A fé cega da coordenação bolsonarista do concurso Miss Brasil em querer vencer o concurso Miss Universo a qualquer preço


Não se faz isso no grito

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Autêntica Filmes/Divulgação/21.10.2019


O desespero do empresário bolsonarista Winston Ling em querer a terceira coroa de Miss Universo para o Brasil se traduz em irresponsabilidade e incompetência a qualquer preço. No dia 13, o país vai completar 52 anos sem vencer o concurso. A nova coordenação do Miss Brasil já começou plantando fake news relativa à data da 69ª edição do concurso de Miss Universo. Com o quadro da pandemia, não há condições de se fazer o concurso antes de setembro. Há outras coordenações nacionais envolvidas. Ainda por cima, há o Miss USA, que define a candidata americana. Esse é o ponto.
O comportamento sádico de Roberto Macedo nos vídeos de apresentação do projeto U Miss Brasil beira à infantilidade e à falta de bom senso. Pensa que o Miss Universo 2020 vai acontecer logo. Não é assim: o Miss USA tem de ser realizado antes, para dar sala aí sim para o Miss Universo. A Miss Universe Organization está em desespero sobre como dar condições para a 69ª edição do Miss Universo ser viabilizada. A curva de casos vai baixar? O vírus vai desaparecer? As restrições vão ser levantadas? Não antes, a depender de cada governo federal, estadual, departamental, provincial ou municipal.
Até 2014, quando estava na Band, o Miss Brasil vivia rodeado de patrocinadores. A recessão fez o concurso perder patrocinadores a partir de 2015, quando esteve sob a custódia da Polishop. A Band amargou um rombo de R$ 20 milhões. Pela segunda vez desde 1991, o Miss Brasil não terá transmissão televisiva. A migração para uma plataforma digital é um malefício enorme para o quesito audiência. Afasta anunciantes e público. Isso no momento em que o setor audiovisual começa a se reabrir em um Estado.
Repito: a condição de se fazer a 69ª edição do Miss Universo em dezembro é zero. Em nome da ciência, diretores da MUO já acenam a sua realização apenas em março de 2021, pela segurança e pela saúde das candidatas, das equipes de produção e do público. É loucura pensar em realizar Miss Universo às pressas em cenário trágico de coronavírus.
Sobre a decisão de fazer aclamação para não deixar o Brasil fora do Miss Universo 2020, acho a mais sensata. É o tipo de coisa que o SBT deveria ter feito em 1990. A conta da ausência da 39ª edição do Miss Universo é irreparável. A noite de 15 de abril de 1990 passou em brancas nuvens. A tevê de Sílvio Santos perdeu o ciclo após o Miss Brasil 1989 sem fazer investimentos no núcleo de misses. O SBT já caminhava para marcar presença nas 27 capitais. Só conseguiu isso em 1991, quando o Miss Universo não estava mais lá.
Nem Winston Ling tampouco Roberto Macedo devem apelar para os expedientes mais baixos antes mesmo da aclamação do nome da sucessora da mineira Júlia Horta, 26. Cobrar um terceiro título de Miss Universo para o país na base do grito é comportamento típico de quem agride as instituições, os órgãos de imprensa e debocha da sociedade civil organizada. Faz o povo brasileiro de idiota e imbecil. Também é coisa de gente da Globo, que cobra o hexa de uma selecinha incompetente desde a Copa da Alemanha, em 2006.

