Kiko Nogueira: O revoltado on line que assediou Dilma em sua visita aos EUA é mais um caso em que cabe a pergunta: falta uma tragédia ocorrer para alguém tomar uma atitude?


O nome do rapaz é Igor Gilly e ele é mais um genérico de revoltado on line

Do Diário do Centro do Mundo

Captura de tela/Diário do Centro do Mundo

Você não precisa ser um especialista em psicologia das massas para perceber que o ambiente carregado de ódio no Brasil necessita de uns poucos fósforos a mais para acabar em desastre.
O revoltado on line que assediou Dilma em sua visita aos EUA é mais um caso em que cabe a pergunta: falta uma tragédia ocorrer para alguém tomar uma atitude?
A segurança da presidente, como de resto parte do governo, vive na Islândia. Um fulano com um boné ridículo, monoglota, entra na Universidade de Stanford junto com a comitiva presidencial brasileira e dois cúmplices numa boa.
Posta-se num corredor com um cúmplice. Quando ela passa, o sujeito grita: “assassina”, “ladra”, “comunista de merda”, “pilantra”. E então ameaça: “Terrorista que rouba a população tem mais é que ser morto”.
Falou, seguiu o grupo, fez o diabo até ser retirado por gente da universidade. Não sem antes ouvir do ministro da Defesa, Jaques Wagner, uma blague: “Está com muito dinheiro do papai no bolso?”
Esses tipos serão combatidos com piadas, portanto. Se for dinheiro do papai no bolso, este será o menor dos problemas. E quando for uma arma?
O nome do rapaz é Igor Gilly e ele é mais um genérico de revoltado on line. Sua dieta é a mesma de tantos cretinos que perderam a modéstia e que ganharam voz com as redes sociais, sendo seguidos por outros cretinos.
Seu Facebook mostra tudo: mora em San Francisco, sem ocupação definida, classe média, fã de Bolsonaro, a favor da intervenção militar, paranoico com o Foro de São Paulo, dizimista de Olavo de Carvalho.
Enfim, o pacote completo do idiota. Mas um idiota perigoso. Um idiota que vê que nada acontece por aqui com quem incita abertamente a violência e o assassinato.
O resultado de uma nação em que um policial federal pratica tiro ao alvo com uma foto da presidente e é parabenizado. Em que um apresentador de TV milionário, que passa boa parte do ano em Miami, faz discursos para seu público dominical dizendo que a única coisa organizada no Brasil é o crime e que somos o lugar da desesperança. Em que alguém considera normal vender um adesivo de carro com uma sexagenária de pernas abertas. Se for a mãe dele, tudo bem. Se for a presidente, dane-se.
Um energúmeno que, diante da total inação de seu “inimigo”, encontrará ainda uma maneira de cumprir a profecia segundo a qual “terrorista que rouba a população tem mais é que ser morto”.
Igor já está dando entrevistas no papel de heroi da pátria, se regozijando de sua esperteza ao enganar todo o mundo. “Isso é só o começo”, disse ao iG. “Gostaria de agradecer todos os brasileiros que estão me dando apoio, estou recebendo a cada segundo milhares de mensagens. Obrigado pelo carinho do pessoal por falarem que representei o povo brasileiro”.
Tudo em nome do republicanismo.

NOTA: Em respeito a seus leitores, o TV em Análise Críticas não irá reproduzir a canalhice cometida por esse elemento

Reprodução/Diário do Centro do Mundo


Energúmeno é fã de Bolsonaro em rede social

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Assunto da semana: A barraca vermelha das chamadas ‘séries limitadas’


25 possibilidades para o 67º Primetime Emmy de melhor minissérie

Fotos Marcos Ribolli/Globoesporte.com/31.12.2012 e History Channel/Divulgação


Direto ao ponto, a concorrência na categoria de melhor minissérie do 67º Primetime Emmy poderia ser maior se houvesse mais empenho e interesse dos canais abertos e pagos americanos em investir nesse gênero. Seletiva, a categoria abarca produções que só entraram na cédula de submissão para aparecerem como os anônimos que invadem as ruas de São Paulo a cada Corrida de São Silvestre. Corrida à premiação mais nobre da TV posta à mesa, opções não faltam em termos de excelência artística. Que tal começarmos por Houdini?

