EXCLUSIVO: A avaliação geral do Críticas para o concurso Miss Brasil 2016 após a divulgação dos vídeos oficiais das 27 candidatas estaduais na televisão e na internet


Paraense Fablina Paixão tira paulista Sabrina de Paiva do ranking de 15 favoritas a uma vaga entre as semifinalistas; vice-líder na rodada anterior, piauiense Lara Lobo cai para a oitava colocação após apresentação de vídeo oficial

Da redação TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/16.09.2016
Representante de Marabá no certame estadual ocupa a 11ª colocação

A conclusão da divulgação dos vídeos oficiais das 27 candidatas ao título de Miss Brasil 2016 trouxe novo ânimo para a definição do quadro de 15 favoritas ao título, ao menos na definição das favoritas a uma vaga entre as semifinalistas. As candidatas de Alagoas, Gabriela Marinho, Rio Grande do Sul, Letícia Borghetti, Amazonas, Brena Dianná, Paraíba, Mayrla Vasconcelos, e Sergipe, Carol Valença, seguem como as que tem maiores possibilidades de figurar entre as classificadas. Vice-líder na avaliação geral anterior, a candidata do Piauí, Lara Lobo, caiu para a oitava colocação com a nota de transmídia, atribuída após a exibição de seu vídeo oficial em bloco na noite do sábado (24), pela Rede Bandeirantes, ao lado das candidatas do Pará, Fablina Paixão (11ª colocada), e do Espírito Santo, Beatriz Leite (18ª).
A nota de Fablina derrubou uma das até então favoritas ao top 15, a paulista Sabrina de Paiva, que ocupa agora a 16ª colocação. No entanto, Sabrina ainda está viva na disputa pela vaga, pois ainda dependerá da nota a ser apurada a partir da apresentação preliminar de traje de banho feita para um grupo de jurados na tarde do mesmo sábado em que a Band concluía os boletins de horário nobre com as candidatas estaduais. As notas em ordem decrescente estão logo abaixo

NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM DECRESCENTE
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho (herdada) Traje de Gala (herdada) Vídeo Oficial Média Geral
Gabriela Marinho (AL) 10 10 9,985 9,995
Letícia Borghetti (RS) 10 10 9,979 9,993
Brena Dianná (AM) 10 10 9,926 9,975
Mayrla Vasconcelos (PB) 10 10 9,899 9,966
Carol Valença (SE) 10 10 9,897 9,965
Danielle Marion (RN) 10 9,951 9,921 9,957
Mariana Guerra (SC) 10 9,989 9,879 9,956
Lara Lobo (PI) 9,987 10 9,879 9,955
Morgana Carlos (CE) 10 9,877 9,962 9,946
Raíssa Santana (PR) 9,959 9,938 9,939 9,945
Fablina Paixão (PA) 10 9,839 9,979 9,939
Deise D’anne (MA) 9,971 9,950 9,895 9,938
Victoria Esteves (BA) 10 9,836 9,977 9,937
Yara Deckner (MS) 10 9,826 9,979 9,935
Joely Teixeira (AP) 9,951 9,977 9,873 9,933
Sabrina de Paiva (SP) 9,877 9,923 9,979 9,926
Talita Martins (PE) 10 9,897 9,879 9,925
Beatriz Leite (ES) 9,897 10 9,879 9,925
Sarah Souza (DF) 10 9,839 9,925 9,921
Iane Cardoso (RR) 10 9,867 9,875 9,914
Paloma Marques (MG) 9,891 9,899 9,951 9,913
Jaqueline Verrel (TO) 9,978 9,875 9,877 9,910
Mariana Theol (RO) 9,851 9,932 9,899 9,894
Mônica França (GO) 9,923 9,879 9,869 9,890
Taiany Zimpel (MT) 9,871 9,851 9,925 9,882
Sabrina Amorim (RJ) 9,833 9,877 9,879 9,863
Juciane Menezes (AC) 9,627 9,879 9,879 9,795
NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM ALFABÉTICA
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Vídeo Oficial Média Geral
Juciane Menezes (AC) 9,627 9,879 9,879 9,795
Gabriela Marinho (AL) 10 10 9,985 9,995
Joely Teixeira (AP) 9,951 9,977 9,873 9,933
Brena Dianná (AM) 10 10 9,926 9,975
Victoria Esteves (BA) 10 9,836 9,977 9,937
Morgana Carlos (CE) 10 9,877 9,962 9,946
Sarah Souza (DF) 10 9,839 9,925 9,921
Beatriz Leite (ES) 9,897 10 9,879 9,925
Mônica França (GO) 9,923 9,879 9,869 9,890
Deise D’anne (MA) 9,971 9,950 9,895 9,938
Taiany Zimpel (MT) 9,871 9,851 9,925 9,882
Yara Deckner (MS) 10 9,826 9,979 9,935
Paloma Marques (MG) 9,891 9,899 9,951 9,913
Fablina Paixão (PA) 10 9,839 9,979 9,939
Mayrla Vasconcelos (PB) 10 10 9,899 9,966
Raíssa Santana (PR) 9,959 9,938 9,939 9,945
Talita Martins (PE) 10 9,897 9,879 9,925
Lara Lobo (PI) 9,987 10 9,879 9,955
Sabrina Amorim (RJ) 9,833 9,877 9,879 9,863
Danielle Marion (RN) 10 9,951 9,921 9,957
Letícia Borghetti (RS) 10 10 9,979 9,993
Mariana Theol (RO) 9,851 9,932 9,899 9,894
Iane Cardoso (RR) 10 9,867 9,875 9,914
Mariana Guerra (SC) 10 9,989 9,879 9,956
Sabrina de Paiva (SP) 9,877 9,923 9,979 9,926
Carol Valença (SE) 10 10 9,897 9,965
Jaqueline Verrel (TO) 9,978 9,875 9,877 9,910