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Empresário chinês que comprou franquia do Miss Universo no Brasil é bolsonarista, lê Ayn Rand e ataca órgãos de imprensa


A folha corrida de Winston Ling

Da redação TV em Análise

Reprodução/Facebook


A notícia de que o empresário chinês Winston Ling assumiu a concessão do concurso de Miss Universo no Brasil causa perplexidade dada a sua mobilização para financiar movimentos de extrema direita e passeatas antidemocráticas, com insultos a ministros do Supremo Tribunal Federal. No momento em que o novo coronavírus matou mais de 65 mil pessoas na terra de Martha Rocha, entre elas Aldir Blanc, Daisy Lúcidi, Paulinho Paiakan, um ex-diretor do Fantástico (José Itamar de Freitas) e uma maestrina da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Naomi Munakata), Ling usa do negacionismo mais sórdido para atacar a imprensa profissional que tanto cobriu o concurso em boa parte de seus 65 anos de existência. Desqualifica recomendações do Hospital Israelita Albert Einstein desaconselhando o uso da cloroquina para tratar da doença. Se torna um acinte à liberdade de imprensa e ao exercício do jornalismo profissional.
Dono do Mercado Livre, Winston Ling é natural de Santa Rosa, na fronteira gaúcha com o Uruguai.  Investiu na tolice dos órgãos de imprensa com a assessoria do Grupo Bandeirantes de Comunicação e sua rede aberta de televisão para iniciar uma política de morte ao legado de 38 classificações no Miss Universo. O missólogo Roberto Macedo, tal qual o cantor Lobão, caiu na conversa do chinês, que Evandro Hazzy quer investigar para colocar no ar nos telejornais e programas da Band. O “mago das misses” desconfia.
Leitor de Ayn Rand (1905-1982), Winston Ling ataca as práticas do bom jornalismo. Coloca suas máquinas para destruir outdoors escritos “Fora Bolsonaro”. Coloca para correr as torcidas organizadas do Flamengo, do Vasco, do Fluminense, do Botafogo, do Corinthians, do São Paulo, do Palmeiras, do Santos. Chama de idiotas Bianca Rothier, Candice Carvalho, Cecília Malan, Heraldo Pereira, Ilze Scamparini, Maria Beltrão, Mônica Bergamo, Pedro Vedova, Rodrigo Carvalho e Vera Magalhães. E de patifes Flávia Oliveira, Gerson Camarotti, Guga Chacra, Lucas Mendes e Merval Pereira. Para Ling, os jornalistas do Consórcio de Veículos de Imprensa da pandemia são párias comunistas, tanto quanto o governador Eduardo Leite e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, ambos do PSDB dos roubos paulistas das obras do Rodoanel e da quadrilha de José Serra.
Da mesma forma, o novo dono do Miss Brasil ataca os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro que entregaram para a Rede Globo os extratos do Imposto de Renda do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos), hoje senador. Considera o repórter Paulo Renato Soares, ex-RBS, lixo humano por fazer o papel de informar a sociedade. Desqualifica Marielle: O Documentário, Marighella, a Academia Brasileira de Cinema, a Academia Brasileira de Letras, o Datafolha, o INPE, o Ibope e a NASA. É da corja que chamou a sueca Greta Thunberg de “pirralha”. Na sua visão estreita de mundo, que nega a realidade dos fatos, ONGs ambientalistas como Greenpeace e WWF são lixo.
Se Winston Ling lesse as aberrações de Abraham Weintraub como ministro da Educação, cairia de boca nas postagens antissemitas e contra chineses. A carta do Miss Universo não permite que gente desse porte assuma coordenações nacionais. No entanto, recomendações dadas desde Donald Trump tem feito potências derrocarem. Tem sido assim com a Suécia. Amanhã poderá ser com o Brasil ou com a Colômbia. Suas mentiras que já derrubaram dois ministros da Saúde chancelaram o passaporte para o enterro da tradição. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) manifestou preocupação com a decisão de Ling privilegiar plataformas digitais em detrimento de redes nacionais abertas. O Miss Brasil veste a camisa do bolsonarismo, resta saber até quando. Nos governos militares pós-golpe de 1964, o concurso foi desprezado, principalmente nos anos em que ocorreu em Brasília (1973 a 1980). O presidente Jair Bolsonaro, que testou positivo para o coronavírus, tem o general assassino Brilhante Ustrra como livro de cabeceira. A adaptação do Miss ao olavismo cobrará seu preço.