Lifetime/Divulgação/02.12.2014

Ainda no campo das produções de época, a tulha de inscritos se não é o grosso dos inscritos, é bastante expressiva. Da bíblica The Red Tent (com a carioca Morena Baccarin que teve aí sua única submissão para este ano) a The Book of Negroes, do canal especializado BET (Televisão de Entretenimento para Negros, em português mais radical que os idiotas da maioridade penal para bebês), a qualidade impressiona associações de críticos dos Estados Unidos. Se a coisa for para os lados de Olive Kitteridge, da HBO, melhor assim.

Michele K. Short/FX/Divulgação/09.10.2014

Obliquamente, o bom gosto de Ryan Murphy para o circo mágico de terror e sangue de American Horror Story: Freak Show não poderia faltar. É coisa indispensável ao sucesso crítico da franquia, cujo ponto forte deste ciclo são as atuações de Kathy Bates, Evan Peters, Michael Chiklis e Jessica Lange, para citar as carnes mais nobres. Nada relacionado a açougues sensacionalistas. Para quem tem Syfy nos seus pacotes, Ascension é uma boa opção, mas é ruim em termos de premissa e texto. Deve parar nas categorias técnicas e fim.

Robert Viglasky/Sundance TV/Divulgação/13.08.2014

No menu de inscrições, não pode se deixar de destacar The Honorable Woman. Talvez possa ser indicada. Talvez, a depender da pensata que as tabulações do grupo de indicações tiverem tomado para serem levadas ao conhecimento público na manhã do próximo dia 16, em Los Angeles, logo cedo. A exemplo de AHS, o fator atuação vale mais do que pesa sua produção. Vide Maggie Gyllenhaal (para quem tem Netflix ou TNT Séries). 24: Live Another Day? Wolf Hall? Entre seis possibilidades é caso a pensar. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (5/7)

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As submissões na categoria de melhor minissérie do 67º Primetime Emmy


25 produções foram inscritas

Da redação TV em Análise

Michele K. Short/FX/Dibulgação/09.10.2014


American Horror Story: Freak Show, entre elas

Renomeada a partir deste ano como série limitada, a área de melhor minissérie do 67º Primetime Emmy recebeu 25 submissões. Entre os destaques, American Horror Story: Freak Show, Houdini e 24: Live Another Day foram exibidas no Brasil em canais pagos ou abertos. The Honorable Woman e Wolf Hall tiveram direitos de exibição adquiridos por serviços de streming, cuja audiência não é aferida por nenhum instituto.
Indicadas a premiações de associações de críticos ou de mid-season, The Book of Negroes e Olive Kitteridge também são favoritos a levar indicação. O prazo para votação nesta categoria acabou na sexta-feira (26). Abaixo, a lista detalhada de submissões para melhor minissérie:

A.D.: The Bible Continues
American Crime
American Horror Story: Freak Show
Ascension
Babylon
The Book of Negroes
The Casual Vacancy
Cucumber
DIG
The Divide
Full Circle
Gracepoint
The Honorable Woman
Houdini
The Lizzie Borden Chronicles
The Missing
Olive Kitteridge
The Red Tent
The Secret Life of Marilyn Monroe
The Slap
Sons of Liberty
Texas Rising
24: Live Another Day
Wolf Hall
The Wrong Mans

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Canal da minissérie The Kennedys vai exibir Miss USA 2015, mas petição quer concurso na NBC


