
Após a chegada da Madison Square Garden Entertaiment, no concurso de 1987, essa escala industrial foi perdendo força. Os anúncios das sedes dos anos seguintes deixaram de ser feitos na final televisionada. Com isso, em 1990, o Miss Universo passou pela segunda grande reestruturação, para aceitar países do antigo bloco socialista. O mundo tinha mudado com a queda do Muro de Berlim, no final de 1989. A União Soviética foi aceita para morrer após o concurso de 1991. A Glasnost da maldição resultou em 15 países. Destes, apenas Bielorrússia, Moldávia, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão não mandaram candidatas ao Miss Universo desde a entrada das ex-repúblicas, em 1993.
A chegada da Internet e de Donald Trump ajudou a dar mais transparência ao processo de escolha das cidades-sede. Imediatamente após a eleição de uma Miss Universo, começava a corrida para definir o país-sede da próxima edição. Até 2004, eram périplos que duravam até dois meses após o certame. Em 2005, com a tsunami que pegou em cheio a Tailândia, precisou se renegociar. As demoras permaneceram mesmo com a venda do concurso para a Endeavor, em setembro de 2015. E assim continuaram.

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EXCLUSIVO: Sai a 14ª avaliação parcial do Críticas para o Miss USA 2021, após a eleição de 40 das 51 candidatas nos Estados


Duas negras movimentam o top 5

Da redação TV em Análise

Fotos de divulgação


As eleições de Layilah Nasser, 26, e A’Niyah Birdsong, 26, para representarem Maryland e Indiana no domingo (25) e segunda-feira (26) foram decisivas para movimentar as cinco primeiras colocações no ranking de 15 favoritas a uma vaga entre as semifinalistas da 70ª edição do concurso de Miss USA. É o que afere a 14ª rodada de avaliações parciais do TV em Análise Críticas com vistas à etapa americana do concurso de Miss Universo que tem 78,43% das candidatas eleitas.
Na apuração das notas, A’Niyah lidera e Layilah ocupa a quarta colocação. Ambas negras, elas retratam a diversidade racial que o concurso adquiriu ao longo dos últimos 31 anos, principalmente após a vitória de Carole Gist. A reboque de Asya Branch e do movimento Vidas Negras Importam, A’Niyiah e Layilah mostram um novo contexto para o Miss USA. Contexto esse que quebra o paradigma de loiras e morenas, a começar de Crystle Stewart, que passa a coordenar a etapa americana do Miss Universo a partir deste ano.
Com as notas apuradas, Cassidy Jo Jacks, 27, do Arizona, e Sydni Dion Bennett, 20, de Illinois, caíram para a 16ª e 17ª colocações, ficando fora do top 15. Os concursos da Pensilvânia (31/7), Minnesota e Nova Jersey (1º/8) devem ser decisivos para delinear parte do quadro de favoritas à sucessão de Asya, que ficou entre as 21 semifinalistas na competição de traje de banho do Miss Universo 2020, realizado em maio. Abaixo, em ordem decrescente, as notas das 40 candidatas já eleitas para o Miss USA 2021

NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM DECRESCENTE
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
A’Niyah Birdsong (IN) 10 9,987 9,989 9,992
Allison Chu (HI) 10 9,983 9,989 9,990
Allison Cook (OR) 10 9,981 9,984 9,988
Layilah Nasser (MD) 9,996 9,984 9,986 9,988
Bailey Anderson (MS) 9,995 9,983 9,986 9,988
Sarah de Souza (MA) 10 9,976 9,987 9,987
Alexis Bland (WV) 9,987 9,985 9,989 9,987
Gracie Hunt (KS) 10 9,974 9,986 9,986
Joye Forrest (MO) 10 9,979 9,976 9,985
Sasha Perea (DC) 10 9,972 9,985 9,985
Christina Thompson (VA) 9,987 9,981 9,989 9,985
Stephanie Barber (AR) 9,989 9,978 9,986 9,984
Jami Forseth (MT) 9,985 9,984 9,983 9,984
Cora Griffen (GA) 9,979 9,986 9,989 9,984
Erika Etzelmiller (NE) 10 9,967 9,984 9,983
Cassidy Jo Jacks (AZ) 10 9,962 9,987 9,983
Sydni Dion Bennett (IL) 10 9,981 9,967 9,982
Kataluna Enriquez (NV) 9,987 9,974 9,986 9,982
Elizabeth Pistole (TN) 9,985 9,974 9,987 9,982
Ashley Cariño (FL) 9,979 9,983 9,986 9,982
Nicole Wess (OH) 9,994 9,967 9,983 9,981
Chrissy Brodie (WA) 9,987 9,975 9,983 9,981
Mackenzie Kern (WY) 9,987 9,973 9,985 9,981
Drew Sanclemente (DE) 9,972 9,984 9,989 9,981
Albreuna Gonzaque (OK) 9,987 9,965 9,987 9,979
Caitlyn Vogel (ND) 9,984 9,967 9,986 9,979
Marley Stokes (SC) 10 9,977 9,957 9,978
Amanda Torchia (CT) 9,965 9,977 9,989 9,977
Tanya Crowe (LA) 9,976 9,989 9,956 9,973
Joanna Nagle (VT) 9,976 9,961 9,967 9,968
Samantha Catherine Keaton (WI) 9,952 9,967 9,985 9,968
Caroline Pettey (SD) 9,995 9,896 9,987 9,959
Madison Bryant (NC) 10 9,978 9,896 9,958
Katarina Schweitzer (ID) 9,986 9,972 9,899 9,952
Elle Smith (KY) 9,897 9,974 9,987 9,952
Veronica Iris Bates (ME) 9,967 9,892 9,988 9,949
Alexandria Flanigan (AL) 9,897 9,952 9,987 9,945
Madison Edwards (AK) 9,893 9,956 9,987 9,945
Katie Wadman (IA) 9,876 9,875 9,986 9,912
Taylor Fogg (NH) 9,854 9,867 9,985 9,902
NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM ALFABÉTICA
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Alexandria Flanigan (AL) 9,897 9,952 9,987 9,945
Madison Edwards (AK) 9,893 9,956 9,987 9,945
Cassidy Jo Jacks (AZ) 10 9,962 9,987 9,983
Stephanie Barber (AR) 9,989 9,978 9,986 9,984
Amanda Torchia (CT) 9,965 9,977 9,989 9,977
Drew Sanclemente (DE) 9,972 9,984 9,989 9,981
Sasha Perea (DC) 10 9,972 9,985 9,985
Ashley Cariño (FL) 9,979 9,983 9,986 9,982
Cora Griffen (GA) 9,979 9,986 9,989 9,984
Allison Chu (HI) 10 9,983 9,989 9,990
Katarina Schweitzer (ID) 9,986 9,972 9,899 9,952
Sydni Dion Bennett (IL) 10 9,981 9,967 9,982
A’Niyah Birdsong (IN) 10 9,987 9,989 9,992
Katie Wadman (IA) 9,876 9,875 9,986 9,912
Gracie Hunt (KS) 10 9,974 9,986 9,986
Elle Smith (KY) 9,897 9,974 9,987 9,952
Tanya Crowe (LA) 9,976 9,989 9,956 9,973
Veronica Iris Bates (ME) 9,967 9,892 9,988 9,949
Layilah Nasser (MD) 9,996 9,984 9,986 9,988
Sarah de Souza (MA) 10 9,976 9,987 9,987
Bailey Anderson (MS) 9,995 9,983 9,986 9,988
Joye Forrest (MO) 10 9,979 9,976 9,985
Jami Forseth (MT) 9,985 9,984 9,983 9,984
Erika Etzelmiller (NE) 10 9,967 9,984 9,983
Kataluna Enriquez (NV) 9,987 9,974 9,986 9,982
Taylor Fogg (NH) 9,854 9,867 9,985 9,902
Madison Bryant (NC) 10 9,978 9,896 9,958
Caitlyn Vogel (ND) 9,984 9,967 9,986 9,979
Nicole Wess (OH) 9,994 9,967 9,983 9,981
Albreuna Gonzaque (OK) 9,987 9,965 9,987 9,979
Allison Cook (OR) 10 9,981 9,984 9,988
Marley Stokes (SC) 10 9,977 9,957 9,978
Caroline Pettey (SD) 9,995 9,896 9,987 9,959
Elizabeth Pistole (TN) 9,985 9,974 9,987 9,982
Joanna Nagle (VT) 9,976 9,961 9,967 9,968
Christina Thompson (VA) 9,987 9,981 9,989 9,985
Chrissy Brodie (WA) 9,987 9,975 9,983 9,981
Alexis Bland (WV) 9,987 9,985 9,989 9,987
Samantha Catherine Keaton (WI) 9,952 9,967 9,985 9,968
Mackenzie Kern (WY) 9,987 9,973 9,985 9,981

Após a rodada, o panorama de classificação das 15 semifinalistas (considerando o padrão adotado pela Miss Universe Organization no Miss USA 2020) é este:

-A’Niyah Birdsong (IN)-9,992
-Allison Chu (HI)-9,990
-Allison Cook (OR)-9,988
-Layilah Nasser (MD)-9,988
-Bailey Anderson (MS)-9,988
-Sarah de Souza (MA)-9,987
-Alexis Bland (WV)-9,987
-Gracie Hunt (KS)-9,986
-Joye Forrest (MO)-9,985
-Sasha Perea (DC)-9,985
-Christina Thompson (VA)-9,985
-Stephanie Barber (AR)-9,984
-Jami Forseth (MT)-9,984
-Cora Griffen (GA)-9,984
-Erika Etzelmiller (NE)-9,983