Após a rodada, o panorama das 15 semifinalistas (de acordo com os padrões da organização do Miss Brasil) é este:

-Gabriela Marinho (AL)-9,995
-Letícia Borghetti (RS)-9,993
-Brena Dianná (AM)-9,975
-Mayrla Vasconcelos (PB)-9,966
-Carol Valença (SE)-9,965
-Danielle Marion (RN)-9,957
-Mariana Guerra (SC)-9,956
-Lara Lobo (PI)-9,955
-Morgana Carlos (CE)-9,946
-Raíssa Santana (PR)-9,945
-Fablina Paixão (PA)-9,939
-Deise D’anne (MA)-9,938
-Victoria Esteves (BA)-9,937
-Yara Deckner (MS)-9,935
-Joely Teixeira (AP)-9,933

-Sabrina de Paiva (SP)-9,926
-Talita Martins (PE)-9,925
-Beatriz Leite (ES)-9,925
-Sarah Souza (DF)-9,921
-Iane Cardoso (RR)-9,914
-Paloma Marques (MG)-9,913
-Jaqueline Verrel (TO)-9,910
-Mariana Theol (RO)-9,894
-Mônica França (GO)-9,890
-Taiany Zimpel (MT)-9,882
-Sabrina Amorim (RJ)-9,863
-Juciane Menezes (AC)-9,795

As notas de avaliação foram ponderadas a partir da verificação dos vídeos oficiais veiculados tanto na programação da Rede Bandeirantes quanto pelo canal oficial de YouTube do Miss Brasil pela redação do Críticas, entre os dias 24 e 27 de setembro de 2016. Vale ressaltar que esta sondagem não reflete, necessariamente, a classificação oficial para as semifinais do Miss Brasil 2016, bem como para suas etapas classificatórias posteriores (trajes de banho, trajes de gala e entrevista final).

Avaliações anteriores

Avaliações parciais
*1ª avaliação parcial: 28 de agosto de 2016
*2ª avaliação parcial: 30 de agosto de 2016
*3ª avaliação parcial: 3 de setembro de 2016
*4ª avaliação parcial: 6 de setembro de 2016
*5ª avaliação parcial: 8 de setembro de 2016
*6ª avaliação parcial: 11 de setembro de 2016
*7ª avaliação parcial: 16 de setembro de 2016

Avaliações gerais
*Divulgação de 24 vídeos oficiais: 21 de setembro de 2016

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A audiência americana da quarta noite da temporada 2016-2017, quinta-feira, 22 de setembro de 2016


Entre novas séries, Notorious derrota Pitch, mas prejudica volta de How to Get Away with Murder com derrota humilhante para The Blacklist

Da redação TV em Análise

Adam Glanzman/Getty Images/22.09.2016
Monólogo dos Patriots no Thursday Night Football com Brady ainda suspenso foi o destaque da noite

Em noite de 27 a 0 para o New England Patriots sobre o HoustoN Texans no Thursday Night Football da CBS (o antepenúltimo do pacote da emissora para a temporada 2016), nem Pitch tampouco Notorious conseguiram ter audiências de impacto para a FOX ou para a ABC. Pelo contrário: no caso desta última, a trama coestrelada pela quase quarentona Piper Perabo, 39, fez afastar telespectadores da estreia da terceira temporada de How to Get Away with Murder, que amargou uma derrota humilhante para a estreia da quarta temporada de The Blacklist, tanto na medição domiciliar quanto no total de telespectadores e média demográfica na faixa de 18 a 49 anos.