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , , , , | 1 Comentário

Coração mata aos 87 a baiana Martha Rocha, primeira brasileira eleita para a disputa do título de Miss Universo, em 1954: foi 2º


Enterro ocorreu em Niterói

Da redação TV em Análise
Com G1

Acervo Última Hora/Folhapress/29.06.1954


A primeira Miss Brasil da história, a soteropolitana Martha Rocha, morreu aos 87 anos em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, vítima de um infarto em decorrência de um enfisema pulmonar, de acordo com um de seus filhos. Ela se tornou a primeira brasileira a representar o país no Miss Universo, em julho de 1954.
Martha ficou em segundo lugar na terceira edição do Miss Universo, realizada em Long Beach, no dia 24 de julho de 1954. A primeira edição do Miss Brasil ocorreu no dia 26 de junho de 1954, aos 18, no hotel Quitandinha, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, e foi patrocinada pelo Grupo Folha. Sua derrota no concurso internacional gerou a lenda das duas polegadas a mais em relação à americana Miriam Stevenson, que rendeu marchinha de carnaval. Ela passou a vida negando essa história.
Martha foi casada com um empresário português, que morreu vítima de acidente aéreo, anos após sua eleição. Na década de 1990, entrou em dificuldades financeiras. Benquista entre as misses da nova geração, começou a cobrar para aparecer em eventos, como uma forma de sobreviver ao calote provocado, segundo ela, por um ex-cunhado. Chegou a residir em Volta Redonda (Vale do Aço do sul fluminense). Viveu em um asilo de idosos.
O enterro da ex-miss Brasil Martha Rocha ocorreu no Cemitério do Santíssimo Sacramento, também em Niterói. De acordo com um de seus três filhos, Álvaro Piano, Martha levava uma vida “sofrida” nos últimos anos, estava acamada e não andava.
Martha Rocha teve outro casamento após a morte trágica de Álvaro Piano pai. Desde Marisa Fully Coelho, em 1998, ela é a oitava Miss Brasil a morrer. Nas últimas duas décadas também saíram de cena Adalgisa Colombo, Ana Cristina Ridzi, Fabiane Niclotti, Kátia Moretto, Maria José Cardoso e Rejane Vieira da Costa.
Em uma rede social, o porta-voz da nova coordenação do Miss Brasil, Roberto Macedo, escreveu: “Descanse em paz, Martha Rocha, você fez o Brasil muito mais feliz!”. Rafaela Zanella, Miss Brasil de 2006, enalteceu a representatividade da baiana para o meio miss.

A REPERCUSSÃO

“Descanse em paz, eterna musa do Brasil!”
(Monalysa Alcântara, piauiense eleita Miss Brasil de 2017)

“Descanse em paz nossa primeira Miss Brasil! Lembro eu muito nervosa nos bastidores do Miss Santa Catarina e ela entrou, pois gostaria de ver as candidatas de perto. Com a sua beleza quase hipnotizei!”
(Carina Beduschi, catarinense eleita Miss Brasil em 2005)

“Uma estrela se apaga aqui e começa a brilhar no céu. Linda Martha Rocha iniciou uma nova jornada de volta pra casa #missbrasil54.”
(Jacqueline Meirelles, mato-grossense eleita Miss Brasil de 1987 pelo Distrito Federal)

“Descanse em paz nossa Miss Brasil 1954 Martha Rocha.”
(Deise Nunes, gaúcha eleita Miss Brasil de 1986)

“E lá se vai a nossa Diva Martha Rocha… agora vai embelezar os céus do Universo.”
(Márcia Gabrielle, carioca eleita Miss Brasil de 1985 pelo Mato Grosso)

“Que ela fique para a história,não pela sua beleza, nem pela famosa lenda, mas por sua incrível capacidade de amar os amigos e sua grande alegria de viver. Vá em paz minha amiga.”
(Ieda Maria Vargas, gaúcha eleita Miss Universo em 1963)