Acordo emergencial foi assinado pela Miss Universe Organization

Da redação TV em Análise

Stacy Revere/Getty Images/08.06.2014


Nia Sanchez fará sucessora em emissora paga

Acabou a novela da transmissão televisiva do concurso Miss USA 2015: após ser ejetado das grades da NBC e da Univisión, o concurso será pela primeira vez em 51 anos como evento independente televisionado por um canal pago independente, o Reelz, sediado em Albuquerque (Novo México), que se tornou conhecido em 2012 por vencer uma disputa com outros canais para exibir a controversa minissérie The Kennedys, estrelada por Katie Holmes. O anúncio foi feito pela Miss Universe Organization na manhã desta quinta-feira (2), através de suas redes sociais e em comunicado da própria Reelz.
Devido a declarações consideradas racistas por parte das direções da NBC e da Univisión, Donald Trump perdeu US$ 27 milhões com os contratos de transmissão do Miss USA e Miss Universo em língua inglesa e língua espanhola para os Estados Unidos. O acordo com a NBC iria terminar somente em 2018, mas a parceria para os certames vinha desde 2003. Já a parceria com a Univisión, assinada em janeiro, não foi posta em prática devido aos comentários rancorosos de Trump sobre imigrantes ilegais mexicanos, atribuindo-lhes tráfico de drogas, estupro e ondas de criminalidade em cidades importantes.
Apesar do acordo, circula uma petição online pedindo que a NBC reconsidere a decisão de cancelar a exibição do Miss USA 2015 e volte atrás para exibir o concurso em TV aberta.Até o fechamento desta reportagem, 1.766 pessoas tinham assinado o pedido, que precisa de um quórum mínimo de 2.500 assinaturas. “Por favor, NBC, reconsidere a transmissão do concurso no dia 12 de julho. Estas mulheres (as 51 candidatas estaduais que já cumprem programação em Baton Rouge, Luisiana) precisam de seu reconhecimento por tudo o que foi posto de seu trabalho duro em favor de seus reinados longos”, finaliza o texto, assinado por uma missóloga texana.

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As contas dos 100 programas mais vistos da Grande São Paulo em junho de 2015


A hegemonia da Rede Globo no Ibope para nos 10 programas mais vistos. Diminui a cada 10 posições e corre risco de cair mauis

Da redação TV em Análise

Munir Chattack/Rede Record/Divulgação


Depois de matar Seti na novela, Yunet prepara veneno para o rancor do jornal anti-nacional e a infantilidade do folhetim do SBT

A listagem que o Ibope liberou com as 100 maiores audiências de TV aberta na Grande São Paulo no mês de junho de 2015 revela de início o óbvio: a Rede Globo se mantêm hegemônica nas 10 primeiras posições. Para por aí. Uma leitura acurada das 20 atrações mais vistas mostra que 18 delas são da emissora da famíglia Marinho, ora investigada pela Polícia Federal do hibernante Zé Eduardo Cardoso, serviçal de tucanos e radicais defensores da maioridade penal para bebês de colo. Tudo bem.
Descendo da 21ª para a 30ª colocação, a conta cai ainda mais: dos 30 programas mais vistos, 26 são da Globo. Passando da 31ª para a 40ª colocação, a conta cai de 32 para os 40 mais vistos. Descendo para a 41ª até a 50ª colocação, a conta cai para 39 entre os 50 mais vistos.
Da 51ª a 60ª colocação, a Globo tem 42 dos 60 programais mais vistos. Descendo mais adiante, da 61ª à 70ª colocações, a conta para a Globo é de 45 programas entre os 70 mais vistos.
Da 71ª à 80ª colocações, a conta para a Globo é de 47 programas entre os 80 mais vistos. Da 81ª à 90º colocações, a Globo possui 50 programas entre os 90 mais vistos. Fechando a conta, a Globo possui 53 programas entre os 100 mais vistos na principal praça de decisões do mercado publicitário brasileiro.
Se essa conta vai diminuir ante o crescimento de suas concorrentes, isso é uma questão de tempo. Pode até parecer ilusão, mas se olharmos para o olho do furacão de Record, SBT, Band e Rede TV! (esta em menor escala), a supremacia global nessa lista de top 100 do Ibope parece estar a pique. É meramente questão de tempo (e não de operação do FBI para prender os chefões do Esporte da Globo, tampouco os gângsteres da CBF e das bancadas do boi, da Bíblia e da bala).
A lista detalhada com os números de cada programa está no Conexão TV.