Fotos Eli Joshua Ade/ABC/Divulgação e Tommy Garcia/FOX/Divuçgação

Na faixa chave de público para as decisões das agências e anunciantes, Notorious derrotou Pitch com média de 1,2 e share de 4 contra 1,1 e 4 da concorrente. Não dá para mensurar ainda se estas foram as piores estreias de séries novatas do ciclo da fall-season 2016. Um ranqueamento detalhado das estreias da primeira semana será feito mais adiante pelo TV em Análise Críticas, quando todos os números de todas as estreias de séries novatas forem reuinidos. No modeklo usado no ano passado, Supergirl foi a estreia mais vista, mas a resistência de executivos da CBS à fórmula não evitou a sua debandada para a The CW, de público mais adequado. Nos números finais, as duas tramas acabaram empatadas em 1,1 e 4. Nenhuma das estreias de temporada programadas por ABC, FOX e NBC sofreu alteração dos números prévios para os números finais.
No escopo do horário nobre, o futebol americano fez a CBS liderar com 12,42 milhões de telespectadores, média de 9,2 e share domiciliar de 16 pontos. A ABC ocupou a vice-liderança, com 6,39 milhões, média de 4,7 e share de 8. A NBC ficou na terceira colocação, com 6,22 milhões, 4,2 e 7. Mais atrás, a FOX ocupou a quarta colocação, com 3,93 milhões de telespectadores, média de 3,0 e share de 5. Por último, as reprises da The CW registraram 1,14 milhão de telespectadores, média de 0,6 e share de 1.
Entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos, a CBS disparou na liderança, com média de 4,0 e share de 14. A concorrente mais próxima, a ABC, registrou média de 1,7 e share de 6, seguida da NBC, com 1,3 e 5. FOX (0,9 e 3) e The CW (0,3 e 1) ficaram abaixo da margem de 1 ponto. Hora por hora (horários da costa leste americana), os dados da Nielsen Media Research agrupados por programa:

Hora Programa Rede Telesp. (000) Média/Share (dom)
20h Thursday Night Football – pré-jogo CBS 9,46 5,4/10
Grey’s Anatomy – estreia de temporada ABC 8,59 6,2/10
Superstore – estreia de temporada NBC 5,45 3,7/6
Rosewood – estreia de temporada FOX 3,59 2,8/5
The Flash – reprise The CW 1,32 0,8/1
20h30 Thursday Night Football – New England Patriots x Houston Texans CBS 13,02 9,7/16
The Good Place – estreia de horário NBC 5,17 3,5/6
21h Chicago Med – estreia de temporada NBC 6,95 4,6/7
Notorious – estreia ABC 5,43 4,1/7
Pitch – estreia FOX 4,28 3,1/5
Supernatural – reprise The CW 0,96 0,5/1
22h The Blacklist – estreia de temporada NBC 6,40 5,3/8
How to Get Away with Murder – estreia de temporada ABC 5,15 3,9/7

NOTA: Os números acima divulgados são preliminares e estão sujeitos a modificação. Incluem audiência ao vivo e DVR para exibição na mesma noite

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A audiência americana da terceira noite da temporada 2016-2017, quarta-feira, 21 de setembro de 2016


Retorno de Empire impõe dura derrota a séries estreantes

Da redação TV em Análise

Richard Foreman, Jr/FOX/Divulgação/21.09.2016
A exceção foi Lethal Weapon, que deu apoio para o drama musical ganhar musculatura