Publicado em História, Nossas Venezuelas, Obituário | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Pandemia diminui marcha de nacionais do Miss Universo 2020


Ciência e cautela de coordenações devem resvalar na decisão de adiar sucessão de Zozibini Tunzi para março de 2021

Da redação TV em Análise

Jason Bean/Reno Gazette-Journal via USA Today Network/02.05.2019
Sarah Rose Summers (Nebrasca) passou a coroa para Cheslie Kryst (Carolina do Norte) em Reno


A desaceleração provocada pela pandemia do novo coronavírus forçou as coordenações nacionais do Miss Universo a reverem seus planos para a realização dos certames ou, na pior das hipóteses, fazer aclamações. Essa situação já foi adotada por Curaçao e Panamá, mas deve ser seguida por outras coordenações, inclusive a que vai assumir no Brasil. Eventos como o Miss Venezuela, Miss Universo Filipinas e Miss USA já começaram a adotar medidas mais drásticas, como a eliminação de público das finais televisionadas e o distanciamento entre as candidatas.
O medo gerado pelos informes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a doença já afeta os ânimos de quem trabalha no meio miss em vários países. A Miss Universe Organization, já pensando nesse cenário, decidiu adiar a 69ª edição do concurso de Miss Universo para março de 2021. A entidade não vai entrar em loucuras de reabertura de fronteiras. Quer esperar a situação em certos países das Américas, com turistas impedidos de transitar pelo bloco europeu. Essa é a trava para a negociação da cidade-sede.
Potências do Miss Universo, Estados Unidos e Brasil são os países com o maior número de casos e de mortos pela Covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Colômbia, Filipinas, Porto Rico e Venezuela, que também tem grandes retrospectos no concurso, no entanto, ficam atrás nesse aspecto macabro. O Equador, que fez um festão para receber o Miss Universo em 2004, agora se notabiliza pelos cadáveres à espera de enterros.
Com os prognósticos sombrios da pandemia, os concursos nacionais programados agora para julho foram remarcados para datas posteriores. As situações de reaberturas econômicas e de reconfinamentos devem ditar os rumos da sucessão de Zozibini Tunzi, 26, inclusive em seu país natal, a África do Sul. O concurso local está com as candidatas definidas. Com a pandemia, é grande a incerteza sobre o modus operandi da final. A tendência de distanciamento e realização sem público é a mais provável.
Acostumado a aglomerações desde seu início em 1952, o Miss Universo terá se de adaptar ao “novo normal” para sobreviver a uma eventual segunda onda da pandemia. A paralisia de agora dos concursos nacionais denota em que pé a corrida à sucessão de Zozi deve ficar. Esperar pela vacina é o bom senso de quatro em cada cinco coordenadores nacionais.

Publicado em Jóia da coroa, Mondo cane, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