-Cassidy Jo Jacks (AZ)-9,983
-Sydni Dion Bennett (IL)-9,982
-Kataluna Enriquez (NV)-9,982
-Elizabeth Pistole (TN)-9,982
-Ashley Cariño (FL)-9,982
-Nicole Wess (OH)-9,981
-Chrissy Brodie (WA)-9,981
-Mackenzie Kern (WY)-9,981
-Drew Sanclemente (DE)-9,981
-Albreuna Gonzaque (OK)-9,979
-Caitlyn Vogel (ND)-9,979
-Marley Stokes (SC)-9,978
-Amanda Torchia (CT)-9,977
-Tanya Crowe (LA)-9,973
-Joanna Nagle (VT)-9,968
-Samantha Catherine Keaton (WI)-9,968
-Caroline Pettey (SD)-9,959
-Madison Bryant (NC)-9,958
-Katarina Schweitzer (ID)-9,952
-Elle Smith (KY)-9,952
-Veronica Iris Bates (ME)-9,949
-Alexandria Flanigan (AL)-9,945
-Madison Edwards (AK)-9,945
-Katie Wadman (IA)-9,912
-Taylor Fogg (NH)-9,902

As notas de avaliação foram ponderadas a partir da verificação de noticiário, redes sociais e iconografia fotográfica da candidata realizadas após cada concurso estadual apurado pela redação do Críticas entre os dias 26 e 27 de julho de 2021. Vale ressaltar que esta sondagem não reflete, necessariamente, a classificação oficial para as semifinais do Miss USA 2021, bem como para suas etapas classificatórias posteriores (trajes de banho, trajes de gala e entrevistas finais).

Avaliações anteriores
Avaliações parciais
*1ª avaliação parcial: 9 de março de 2021
*2ª avaliação parcial: 14 de março de 2021
*3ª avaliação parcial: 22 de março de 2021
*4ª avaliação parcial: 27 de abril de 2021
*5ª avaliação parcial: 2 de maio de 2021
*6ª avaliação parcial: 9 de maio de 2021
*7ª avaliação parcial: 24 de maio de 2021
*8ª avaliação parcial: 7 de junho de 2021
*9ª avaliação parcial: 13 de junho de 2021
*10ª avaliação parcial: 21 de junho de 2021
*11ª avaliação parcial: 28 de junho de 2021
*12ª avaliação parcial: 12 de julho de 2021
*13ª avaliação parcial: 19 de julho de 2021

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Assunto da semana: Enfim, depois de um ano, tem a Olimpíada


É cedo para mensurarmos a importância da Olimpíada pandêmica

Fotos Abbie Parr/Getty Images/23.07.2021 e Reprodução/Mercado Livre


Com apenas um dia de competições concluído em Tóquio, em nada importa o tamanho do isqueiro Fiat Lux que deram à Naomi Osaka para acender a pira de cerejeira da Olimpíada que começou na manhã da sexta-feira (23). Um ano de atraso e aqui estamos para falar, enfim, de Olimpíada. Mas não para encará-la como especial de horário nobre. A NBC terá de passa-lo para o Daytime Emmy, de menor importância, onde morrem as novelas e reinam os programas de entrevistas e de competições. De competição em competição…
Cinco anos após o Rio 2016, as opções de TV para a Olimpíada de Verão ficaram reduzidas com o acordão da Rede Globo com o Comitê Olímpico Internacional, assinado ainda em 2015 e que vai até os Jogos de Brisbane, em 2032. É tempo demais para tanto esporte. A Globo foi pega na culatra com a pandemia, que remexeu no plano comercial original para Tóquio 2020, que previa mandar uma manada de gente à capital japonesa. Olimpíada adiada, Globo e Band tiveram de refazer as contas. Só a segunda decidiu mandar pessoal.
Ficou sem sentido qualquer intenção fosse da Rede Globo ou do Sportv fazerem cenários concentrados no Brasil, todos virtuais. Disso, as duas emissoras entendem muito bem, mas é para outras coisas. Fazer fundo falso da Baía do Tóquio, não: é um atentado ao bom-senso e à estética de cobertura. Fica uma coisa grotesca made in Estúdios Globo. Usar os estúdios das novelas para fazer cobertura esportiva é o extremo do mau gosto. Vamos deixar o resto do serviço para os nossos atletas e os dos outros países, por favor?
Até que as coisas aparentemente estejam normalizadas nos Jogos de Paris, daqui a três anos, não dá sequer para falar em colocar narrador e comentarista in loco. É coisa a se pensar mais para à frente. Em termos de Olimpíada, o mercado publicitário se mancou da confusão que a pandemia causou. Os patrocinadores do COI fugiram da Globo. É coisa ruim. Para 2024, talvez se pense em uma Olimpíada híbrida, com público nas arenas e narradores ora in loco, ora remotos. Já aconteceu isso em outras vezes, Boa semana a todos.


Publicação simultânea com o Arte & Fest do Jornal Meio Norte da segunda (26/7)

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