Nenhuma das três novas séries que estrearam nas redes abertas americanas na quarta-feira (21), na terceira noite da abertura da temporada televisiva 2016-2017, conseguiu ter público e média maiores que a estreia da terceira temporada de Empire. Esta é uma constatação. A outra, vem da FOX, casa de Empire, que viu seu pré-show, a estreia de Lethal Weapon, adaptação de filme, ocupar a vice-liderança na faixa das 20h. Já foi um bom começo. Numericamente, não deve se dizer o mesmo de Designated Survivor e Speechless, porque são da ABC e não da FOX. Na FOX, Lethal Weapon fez a audiência de seu piloto servir de “escada” para a volta de Empire, único programa a passar da casa dos 10 milhões de telespectadores entre todas as cinco principais redes abertas americanas. É coisa que não acontece desde a estreia da fracassada versão americana do The X-Factor, em 2011. E só tem acontecido nos dois últimos anos com Empire.
No escopo do horário nobre, o “efeito Empire” fez a FOX assumir a liderança de forma tranquila, com 9,3 milhões de telespectadores, média de 6,2 e share domiciliar de 10 pontos. Com as duas estreias que teve – Speechless e Designated Survivor, mais estreias de temporadas de produções renovadas, a ABC ocupou a vice-liderança, com 8,09 milhões de telespectadores, média de 5,8 e share de 10. Na sequência, com a estreia da 33ª temporada de Survivor e a final da 18ª do Big Brother, a CBS ocupou a terceira colocação, com 7,83 milhões, 4,8 e 8. A NBC ocupou a quarta colocação, com 6,85 milhões de telespectadores, 4,6 e 8. Por fim, a The CW teve na sua noite de comédias 1,19 milhão de telespectadores, média de 0,9 e share domiciliar de apenas 1 ponto.
Entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos, a FOX também liderou, com média de 3,1 e share de 11, seguida dA ABC, com 2,2 e 8, CBS (2,1/8), NBC (1,6/6) e The CW (0,3/1). Hora por hora (horários da costa leste americana), os dados da Nielsen Media Research agrupados por programa:

Hora Programa Rede Telesp. (000) Média/Share (dom)
20h Survivor: Millenials vs. Gen X – estreia de temporada CBS 9,35 5,7/9
Lethal Weapon – estreia FOX 7,80 5,3/9
The Goldbergs – estreia de temporada ABC 6,80 4,9/8
Blindspot – estreia de horário NBC 6,00 4,3/7
Penn & Teller: Fool Us – reprise The CW 1,19 0,9/2
20h30 Speechless – estreia ABC 7,29 5,1/8
21h Empire – estreia de temporada FOX 10,80 7,2/11
Modern Family – estreia de temporada ABC 8,16 5,8/9
Law & Order: SVU – estreia de temporada NBC 7,69 5,1/8
Whose Line is It Anyway? The CW 1,13 0,8/1
21h30 Black-ish – estreia de temporada ABC 6,42 4,5/7
Big Brother – final de temporada CBS 6,32 3,7/9
Whose Line is It Anyway? – reprise The CW 1,22 0,8/1
22h Designated Survivor – estreia ABC 9,95 7,2/12
Chicago PD – estreia de temporada NBC 6,86 4,4/8

NOTA: Os números acima divulgados são preliminares e estão sujeitos a modificação. Incluem audiência ao vivo e DVR para exibição na mesma noite

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Band coloca funcionária na direção da Organização Miss Brasil Universo para dificultar negociações de João Appolinário com a Rede Globo por contratos futuros de transmissão


Karina Ades assume vaga que já pertenceu a ex-ministro do (des)governo FHC

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Lucas Ismael/Organização Miss Brasil Universo/24.09.2016
Maior problema de Ades é com coordenadores estaduais que não aceitam seus métodos de trabalho