Nova coordenação do concurso Miss Brasil começa a trabalhar


Perfis de mídias sociais já estão ativos

Da redação TV em Análise

Max Carvalho/Divulgação/17.09.2019


Com o nome de U Miss Brasil, a nova coordenação do concurso de Miss Brasil iniciou seus trabalhos na tarde desta quinta-feira (2) com a ativação de seus perfis de mídias sociais – Facebook, Twitter e Instagram. A nomenclatura é para diferenciar das franquias existentes do Miss Brasil após a sua primeira fragmentação, em 1981, e da segunda, iniciada em 2006. Os primeiros posts do Instagram foram dedicados a exaltar a história das principais representantes no Miss Universo e enfocar a atual Miss Brasil, a mineira Júlia Horta, 26.
As negociações de patrocinadores terão início depois que o nome da empresa organizadora for revelado na segunda-feira (7). Ela será a décima empresa a organizar a etapa brasileira do Miss Universo desde sua criação, em 26 de junho de 1954, em Petrópolis.
A opção pelo nome U Miss Brasil, foi um meio termo entre Miss Brasil Universo e Miss Brasil, nome mais latente na história do país segundo seu assessor de imprensa Roberto Macedo. Porto Rico adota o nome Miss Universo Porto Rico, a Espanha, Miss Universo Espanha, e a Colômbia passou a usar Miss Universo Colômbia. Isso para citar casos de maior importância entre as 107 coordenações nacionais filiadas ao Miss Universo.
A decisão de manter o Brasil na 69ª edição do concurso de Miss Universo, previsto para março de 2021, ganhou força após o Grupo Bandeirantes de Comunicação rescindir contrato com a Miss Universe Organization, no dia 10 de março. A parceria da Band foi a segunda mais longa entre as direções nacionais do Miss Universo no Brasil (17 anos, entre 2003 e 2019), ficando atrás apenas dos Diários Associados, que ficaram com a franquia por 26 anos, entre 1955 e 1980. O país ficou fora do Miss Universo em 1990 porque a emissora que tinha a representação à época, o SBT, perdeu todos os prazos.
Após a saída da Band, a pressão para que a franquia brasileira do Miss Universo fosse assumida por outro grupo foi intensa nas redes sociais, principalmente no Instagram. As negociações foram conduzidas sob sigilo pela MUO, que cogitou assumir o Miss Brasil de forma direta. No entanto, teria de ter a participação de um grupo local. Esse era o entrave.
Com a mudança de mãos, a primeira decisão adotada disse respeito à idade de participação das candidatas, que passou de 19 a 25 anos para 18 a 28 anos, para atender aos padrões do Miss Universo. Gaeta, Enter e Polishop cogitaram adaptar a idade de participação de candidatas do Miss Brasil aos padrões do Miss Universo a partir de 2006, mas a ideia não avançou por pressão de patrocinadores e da emissora responsável.
O Brasil é o sexto país a mudar a coordenação do Miss Universo para a temporada de 2020. Anteriormente Colômbia, Espanha, Guatemala, Filipinas e Nepal tinham feito o mesmo. Entre as potências do concurso, é a terceira mudança para o ciclo.

Publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Mistério sobre empresa que assumiu concessão do concurso Miss Universo no Brasil persiste a seis dias do anúncio oficial


Redes sociais começam a funcionar amanhã

Da redação TV em Análise

Rodrigo Trevisan/Band/Miss Brasil/Divulgação/09.03.2019
A mineira Júlia Horta deverá coroar sua sucessora em estúdio por pandemia


A seis dias de seu anúncio oficial, a identidade da empresa que assumiu a concessão do concurso de Miss Universo no Brasil permanece desconhecida. De acordo com apuração do TV em Análise Críticas, um grupo de empresários bolsonaristas teria fechado com a Miss Universe Organization um contrato de cinco anos, válido até 2024, para representar os interesses do concurso no país. Os valores são mantidos em sigilo.
De acordo com o assessor de imprensa do Miss Brasil, Roberto Macedo, as redes sociais da nova coordenação brasileira do Miss Universo começam a funcionar nesta quinta-feira (2). A opção de indicar a representante brasileira no Miss Universo 2020 já está sacramentada. Outra mudança será o retorno das cores nacionais (verde e amarela), como vinha sendo adotado até 2016, para a faixa da sucessora da mineira Júlia Horta, 26, que já gravou vídeo para a organização do Miss Brasil. A coroação da indicada deverá ser em estúdio devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 59 mil pessoas no país, de acordo com o Consórcio de Veículos de Imprensa formado por G1, O Globo, Folha de S. Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo e Extra.
A exemplo do que ocorreu nas coordenações do SBT, Grupo Bandeirantes de Comunicação e Polishop, a sede da coordenação do Miss Brasil permanecerá em São Paulo, para que o concurso se aproxime dos grandes anunciantes. A expectativa é de que os concursos estaduais já realizados passem a valer para o Miss Brasil 2021. A nova coordenação deverá entrar em contato com os coordenadores que trabalharam com a Band até março, quando a emissora rompeu contrato vigente com a Miss Universe Organization. A nova direção do Miss Brasil já iniciou tratativas para a exibição em TV aberta do Miss Universo a partir desde ano, obedecendo a um contrato de cinco anos, válido até 2024, renováveis por mais cinco anos, até 2029. O mesmo valerá para o Miss Brasil e para os concursos estaduais.
Outros detalhes relativos à nova estrutura do Miss Brasil serão divulgados até o início de agosto, antes da aclamação da candidata nacional ao Miss Universo 2020. A montagem da nova estrutura de coordenação dos concursos estaduais levará mais tempo: devido à pandemia, o processo deve sofrer retardo de seis meses e ser iniciado em abril do próximo ano. Estes, por sua vez, tem até outubro de 2021 para fechar a estrutura dos concursos municipais, para evitar influências políticas e de organizações criminosas.
De acordo com uma fonte do Miss Brasil, “o que se tenta fabricar é uma estrutura mais idônea possível, livre das marmeladas e das fraudes de antigamente”. A coordenação será rígida com a aplicação da idade limite de 18 a 28 anos para a inscrição de candidatas. Mulheres casadas, divorciadas, grávidas ou que tenham dado à luz (mesmo solteiras), posado para ensaios de nudez ou feito vídeos eróticos (inclusive de sexo explícito) ou estar em desacordo com as boas condições de saúde requeridas não poderão participar.