AVISO AOS DETRATORES: Esta matéria foi redigida de livre e espontânea vontade e este espaço não recebe financiamento de bancos, empreiteiras, transnacionais do petróleo, partidos políticos, programadoras de TV paga ou quem quer que seja. Sobrevivemos da liberdade de informação (que não é a praticada pelos donos dos órgãos de imprensa, compromissados com a Destruição do Brasil e a entrega do pré-sal aos americanos da Chevron, ConocoPhillips, ExxonMobil ou Lucas Oil)

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As submissões na categoria de melhor atriz em série cômica do 67º Primetime Emmy


Julia Louis-Dreyfus vai defender um improvável tetracampeonato

Da redação TV em Análise

Danny Feld/The CW/Divulgação/20.01.2015


Concorrência com Gina Rodriguez poderá ser inevitável

47 atrizes foram inscritas na categoria de melhor atriz em série cômica do 67º Primetime Emmy. Entre elas, duas vencedoras desta categoria desde 2005 – Julia Louis-Dreyfus (que tenta sua quarta estatueta consecutiva por Veep) e Edie Falco (que, ao aceitar sua estatueta por Nurse Jackie em 2010, disse que não era comediante – como de fato não o é). A possível chegada de novos nomes como Amy Schumer (Inside Amy Schumer), Constance Wu (Fresh off the Boat) e, principalmente, a ganhadora do Dolden Globe Gina Rodriguez (Jane the Virgin) ao quadro de favoritas a uma das seis indicações neste segmento pode complicar ainda mais as chances de Louis-Dreyfus, que já tem um Emmy prévio anterior a Veep, vencido em 2006 por The New Adventures of Old Christine.
O período de votação para esta categoria terminou na sexta-feira (26). As indicações serão anunciadas na quinta-feira (16), no Leonard H. Goldenson Theatre, em Los Angeles. Abaixo, a lista detalhada de inscritas para melhor atriz de série cômica:

Beth Behrs – 2 Broke Girls
Kelly Brook – One Big Happy
Dove Cameron – Liv and Maddie
Aya Cash – You’re the Worst
Courteney Cox – Cougar Town
Elisha Cuthbert – One Big Happy
Kat Dennings – 2 Broke Girls
Zooey Deschanel – New Girl
Minnie Driver – About a Boy
Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Anna Faris – Mom
Jane Fonda – Frankie and Grace
Sutton Foster – Younger
Edy Ganem – Devious Maids
Ilana Glazer – Broad City
Judy Greer – Married
Melissa Joan Hart – Melissa & Joey
Patricia Heaton – The Middle
Abbi Jacobson – Broad City
Kristen Johnston – The Exes
Lisa Joyce – Billy & Billie
Mindy Kaling – The Mindy Project
Ellie Kemper – Unbreakble Kimmie Schmidt
Lola Kirke – Mozart in the Jungle
Lisa Kudrow – The Comeback
Julia Louis-Dreyfus – Veep
Laura Marano – Austin & Ally
Melissa McCarthy – Mike & Molly
Laurie Metcalf – Getting On
Lea Michele – Glee
Ana Ortiz – Devious Maids
Emily Osment – Young & Hungry
Amy Poehler – Parks and Recreation
Dania Ramirez – Devious Maids
Judy Reyes – Devious Maids
Ashley Richards – Awkward
Gina Rodriguez – Jane the Virgin
Tracee Ellis Ross – Black-ish
Emmy Rossum – Shameless
Roselyn Sanchez – Devious Maids
Kristen Schaal – The Last Man on Earth
Amy Schumer – Inside Amy Schumer
Kelita Smith – The First Family
Lily Tomlin – Frankie and Grace
Casey Wilson – Marry Me
Constance Wu – Fresh off the Boat

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Donald Trump, para o bem de todos, renuncie já ao comando do concurso de Miss Universo!


Racismo e intolerância a imigrantes só vendem tabloides e pasquins agonizantes da direita conservadora americana, regada a ódio racial

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Brendan McDermid/Reuters/16.06.2015


Na foto, o dono do Miss Universo discursando pela redução da maioridade penal para bebês de colo no Congresso Nacional lotado