A nomeação da diretora de cinema Karina Ades, gerente artística do canal pago Arte 1, para a direção da Organização Miss Brasil Universo levanta um indício cada vez mais forte de interferência do Grupo Bandeirantes de Comunicação nos cargos mais importantes do corpo diretivo da entidade que, desde janeiro, detém a concessão do concurso de Miss Universo para o Brasil. Gerida por um consórcio formado pela empresa de televendas Polishop, pela agência de modelos Ford Models Brasil e pelo grupo norte-americano de entretenimento WME/IMG, a nova estrutura de organização do Miss Brasil chega a seu debute como pessoa jurídica engessada pelas conveniências da ainda contratante dos negócios do Miss Universo para o Brasil, a Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão. Ainda, pelo ponto de vista do contrato renovado na surdina no final de setembro de 2015, na sede da WME/IMG, em Beverly Hills, na presença dos chefes do grupo, Ari Emanuel, 55, e Patrick Whitesell, 51.
De 2003 a 2011, a Band tem transmitido o Miss Brasil e o Miss Universo mediante acordos e aditivos assinados com a Gaeta Promoções e Eventos, que detinha esse direito desde 1999, mas não os repassava a nenhuma emissora a pedido da Rede Globo, detentora na prática à época desses direitos, que usava a Gaeta como preposta. Durante toda a década de 1990, a Globo se assenhorou do Miss Brasil para impedir que qualquer emissora o transmitisse, bem como o Miss Universo e o Miss Mundo, únicos concursos internacionais de beleza televisionados no país, cujos direitos pertenceram ao SBT de 1982 a 1988.
E foi no período da Globo que o Brasil conheceu seus piores resultados no concurso de Miss Universo, obtendo apenas duas classificações entre as semifinalistas. Na década anterior, a de 1980, o país tivera quatro classificações não consecutivas. Com a chegada da Band à organização do Miss Brasil, o país obteve três classificações entre as semifinalistas nos anos 2000 e cinco nos anos 2010, até agora. Parte desses resultados positivos para o país no Miss Universo veio na gestão de Ades em cargos intermediários da extinta Enter e depois, na função atual, iniciada em 1º de novembro de 2015. Na gestão da Gaeta, Ades estava no andar de baixo, no posto de roadie da produção das transmissões do Miss Brasil e de concursos regionais promovidos pela Band desde o ciclo de 2004. Tinha de responder às ordens dos chefes da quadrilha da Gaeta, Boanerges Gaeta Jr. e Nayla Micherif, coordenadores da masmorra brasileira no Miss Universo a qual só acabaria em casa, com o terceiro lugar da gaúcha Priscila Machado, em 12 de setembro de 2011.
Com a chegada da Enter e da Band à coordenação nacional do Miss Universo, em 25 de setembro de 2011, Karina Ades foi promovida de posto. De produtora, passou a diretora geral das transmissões inerentes ao Projeto Miss, inclusive as de emissoras afiliadas, que, na prática, não tinham poder nenhum para produzir nada. Tinham de se submeter às vontades do esquema da Gaeta, que nomeava afiliadas do SBT, Globo, Rede TV! e até mesmo algumas TVs educativas para transmitir os concursos estaduais, fazendo um verdadeiro assalto aos cofres públicos. Com a Enter/Band na coordenação do Miss Brasil, as bandalheiras das coordenações estaduais com o “esquema Globo” acabaram. Todas tiveram que aceitar a agenda da Band ou não teriam concurso estadual transmitido de maneira alguma. É o que acontece desde 2011 com o concurso de Miss Piauí, cujo coordenador, Nelito Marques, 72, espera pela implantação da emissora própria da Band em Teresina para poder colocar seu concurso de volta à tela da TV, depois de seis anos. Caso a Band Piauí saia do papel, o Miss Piauí 2017 poderá ter transmissão garantida.
A principal função de Karina Ades na direção do Miss Brasil não é fiscalizar as etapas estaduais, mas a advogar pelos interesses da Band junto aos coordenadores estaduais. Alguns, como o paraense Herculano Silva, tem se mostrado reticentes em permitir a transmissão de seus eventos a despeito dos pedidos de Ades para que certames como o Miss Pará sejam televisionados. Muitos coordenadores culpam a não transmissão de seus eventos devido ao calendário imposto pela Band, que exige a realização dos certames locais aos sábados, o que os coordenadores fora do eixo São Paulo-Rio Grande do Sul não aceitam. Bahia, Ceará, Goiás, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte realizaram seus certames em dias úteis, mas não conseguiram permissão da Band para transmiti-los ao vivo na data de sua organização. Por causa de uma prova da IndyCar, o Miss Santa Catarina 2016 foi gravado para ir ao ar após a corrida do Texas, realizada no dia 27 de agosto.
Se Karina Ades tivesse agido mais fundo nos bastidores para apartar as insatisfações de certos coordenadores estaduais, como os do Pará e do Amazonas, o ciclo do Miss Brasil 2016 teria chegado a 12 concursos estaduais transmitidos local ou nacionalmente. Não chegou a essa meta. Muitos coordenadores já estão se queixando dos métodos de trabalho impostos por Ades às afiliadas da Band, muitas delas sem equipamentos de transmissão externa ao vivo em alta definição (720×1080 ou 16:9). As emissoras que tem esse tipo de equipamento só possuem material na definição padrão (480×720 ou 4:3). É exatamente por conta do zelo técnico exigido que o empresário João Appolinário, 51, quer tirar o Miss Brasil da Rede Bandeirantes após a conclusão do contrato com a Miss Universe Organization e a WME/IMG, em 2020. A meta do CEO da Polishop é colocar os 27 concursos estaduais em HD antes de 2019, mas tal meta não será possível: muitos coordenadores estaduais sequer possuem pessoas jurídicas formadas para a promoção de seus certames, o que dificulta a entrada das afiliadas da Band no negócio da maioria dos concursos estaduais, sobretudo nas regiões norte, nordeste (salvo exceções) e centro-oeste. No sudeste, apenas o concurso de São Paulo foi televisionado no ciclo de 2016. Todos os da região sul foram transmitidos.
Levar os concursos estaduais para grupos regionais poderosos como Anhanguera, RBS, Rede Mato-grossense de Televisão e Rede Amazônica, apenas para citar os grupos de afiliadas da Rede Globo com presença em mais de uma capital de Estado, não será uma tarefa nada fácil para Appolinário, que como gestor da Organização Miss Brasil Universo, terá de se submeter por mais mais quatro anos às humilhações impostas pela Band aos coordenadores regionais. Parte deles já ameaça abandonar o ramo após o Miss Brasil 2016, independentemente do resultado do concurso de daqui a cinco dias, no Citibank Hall paulistano. Colocar os certames de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco nas mãos das emissoras próprias da Globo será outro processo ainda mais dramático. Vai envolver conversações doloridas com coordenadores municipais, parte deles reticente em ceder seus certames ao modus operandi da família Marinho, o qual já derrubou ministros, presidentes, governadores de Estado e até técnicos da Seleção Brasileira de Futebol masculino e dinamitou a Seleção Permanente de Futebol Feminino, bem como os campeonatos de futebol feminino, o Brasileirão das divisões inferiores (B, C e D), bem como os campeonatos estaduais de futebol das divisões de acesso.