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

72ª festa de entrega do Primetime Emmy corre risco de ser por videoconferência em função da pandemia do novo coronavírus


ABC já estuda colocar Jimmy Kimmel para apresentar premiação de casa

Da redação TV em Análise

Kevin Winter/Getty Images/18.09.2016


Planejada para o dia 20 de setembro, a 72ª festa de entrega do Primetime Emmy pode não ser realizada no Microsoft Theater, em Los Angeles, em função de medidas de segurança sanitária que a Academia de Televisão já começou a adotar devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com a entidade, a princípio, as premiações técnicas previstas para o sábado e domingo anteriores à premiação principal, deverão obedecer ao sistema de videoconferência. A possibilidade deve se estender à premiação, que não deverá contar pela primeira vez com tapete vermelho, para evitar aglomerações.
A assessoria da ABC, emissora que vai exibir a premiação nos Estados Unidos, já está ciente das decisões que a Academia de Televisão tomar para a segurança das equipes de produção, que deverão ser remanejadas. Equipes de câmera e iluminação deverão servir para a possível produção ao vivo da casa do apresentador Jimmy Kimmel, 52. De lá, deverão ser centralizadas as operações de videoconferência para as casas dos indicados nas 25 categorias principais, entre atores, roteiristas, apresentadores e produtores.
Com a videoconferência, a ABC e a Academia de Televisão esperam economizar recursos que seriam gastos no credenciamento de agentes artísticos, jornalistas e representantes de emissoras e estúdios, fora os próprios artistas. Festas pós-premiação deverão ser virtuais, para atender às recomendações do Centro de Controle de Doenças (CDC) do governo americano e dos Departamentos de Saúde de Los Angeles e da Califórnia.
Em qualquer formatação, a TNT vai exibir a 72ª edição do Primetime Emmy no Brasil às 21h (horário de Brasília). As indicações serão anunciadas no dia 28 de julho.

Publicado em Eventos, Mondo cane, Premiações | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

O baiano bolsonarista por trás da nova estrutura do Miss Brasil


Decisões sobre mudança na franquia brasileira do Miss Universo partiram de São Paulo por pressão de anunciantes

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Instagram via Blog Fernando Machado/30.01.2019