Depois que NBC e Univisión deram suas sentenças de morte, não resta outra alternativa como formador de opinião defender uma causa que muitos vão achar extremismo de mau gosto, padrão Estado Islâmico e radicais do idioma que chamam American Hustle de Trapaça Americana ou o príncipe William de Gales de príncipe Guilherme de Gales: pedir publicamente a renúncia do empresário Donald Trump como co-proprietário dos concursos Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA. Não dá mais para aguentar um mau caráter comandando o principal concurso de beleza do mundo.
Desde que comprou da Kayser-Roth a Miss Universe Inc. em 1996, o nova-iorquino do Queens Donald John Trump, 69 anos, investiu maciçamente os bilhões que ganha com negócios imobiliários e cassinos na recuperação midiática do evento. A princípio, a pareceria com a rede de televisão CBS, que vigorava desde 1960, foi preservada para os três concursos. Transferiu-se sua sede de Los Angeles para Nova York e, do dia para a noite, a empresa Miss Universo passou de sociedade anônima a companhia de responsabilidade civil limitada, controlada a mão de ferro por Trump e administrada por Paula Shugart, executiva que o empresário achou no mercado. Em entrevista ao canal E!, levada ao ar em 2005, Shugart contou que nos primeiros anos da gestão Trump/CBS ocorreram cortes de gastos, como contratação de navios para o transporte de equipamentos e material cênico e de iluminação dos Estados Unidos para os países sede de cada edição do evento.
Com fortuna estimada em US$ 4 bilhões de acordo com o levantamento mais recente da Forbes, Trump começou a tocar a Miss Universe Organization como uma entidade, não uma empresa atrelada a um grande estúdio de cinema, como foi o caso da Paramount, entre 1977 e 1988. No acordo com a NBC firmado em junho de 2002, mastodontes como NBCUniversal e Comcast ainda não faziam parte do cotidiano da nova casa do Miss Universo, que já experimentava derrotas sucessivas para a CBS no horário nobre. Uma rotina que, aparentemente, parou em 2011, quando as relações de Trump com a recém-feita fusão de Comcast com NBCUniversal eram as melhores possíveis, apesar das trapalhadas verbais do chefe do concurso fora de seu gabinete, principalmente no que diz respeito a questões externas e política americana pós-posse de Barack Obama, em 20 de janeiro de 2009. A partir dessa data, a mente do empresário de misses Donald Trump só se deformou. Virou para o lado mais radical do Partido Republicano, do qual é eleitor confesso.
Durante a administração Trump, 10 latino-americanas levaram a coroa de Miss Universo. A conta fica assim porque se inclui também no cômputo a trinitária Wendy Fitzwilliam, eleita em 1998. E sobe para 11 se considerarmos a coroa herdada pela panamenha Justine Pasek, em agosto de 2002, após a destituição da vencedora original, a russa Oxana Fedorova, por não atendimento a compromissos contratuais obrigatórios, como bailes beneficentes, feiras de caridade, concursos nacionais, etc. Quatro dessas vencedoras no período vieram da Venezuela. A primeira delas, Alicia Machado, levou a coroa antes mesmo da eclosão do chavismo/madurismo. As outras – Dayana Mendoza, Stefanía Fernández e Maria Gabriela Isler, a gente já está cansada de saber. Viraram produtos culturais de uma ideologia bolivariana que contrasta com as normas de mercado adotadas pela MUO, que resultaram na desistência de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) como sede do Miss Universo 2010. Ideologia essa partilhada por gente tipo Evo Morales, Lula, Dilma Rousseff, Ollanta Humala, Juan Manuel Santos, Michelle Bachelet e Cristina Kirchner, para citar os presidentes de países sul-americanos que tomam parte nos palcos do Miss Universo a cada ano. Muito atrás, Porto Rico tem duas vitórias: Denise Quinoñes (2001) e Zuleyka Rivera (2006). O resto – República Dominicana, México e Colômbia – tem um título só.
A poluição mental de Donald Trump em relação aos latinos que vivem nos Estados Unidos é coisa de seu programa de campanha, cheio de radicalismos e inconsistências verbais grosseiras a ponto de acusar imigrantes mexicanos (só eles?) de “trazerem para os americanos, estupros, drogas e crimes”. Parece comportamento de parlamentar transtornado mental do PSDB durante a votação da emenda que previa a redução da maioridade penal para crimes graves, rejeitada pelo Congresso Nacional brasileiro na noite desta terça-feira (30/6), ante gritos de manifestantes da UNE, da UBES e da União Brasileira de Mulheres, entidades aparentemente agora também contrárias às idiotices do Aprendiz Donald Trump das misses, cuja glória de Natália Guimarães em 2007 deixou-se escapar exatamente por esse comportamento suspeito.
É por essas é outras idiotices que o bom senso dos missólogos e leigos em concursos de beleza (incluindo formadores de opinião como este que vos escreve) pede abertamente: Trump, pede pra sair!

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