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A audiência americana da segunda noite da temporada 2016-2017, terça-feira, 20 de setembro de 2016


Estreia de série de ex-ator de NCIS é a mais vista da noite

Da redação TV em Análise

David M. Russell/CBS/Divulgação
Bull desbancou This is Us e ajudou CBS a liderar noite em telespectadores e na média domiciliar

Centrada em Bull e This is Us, a segunda noite de estreias da fall-season 2016 fez a CBS e a NBC parearem a liderança do horário nobre das cinco principais redes abertas americanas. Com maior vantagem para o drama médico do ex-NCIS Michael Watherly, a CBS emplacou o novo drama mais visto da segunda noite entre as redes abertas. Isso considerando a magreza de ofertas do segundo dia do novo ciclo televisivo – o resto, tirando a grade da The CW e realities de competição, foi composto de estreias de temporadas. E coube exatamente à série que projetou Waetherly registrar a maior audiência entre as produções renovadas.
Por uma pequena margem, a CBS liderou o escopo do horário nobre com 14,09 milhões de telespectadores, média de 8,8 e share domiciliar de 15 pontos. A NBC ocupou a vice-liderança com 11,43 milhões, 7,3 e 12. Na terceira colocação, a ABC registrou módicos 6,88 milhões de telespectadores, 4,9 e 8. Na quarta colocação, a FOX fechou a noite com 2,3 milhões, 1,6 e 3. Por último, a The CW registrou 757 mil, 0,5 e 1.
Entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos, no entanto, a situação muda: a NBC ocupou a liderança com média de 3,2 e share de 11, seguida da CBS, que ficou com 1,9 e 7. A ABC manteve-se na terceira colocação, com 1,4 e 5, seguida da FOX (1,0/4) e The Cw (0,2/1). Hora por hora (horários da costa leste americana), os dados da Nielsen Media Research agrupados por programa:

Hora Programa Rede Telesp. (000) Média/Share (dom)
20h NCIS – estreia de temporada CBS 15,63 9,8/16
The Voice – audições cegas NBC 12,15 7,7/13
Dancing with the Stars – resultados ABC 8,54 6,1/10
Brooklyn Nine-Nine – estreia de temporada FOX 2,39 1,8/6
The Flash – reprise The CW 0,91 0,6/1
20h30 New Girl – estreia de temporada FOX 2,32 1,8/3
21h Bull – estreia CBS 15,49 9,7/15
Scream Queens – estreia de temporada FOX 2,24 1,5/2
MADtv The CW 0,60 0,5/1
22h NCIS: New Orleans – estreia de temporada CBS 11,17 7,1/13
This is Us – estreia NBC 9,98 6,5/11
Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D – estreia de temporada ABC 3,58 2,4/4

NOTA: Os números acima divulgados são preliminares e estão sujeitos a modificação. Incluem audiência ao vivo e DVR para exibição na mesma noite

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A audiência americana da primeira noite da temporada 2016-2017, segunda-feira, 19 de setembro de 2016


Kevin Can Wait salva e The Good Place estraga o início de ciclos da CBS e NBC

Da redação TV em Análise

Justin Lubin/NBC/Divulgação
Derrota para série sobre assassinato de ex-miss mirim caiu como uma bomba

Para as duas únicas novas séries que inauguraram o ciclo televisivo americano 2016-2017, a segunda-feira, 19 de setembro de 2016, não foi um grande dia como se esperava. Nem Kevin Can Wait, tampouco a prévia de The Good Place conseguiram convencer o público. No caso desta última, ao invés de reter público da estreia da 11ª temporada do The Voice, simplesmente o espantou. Na faixa das 22h30, The Good Place chegou a perder em telespectadores para um documentário sobre o caso da ex-miss mirim JonBenet Ramsey, que a CBS estava ecibindo. Foi uma sova de 7,08 milhões de telespectadores ante 8,55 milhões, demonstrando a incompetência da NBC em escolher os pós-shows do Voice. Timeless, a estrear no dia 3 de outubro, deve recuperar esse prejuízo (se é que vai recuperar alguma coisa).
Do lado de Kevin Can Wait, a retenção de público recebido da estreia da 10[ temporada de The Big Bang Theory foi bem mais significativa, a ponto de fazer com que The Case of JonBenet Ramsey derrotasse The Good Place na média de telespectadores ligados na sua faixa de exibição. O interesse do público americano por esse crime que completa duas décadas sem solução é tanto que obrigou a própria CBS a postergar algumas estreias de séries roteirizadas que ocorreriam agora. Terão de esperar debate presidencial e a conclusão da cota da emissora na temporada 2016 do Thursday Night Football.
Apesar do erro crasso em ter programado uma comédia para sua noite inaugural da temporada, a NBC liderou o escopo do horário nobre, com 10,68 milhões de telespectadores, média de 7,1 e share domiciliar de 11 pontos. Ao menos, nesse dia, está voltando a ser a velha NBC de guerra (tirando Olimpíadas). Na segunda colocação, a CBS registrou 9,95 milhões, 6,7 e 11. No cangote, a ABC registrou 8,61 milhões de telespectadores, média de 6,1 e share domiciliar de 10 pontos. O início do ciclo rendeu à FOX a quarta colocação, com 4,09 milhões de telespectadores, média de 2,9 e share de 4. Por último, a The CW, abastecida com reprises, fechou a noite com 1,13 milhão de telespectadores, média de 0,7 e share domiciliar de apenas 1 ponto.
Entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos, a NBC também venceu a noite, com média de 3,0 e share de 10. Na sequência, a CBS registrou 2,2 e 8, seguida da ABC (1,4/5), FOX (1,3/4) e The CW (0,3/1). Hora por hora (horários da costa leste americana), os dados da Nielsen Media Research agrupados por programa:

Hora Programa Rede Telesp. (000) Média/Share (dom)
20h The Big Bang Theory – estreia de temporada CBS 15,44 10,6/17
The Voice – estreia de temporada NBC 12,00 8,0/12
Dancing with the Stars – performances ABC 10,59 7,6/12
Gotham – estreia de temporada FOX 3,78 2,8/4
Supergirl – reprise The CW 1,12 0,6/1
20h30 Kevin Can Wait – estreia CBS 11,15 7,1/11
21h The Case of JonBenet Ramsey CBS 8,28 5,6/9
Lucifer – estreia de temporada FOX 4,41 2,9/5
Supergirl – reprise The CW 1,14 0,7/1
22h The Good Place – estreia NBC 8,06 5,3/9
Match Game – final de temporada ABC 4,66 3,2/6

NOTA: Os números acima divulgados são preliminares e estão sujeitos a modificação. Incluem audiência ao vivo e DVR para exibição na mesma noite

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Dono da Organização Miss Brasil Universo já projeta transição do Miss Brasil para a Globo em 2021


João Appolinário aguarda apenas fim do compromisso com a Band para poder iniciar tratativas diretas com a família Marinho

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Purepeople/Reprodução
Colocação de Dani Suzuki na apresentação do miss 2016 é um indício da mudança que ainda está por acontecer na etapa brasileira do Miss Universo nos direitos de TV aberta

Os dias da Rede Bandeirantes na organização e transmissão do concurso de Miss Brasil já estão definitivamente contados. É o que avalia o empresário João Appolinário, 51, CEO da Organização Miss Brasil Universo, joint venture formada pela empresa de varejo Polishop, a agência Ford Models e o grupo americano de entretenimento WME/IMG, após os dois primeiros dias de programação oficial do concurso Miss Brasil 2016, em um hotel do bairro do Brooklin Novo (zona oeste de São Paulo). De acordo com o executivo, negociações para que a Rede Globo assuma os direitos de transmissão do Miss Brasil a partir de 2021 estariam sendo conduzidas em sigilo, mas nada estaria sendo informado agora “para não atrapalhar a parceria excelente” que mantém com a Band para exploração comercial da marca Miss Brasil até 2020, abarcada dentro de um acordo de licenciamento com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, detentor da concessão do concurso de Miss Universo para o Brasil desde 2012 e dos direitos de TV aberta do certame para o país desde 2003.
No entanto, alguns obstáculos estariam sendo encontrados pela Organização Miss Brasil junto à Globo para a concretização do acordo a médio prazo. A emissora da família Marinho teria pedido que os concursos estaduais não fossem televisionados em rede nacional, segundo fontes da organização do Miss Brasil, “para não prejudicar as peculiaridades regionais” e “por razões estratégicas”. No mercado, a Globo condicionou sua participação no projeto do Miss Brasil à liberação de artistas mantidos sob o regime de contrato por obra, como é o caso das atrizes Mariana Rios, 31, e Daniele Suzuki, 39, escaladas para eventos do ciclo do Miss Brasil 2016 que foram ou ainda serão transmitidos pela Band.
Para poder transmitir o concurso nacional, a Globo teria feito exigências à Organização Miss Brasil Universo, como a de vincular o nome do concurso Miss Brasil às causas apoiadas pelo Grupo Globo, como a campanha beneficente Criança Esperança, realizada desde 1986 em conjunto com a Unesco. Além disso, pelo plano da Globo, as misses estaduais e a própria vencedora do Miss Brasil teriam contrato de exclusividade de um ano com o Grupo Globo, cedendo suas imagens a outras empresas do grupo, como Globosat e Infoglobo. Nesse ponto, Appolinário não teria concordado e preferiu manter o acordo de patrocínio proposto pela Band até 2020. Os valores não foram revelados, mas, no mercado, fala-se que a Polishop teria pago R$ 31 milhões pelo naming right do Miss Brasil, além dos usos de espaços reservados às coordenações estaduais, afiliadas da Band e outros parceiros regionais de apoio.
Outro ponto de discórdia entre Appolinário e a Globo está na cessão dos direitos de imagem das misses para a Globo Esportes, braço esportivo da emissora carioca, para que as misses servissem de madrinhas de projetos sociais da Globo, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), das federações estaduais de futebol e da FIFA, como parte do legado da Copa de 2014. O intento da Globo é usar as misses do Miss Brasil como garotas propaganda dos projetos das Copas do Mundo de 2018 e 2022, as que estão sob direitos da emissora carioca até agora. Em janeiro, Appolinário já havia se manifestado contra a criação de uma empresa para gerir apenas a organização do Miss Brasil e deter a concessão do Miss Universo para o Brasil, no lugar da Enter, empresa da Band que encerrou suas atividades. O nome Organização Miss Brasil Universo já foi registrado na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) e no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
O plano de Appolinário, já demonstrado em sua rede social, é tirar o Miss Brasil das mãos da Band em 2021 e passá-lo para as mãos da Globo. A intenção é fazer com que o certame saia da média nacional de 2,5 pontos (na Band, referente ao concurso de 2015) para 16 a 17 pontos (caso a migração para a Globo dê certo). Em outros tempos, o Miss Brasil chegou a registrar até 40 pontos de audiência, como ocorreu na única vez que a Record exibiu o certame, em 1981.
Procurada pela reportagem do TV em Análise Críticas, a Organização Miss Brasil Universo informa que não vai comentar sobre negociações futuras, alegando “sigilo”.

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