A presença do jornalista baiano Roberto Macedo nas negociações para a troca da coordenação brasileira do concurso de Miss Universo expõe as vísceras de uma plataforma do bolsonarismo de tentar aclimatar os concursos de beleza às suas ideologias tacanhas. O mistério em torno de quem assumiu a concessão do Miss Brasil no lugar do Grupo Bandeirantes de Comunicação vai ganhando ares de decifração à medida que se descobrem ingredientes da ala ideológica quer contamina o Executivo federal.
Numa pista, há o nome da empresária Iara Jereissati, nome indicado pela Rede Globo, que faz oposição ferrenha ao presidente Jair Bolsonaro. As digitais da tevê da famíglia Marinho nas negociações para operar o Miss Brasil, os 27 concursos estaduais e mais de 400 concursos municipais estão bastante nítidas. A Globo não assume porque não quer. Isso apesar de ter a seus pés os anunciantes da CBF, da FIFA e do COI, o pessoal da Associação Brasileira de Anunciantes, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade, o capital financeiro e o poder político de suas afiliadas, controladas por oligarquias.
Na troca, também estão envolvidos os interesses da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de obras de caridade parceiras da Miss Universe Orgfanization. É essa turma que deve servir de avalista para a Globo pagar US$ 16 milhões por um contrato de cinco anos, válido até 2024, renováveis por mais cinco – até 2029. A Vênus Platinada começa a se assenhorar do sonho de miss. Começa a ditar a verba e o verbo sobre o futuro do Miss Brasil, do Miss Universo e dos concursos locais.
A nova estrutura do Miss Brasil começa a se valer do falso moralismo e da hipocrisia de atrizes como Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa e de defuntos da Central Globo de Jornalismo, ora colocados em sistema de “home office” no Fantástico para atacar Bolsonaro e sua família, chamada por eles de “familícia”. Isto para não falar dos imbecis do Manhattan Connection apresentados pela boneca Susi de Brasília(*). Basta ver o que os idiotas da GloboNews vivem falando contra o presidente da República. Imagina quando receber amparo estatal da Secretaria de Cultura do Laranjal do Ministério do Turismo, que já foi da ex-atriz(**) Regina Duarte e agora está nas mãos de Mário Frias, bolsonarista histriônico que tenta matar a Indústria Audiovisual do Brasil e perseguir ex-colegas. O que Maitê Proença falou na CNN para derrubar Reinaldo Gottino serve como alerta. Rubem Fonseca, Aldir Blanc, Moraes Moreira, Flávio Migliaccio. Quantos cadáveres mais serão ignorados para serem colocados na mesma cova rasa da suicida Fabiane Niclotti?
Todo o processo de transição do Miss Universo no Brasil passa perto da ETEC Roberto Marinho, construída perto da filial paulistana da Globo, na avenida Berrini, ao lado da marginal fétida do rio Pinheiros e da ponte estaiada que inspirou o cenário da 60ª edição do concurso de Miss Universo, realizada em São Paulo no dia 12 de setembro de 2011. Foi no cenário inspirado na “ponte da Ditabranda” que uma angolana levou o título.
Biógrafo da Miss Universo de 1968, Martha Vasconcellos, Roberto Macedo vinha compartilhando na sua conta do Facebook material de perfis de extrema-direita investigados no inquérito das fake news, instaurado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que tem praticamente a idade de nosso jejum de títulos de Miss Universo. O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e ex-ministro da Justiça no desgoverno Michel Temer nasceu no dia do AI-5, 13 de dezembro de 1968. Martha levou a coroa de Miss Universo no dia 13 de julho, em Miami Beach, cinco meses antes das trevas começarem. Trevas essas que resultaram em cassações, censura prévia à imprensa e às artes e espetáculos e imposição de exílio e banimento a artistas opositores e políticos de esquerda. Quantas novelas e músicas não foram censuradas? Quantas matérias jornalísticas não foram censuradas e acabaram sendo trocadas por receitas de bolo? O temor da fabricação de uma Sara Winter no Miss Brasil 2020 é enorme.
Na nova coordenação do Miss Brasil, Roberto Macedo será treinador de mídia.


(*)Trata-se da repórter Camila Bonfim, do Jornal Nacional
(**)De acordo com a repórter Délis Ortiz, no mesmo JN

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Os dois ensaios da atriz e Miss Brasil de 1969 Vera Fischer para a edição brasileira da Playboy: agosto de 1982 e janeiro de 2000


Ela foi a primeira de três representantes brasileiras no Miss Universo que posaram nuas para a publicação

Fotos Márcia Ramalho/Playboy/Reprodução


Quando o segundo ensaio de Vera, que já tinha sido Jocasta em novela das oito, Doida Demais em um filme, dera um irmão a Rafaella Fischer e tinha se envolvido em briga a faca, saiu, a mato-grossense Jacqueline Meirelles, Miss Brasil de 1987 eleita pelo Distrito Federal, posara para a edição de outubro de 1988. O trabalho de Bob Wolfenson feito em Paris renderia, três anos mais tarde, convite para ser jurado da 49ª edição do concurso de Miss Brasil, realizada em São Paulo. Além de Vera e Jacqueline, Joseane Oliveira, representante brasileira no Miss Universo 2002, realizado em San Juan, ornara as páginas da edição de março de 2003, após a sua destituição por mentir sobre seu estado civil.

Fotos Bob Wolfenson/Playboy/Reprodução

Publicado em Divas, Nossas Venezuelas, Revistas | Marcado com , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Daqui a uma semana, Miss Universo no Brasil terá novas mãos


Resta dar nome aos bois

Da redação TV em Análise

Iwi Onodera/EGO/16.11.2015


O Brasil vai participar pela 66ª vez do concurso de Miss Universo, isso já está sacramentado. O que a opinião pública precisa saber é quem financia a franquia, quem vai dirigi-la no país e quais rumos vai tomar em termos de mídia. A estruturação da nova coordenação do Miss Brasil começou em outubro do ano passado, ainda com a Band, e tomou passos lentos. Figura-chave no início do processo, Evandro Hazzy foi afastado das funções após declarações suas a favor do assédio no concurso de Miss Goiás.
Como forma de blindar Hazzy de denúncias de candidatas em programas de televisão, o missólogo virou repórter policial. Nem assim, deixou de ter sua imagem associada ao escândalo recente. Com Hazzy fora do jogo, outros tabuleiros começaram a se movimentar. Ainda mais depois que o Grupo Bandeirantes de Comunicação rescindiu contrato com a Miss Universe Organization, no dia 10 de março. A Band tinha contrato com o Miss Universo até 2022. A emissora diz ter pago a multa contratual à Endeavor, empresa controladora da MUO, envolvida na transição do Miss Brasil.
A empresa que assumir o Miss Brasil a partir do dia 7 de julho, uma terça-feira, deve investir cerca de R$ 35 milhões até 2024 na adaptação dos concursos estaduais, municipais e regionais (no Distrito Federal) aos padrões do Miss Universo. Terá de convencer coordenadores que a idade limite agora é de 18 a 28 anos. Vai enfrentar cinturões evangélicos locais na liberação de candidatas transgêneros. Tentará impor os patrocinadores que a MUO exigir – se é que a MUO tenha ainda esse calibre financeiro.
Toda a equipe que trabalhou no Miss Brasil da Band será reaproveitada. Cerca de 60 profissionais nas áreas de produção, mídias sociais, jurídica, financeira, preparação e treinamento de candidatas, estilo, maquiagem, programação visual, iluminação, administração, relação com as coordenações estaduais, relações com o mercado e relações com a comunidade serão empregados de início. Parte do contingente de produção da Polishop também estará na nova equipe da etapa brasileira do Miss Universo.
A estruturação dos concursos estaduais será uma tarefa mais difícil. A pandemia do novo coronavírus emperrou os planos da nova direção de empenhar os 22 certames que restavam. Não há mais garantia de que as cinco candidatas já eleitas participem. A opção pela indicação é uma possibilidade. Os contratos com as coordenações estaduais e municipais só serão assinados para o concurso nacional de 2021. A MUO quer prazo para que a representante brasileira seja conhecida. O país tem até agosto para definir o nome.

Publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário