Carnaval força ‘recesso branco’ em organização da Polishop e atrasa trabalhos de concursos estaduais do Miss Brasil 2017


Calendário de certames não deverá ficar pronto antes de 6 de março

Da redação TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/17.02.2017


A pausa da direção nacional do Miss Brasil para o Carnaval já provocou o primeiro grave problema na organização da etapa brasileira do Miss Universo 2017. De acordo com fontes da Organização Miss Brasil Universo consultadas pela reportagem do TV em Análise Críticas, trabalhos chave como a definição do cronograma dos 27 concursos estaduais e da data do Miss Brasil 2017 tiveram suas decisões postergadas para depois da segunda-feira, 6 de março. Na prática, esse será o primeiro dia útil de 2017 da Organização Miss Brasil Universo, joint venture da Polishop, Grupo Bandeirantes de Comunicação, Ford Models Brasil e WME/IMG sob licença da Miss Universe Organization, após as “férias” da Miss Brasil 2016 Raíssa Santana não apenas após ter competido no Miss Universo 2016, mas para atender a compromissos da folia em escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo.
Entre os trabalhos da Organização Miss Brasil quer foram paralisados por causa do Carnaval está a definição das 20 classificadas para a final do concurso de Miss São Paulo, primeiro concurso estadual da temporada que ainda não tem data fechada. Outro ponto que vai ter que esperar a folia passar, este mais importante, é a marcação das datas de todos os concursos estaduais e a definição de quais eventos terão transmissão televisiva das emissoras da Band. No ciclo do Projeto Miss 2016, a rede paulista exibiu 20 horas de concursos estaduais, entre transmissões nacionais e locais. Somados ao Miss Brasil e ao Miss Universo, a Band exibiu sozinha 25 horas de concursos de beleza ao longo de 2016, excetuando-se boletins de candidatas estaduais e matérias em telejornais. Com os boletins e matérias, a Band consumiu 25 horas e 45 minutos ao longo do Projeto Miss 2016.
De acordo com a Organização Miss Brasil Universo, o Miss São Paulo 2017 está planejado para ocorrer em março, mas tal data pode ser postergada para abril, devido a problemas de espaço na grade nacional da Band. Inicialmente pensado para agosto, o Miss Brasil 2017 corre risco de ser organizado mesmo no dia 30 de setembro, devido aos atrasos causados pelo Carnaval e pela ausência de cooperação de boa parte das coordenações estaduais. Para tentar acelerar o calendário, a Polishop deverá intervir junto às emissoras da Band nos Estados para assumir de forma conjunta as gestões dos certames. Uma das providências a ser tomada será o descredenciamento de nove coordenadores estaduais por suspeita de corrupção. Eles aparecem em uma reportagem do Críticas publicada em 4 de janeiro, que denunciou o envolvimento de 15 coordenadores e ex-coordenadores do Miss Brasil em práticas de corrupção, aliciamento de menores e crimes contra a economia popular.
Procurada pela reportagem do Críticas, a Organização Miss Brasil Universo confirma as informações apresentadas na matéria, mas desconhece haver qualquer plano de retardo de datas do cronograma do Miss Brasil 2017. De acordo com a entidade, o cronograma dos concursos estaduais “está sendo moldado de acordo com os interesses existentes entre a patrocinadora nacional (Polishop), a Band e os franqueados estaduais”. A possibilidade de seletivas e indicações em alguns Estados não está descartada.

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EXCLUSIVO: Sai a primeira avaliação parcial do Críticas para o concurso Miss Universo 2017


Com francesa e venezuelana nas duas primeiras colocações, birmanesa surpreende ao ficar em terceiro

Da redação TV em Análise

7Dau News Journal/06.10.2016


Três semanas após a realização do concurso Miss Universo 2016, a França começa a rodada de avaliações parciais do Miss Universo 2017 repetindo o mesmo caminho de Iris Mittenare que levou seu país a encerrar o jejum mais longo de títulos do concurso. Agora com a guianense Alicia Aylies, 18, a coordenação de Sylvie Teller para o Miss França realizado no dia 17 de dezembro aposta suas fichas para manter a linha de frente do favoritismo, senão ao título, a manter uma candidata com condições de se classificar direto entre as 12 ou 13 semifinalistas, de acordo com a padronização que passou a ser adotada em Pasay (região metropolitana de Manila).

Fotos Pascal Guyot/AFP/Getty Images/17.12.2016 e Federico Parra/AFP/Getty Images/07.10.2016 />

Ainda tentando se recuperar do estrago do Miss Universo 2016, a Venezuela tentará com Keysi Sayago, 23, recuperar sua imagem de potência no Miss Universo. Eleita Miss Venezuela 2016 pelo Estado de Miranda no dia 5 de outubro, Keysi vai para as rodadas de avaliações parciais do Críticas na segunda colocação. A surpresa na terceira colocação da primeira rodada está com a birmanesa Zun Than Sin, 20, que conseguiu a vaga para o Miss Universo 2017 ainda em outubro passado. Abaixo, em ordem decrescente, as notas das oito candidatas nacionais já eleitas para a 66ª edição do concurso de Miss Universo

NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM DECRESCENTE
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Alicia Aylies (FRA) 10 9,978 9,987 9,988
Keysi Sayago (VEN) 9,981 10 9,893 9,958
Zun Than Sin (MYA) 9,998 9,973 9,877 9,949
Romanie Schotte (BEL) 10 9,895 9,948 9,947
Cho Se Hui (KOR) 10 9,987 9,835 9,940
Lauriela Martins (ANG) 9,979 9,978 9,715 9,890
Kamilla Asylova (KAZ) 9,875 9,797 9,893 9,855
Bojana Bojanic (SRB) 9,877 9,866 9,739 9,827
NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM ALFABÉTICA
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Lauriela Martins (ANG) 9,979 9,978 9,715 9,890
Romanie Schotte (BEL) 10 9,895 9,948 9,947
Alicia Aylies (FRA) 10 9,978 9,987 9,988
Kamilla Asylova (KAZ) 9,875 9,797 9,893 9,855
Cho Se Hui (KOR) 10 9,987 9,835 9,940
Zun Than Sin (MYA) 9,998 9,973 9,877 9,949
Bojana Bojanic (SRB) 9,877 9,866 9,739 9,827

Após a rodada, o panorama de classificação das seis primeiras colocadas (considerando o novo padrão de 12 semifinalistas adotado pela Miss Universe Organization) é este:

-Alicia Aylies (FRA)-9,988
-Keysi Sayago (VEN)-9,958
-Zun Than Sin (MYA)-9,949
-Romanie Schotte (BEL)-9,947
-Cho Se Hui (KOR)-9,940
-Lauriela Martins (ANG)-9,890

-Kamilla Asylova (KAZ)-9,855 -Bojana Bojanic (SRB)-9,827

As notas de avaliação foram ponderadas a partir da verificação de noticiário, redes sociais e iconografia fotográfica das candidatas realizadas após os concurso nacionais apurados pela redação do Críticas, no dia 19 de fevereiro de 2017. Vale ressaltar que esta sondagem não reflete, necessariamente, a classificação oficial para as semifinais do Miss Universo 2017, bem como para suas etapas classificatórias posteriores (trajes de banho, trajes de gala e entrevistas finais).

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EXCLUSIVO: Brasileiro terá assistido mais de 50 horas de premiações estrangeiras na televisão ao longo de 2017


Cálculo leva em conta eventos já realizados ou a realizar

Da redação TV em Análise

Fotos Getty Images e Reuters


O telespectador brasileiro terá uma carga imensa de premiações internacionais para acompanhar ao longo de 2017. Somados os eventos que já aconteceram ou ainda irão acontecer, os canais pagos terão tido a exclusividade de 17 eventos ao vivo, entre eles Oscar, Video Music Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards, apenas para citar alguns. Do bloco, apenas o Miss Universo realizado há três semanas em Pasay (região metropolitana de Manila) conseguiu espaço de transmissão ao vivo tanto em TV aberta (Bandeirantes) quanto paga (TNT). E é a própria TNT que detém a exclusividade de boa parte desses eventos – tem os direitos de sete listados nas tabelas abaixo.
Ao todo, o telespectador brasileiro terá acompanhado ao longo de 2017 56 horas e 25 minutos de premiações internacionais nas emissoras abertas e pagas. O cálculo não inclui eventos que ainda estejam em negociação, como é o caso do Brit Awards, que saiu da grade do Multishow de forma súbita. Até o fechamento da matéria, nenhuma emissora havia demonstrado interesse na premiação musical inglesa. Abaixo, um panorama do que o público já assistiu ou ainda vai assistir de premiações ao longo do ano

EVENTOS JÁ REALIZADOS
Data Evento Canal(is) Duração
8/1 74º Golden Globe Awards TNT 3h04
18/1 43º People’s Choice Awards Warner 2h
29/1 65º Miss Universo TNT/Band 3h
30/1(**) 23º SAG Awards TNT 2h
12/2 59º Grammy TNT 3h36
Total 13h40
EVENTOS A REALIZAR
Data Evento Canal(is) Duração
25/2 33º Film Independent Spirit Awards A&E 2h15
26/2 89º Oscars TNT 3h30(*)
11/3 30º Kids’ Choice Awards Nickleodeon 2h
9/4(**) 26º MTV Movie Awards MTV 2h
21/5 24º Billboard Music Awards TNT 3h
11/6 71º Tony Awards Film&Arts 3h
12/7 25º ESPY Awards ESPN 3h
6/8 19º Teen Choice Awards E! 2h
27/8 34º Video Music Awards MTV 2h
17/9 69º Primetime Emmy Warner 3h(*)
12/11 24º European Music Awards MTV 2h(*)
19/11 45º American Music Awards TNT 3h
Total 32h45
EVENTOS COM DATA EM ABERTO
Data Evento Canal(is) Duração
Julho 4º Prêmio Platino Canal Brasil 2h
Total 2h
Total geral 56h25

(*)Duração estimada, podendo variar
(**)Gravado na véspera

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Apesar das bravatas da mídia velhaca e do fracasso de 2016, Venezuela segue muito viva no Miss Universo. História de classificações é maior que a tirania de governantes de plantão


Eleição de Maritza Sayalero, por exemplo, passou na Record cujos repórteres foram presos por investigar caso Odebrecht

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Getty Images e Miss Universe Organization


Uma história de 41 classificações entre as semifinalistas do Miss Universo em 63 participações não se constrói da noite para o dia: é fruto de anos de planejamento e aprimoramento dos parâmetros de seu concurso nacional. Ó case de sucesso do Miss Venezuela, tido como exemplo para as coordenações nacionais do Miss Universo mais atrasadas, inclusive a do Brasil, que trocou de roupa seis vezes desde 1983. É esse o período em que o cubano Osmel Sousa, 70, coordena a mais bem sucedida etapa do Miss Universo fora os Estados Unidos, país criador do certame. No período em que Osmel coordena o Miss Venezuela, o país registrou 30 das 41 classificações obtidas em toda a história do certame. Em igual período, o Brasil registrou apenas 13 classificações.
Nem mesmo a convulsão social recente será capaz de derrubar abaixo uma biografia de vitórias atrás de vitórias e classificação atrás de classificação. Osmel conviveu com todos os presidentes venezuelanos do saudoso Carlos Andrés Perez (1922-2010) ao comandante Hugo Chávez, cuja morte completará quatro anos no dia 5 de março. Chávez se foi sem ver Maria Gabriela Isler trazer para a Venezuela a sétima coroa de Miss Universo, mas seu sucessor, Nicolás Maduro, 54, estava lá no seu gabinete, no Palácio de Miraflores, para postar mensagem em redes sociais, felicitando-a pelo feito. Depois de Gaby Isler, a Venezuela de sete misses Universo entrou numa crise econômica que fez faltar até silicone para os peitos das candidatas, carne para o McDonald’s produzir os tradicionais Big Macs e açúcar para a Coca Cola local continuar a produzir o refrigerante.

Fotos Time, Twitter e Odebrecht/Divulgação

Piada à parte, o que preocupa neste momento é o desespero de Maduro com a não classificação de Mariam Habach, 21, entre as 13 semifinalistas da 65ª edição do concurso Miss Universo, realizada há três semanas, em Pasay (região metropolitana de Manila). A fúria de Maduro com o fato resultou em medidas mais duras. Na primeira delas, para descontar na brasileira Raíssa Santana, 21, mandou prender dois jornalistas da Rede Record que estavam no país para fazer reportagens sobre o alcance internacional do caso de corrupção da construtora Norberto Odebrecht, metida até à raiz do cabelo não apenas nas denúncias da Operação Lava Jato, mas em outros esquemas de corrupção em contratos feitos nas Américas Central e do Sul e na África. Nem a clemência de página inteira dos jornalões amansou Maduro, que botou o repórter Leandro Stoliar e um cinegrafista na cadeia para serem deportados. A Record, que tem histórico de três transmissões de Miss Universo (1979 a 1981), informou que manterá a produção das matérias sobre o caso Odebrecht. Entidades de defesa como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se solidarizaram.
Em outra mostra de desespero por não aceitar os resultados do júri preliminar do concurso de beleza, Maduro mandou cortar das operadoras venezuelanas de TV por assinatura o sinal da CNN en Español. Oficialmente, a motivação seria por uma série de matérias sobre a venda de passaportes venezuelanos na embaixada do país em Bagdá, capital do Iraque. Mentira. Maduro mandou tirar a CNN hispânica de seu país em resposta às decisões de diretores da Miss Universe Organization que teriam desfavorecido Habach. Elas se somaram aos votos dos jurados preliminares que identificaram em Mariam não uma candidata competitiva, mas uma palhaça, ávida para aparecer nos holofotes e obter registros nas agências internacionais. Pesou também contra a Venezuela no Miss Universo 2016 a fanfarronice de Osmel, que deu entrevista à Telemundo confiante de que iria pegar a vaga no top 13. Não é assim que se trabalha.

Ted Alibe/AFP/Getty Images/26.01.2017

Desde a desclassificação de Mariam Habach no Miss Universo 2016, Nicolás Maduro, ex-caminhoneiro empossado no dia 19 de abril de 2013, passou a enxergar nos Estados Unidos da América do Norte o Capeta, o Lúcifer, o Satanás, a Genitália do Boi, enfim, tudo que remetesse ao que ele entende como Demônio e Diabo em termos do que imagina ser “capitalismo selvagem”. Imaturo, Maduro esquece que o Miss Universo é uma competição. Valer-se do cargo presidencial para descontar ódio em brasileiros e americanos é uma coisa que passa do ponto para as mentes mais sensatas. É uma agressão à boa convivência de governantes com coordenadores nacionais. Na mesma linha de autoconfiança excessiva e egocentrismo irresponsável foi a porto-riquenha Desireé Lowry, que não conseguiu emplacar Brenda Jiménez nas semifinais.

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Estados com menos títulos de Miss Brasil tem melhor aproveitamento no Miss Universo que sulistas


Constatação é de estudo do Críticas

Da redação TV em Análise

Fotos Bettemann/Getty Images/13.07.1968 e Patrick Prather/AFP/Getty Images/29.05.2003


O Rio Grande do Sul é soberano na quantidade de títulos de Miss Brasil e em classificações brasileiras no Miss Universo. Certo? Errado. Um levantamento de dados realizado pelo TV em Análise Críticas com as 62 participações brasileiras no Miss Universo de 1954 a 1989 e 1991 a 2016 mostra que cinco Estados – Amazonas (1), Bahia (3), Mato Grosso do Sul (1), Pará (1) e Tocantins (1) – tem aproveitamento superior ao que as gaúchas tiveram em 14 participações no Miss Universo. Esses Estados, somados, tem sete títulos nacionais e sete classificações nas edições do Miss Universo em que estiveram presentes. A Bahia teve representantes no Miss Universo em 1954, 1962 e 1968. Tocantins teve candidata em 2003. Mato Grosso do Sul em 1998, Pará em 1982 e o Amazonas só teve presença no Miss Universo em 1957.

Arte/TV em Análise Críticas

De acordo com o levantamento, o Rio de Janeiro é o sexto Estado com melhor aproveitamento de suas candidatas no Miss Universo, seguido do Ceará e Mato Grosso do Sul, que dividem a sétima colocação da tabela. O Rio Grande do Sul de Ieda vargas, Deise Nunes, Marthina Brandt e outras possui apenas o nono melhor aproveitamento entre as 15 unidades da Federação que elegeram ao menos uma Miss Brasil desde 1954. Os detalhes estão na tabela abaixo e no mapa acima

APROVEITAMENTO POR ESTADO/UF DAS REPRESENTANTES BRASILEIRAS NO MISS UNIVERSO (1954-2016)
Estado Participações Classificações
Miss Universo
Títulos
Miss Universo
Aproveitamento (%)
BA 3 3 1 100
AM 1 1 0 100
MS 1 1 0 100
PA 1 1 0 100
TO 1 1 0 100
RJ 8 6 0 75
CE 3 2 0 66,66
MT 3 2 0 66,66
RS 14 9 1 64,28
PR 4 2 0 50
SC 4 2 0 50
RN 2 1 0 50
MG 7 2 0 28,57
SP 8 2 0 25
DF 1 0 0 0
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Separada do programa do Miss Brasil, coordenação brasileira do concurso Miss Beleza Internacional virou uma algazarra


Único evento remanescente da Gaeta, concurso usa sobras de etapa nacional do Miss Universo

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Miss Rio Grande do Norte/Divulgação/01.09.2016
A mais recente foi a potiguar Manoella Alves


À margem da mídia desde 2006, a escolha das representantes brasileiras no concurso Miss Beleza Internacional virou um motivo de chacota entre os missólogos que acompanham o Miss Brasil válido pelo Miss Universo. Retirada do programa do Miss Brasil desde então, a definição das candidatas do Brasil ao Miss Beleza Internacional passou a ser feita longe dos olhos vigilantes da imprensa, que ainda tentava digerir as mudanças impostas no Miss Brasil desde sua retirada do SBT, em 1990, por pressupostos da Rede Globo de Televisão. Um deles é o empresário carioca Boanerges Gaeta Júnior, dono da concessão do Miss Beleza Internacional para o país desde 1981.
Quando o Miss Brasil voltou à televisão em 2002, o concurso já estava nos moldes de eleger as candidatas do país ao Miss Universo, Miss Mundo e o até então obscuro Miss Beleza Internacional. A chegada do Miss Brasil à Rede Bandeirantes, em 26 de abril de 2003, conferiu mais visibilidade a um concurso que àquela altura já vegetava midiaticamente na UTI, graças a uma tentativa de eutanásia causada pela Globo e seus Diários, Coronéis, Animais Noturnos, Marcolas e Emissoras (a Ela) Associados. Ou seja: na sombra, a Globo tramou as mudanças que tornaram o Miss Brasil irreconhecível em comparação ao período em que era organizado pelo Grupo Sílvio Santos (Record, 1981, e SBT, 1982-89). Instou um grupelho de colunistas sociais, representado pela Abracos, a arquitetar as mudanças que fossem de seu agrado (e também dos políticos, empresários e industriais que a apoiavam e ainda a apoiam), de modo que os concursos de misses apodrecessem nas gavetas e nos escaninhos de suas diretorias, que já tinham recebido a recomendação de só usar o concurso de Miss Universo “para consumo interno” e “não repercutir o concurso, em hipótese alguma, em seus noticiários’. Editores de jornais já tinham recebido recomendações da Globo (que, além da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Abert, mandava também na Associação Nacional de Jornais, ANJ, Associação Nacional dos Editores de Revistas, ANER, e Associação Brasileira de Jornais do Interior, Abrajori), para “trancar qualquer matéria relativa a concurso de miss”.
Com o Miss Brasil banido da mídia por ordem da Globo, a mídia neoliberal fabricou uma supermodelo denominada Gisele Bündchen, a ponto desta ocupar a capa da podre revista Veja em junho de 1999, um mês depois de Renata Fan ter tido sua participação no Miss Universo escondida dos noticiários a mando dos filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio, assim como os criminosos do PCC e da Família do Norte – não a das quadrilhas de Arnaldo Jordy, Arthur Virgílio Neto e Jader Barbalho, mas os açougueiros dos presídios de Manaus e Boa Vista, no dia de Ano Novo, o dono do New England Patriots, o Deus Mercado Tom Brady e os assassinos de Marisa Letícia Casa Lula da Silva, instados nos órgãos de imprensa da Globo e na Seção Judiciária Federal do Estado do Paraná. Fabricada como “a ´número 1”, Bündchen enterrou o projeto de misses que o Brasil tinha no final do século 20 e abriu-lhe duras incertezas para a chegada do século 21. Até 2000, o Brasil amargava 32 anos sem vitórias no Miss Universo e no Miss Beleza Internacional e 29 no Miss Mundo. Atualizados, esses dados chegam a 49 e 36 anos, respectivamente.
Nas mãos da Gaeta Promoções e Eventos, a concessão brasileira do Miss Beleza Internacional virou uma das menos valiosas para o concurso sediado em Tóquio. De 1969 até agora, o país só enviou coadjuvantes – foram 22 classificações em 47 participações, o que equivale a um aproveitamento de 46,80%. A última candidata enviada pela Gaeta para o Miss Beleza Internacional, a potiguar Manoella Alves, 22, quarta colocada no Miss Brasil 2015, não se classificou entre as 15 semifinalistas do Miss Beleza Internacional 2016.

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As indicações ao 52º ACM Awards, em detalhes e estatísticas


Keith Urban na frente, com sete

Da redação TV em Análise

Kevin Winter/Getty Images/03.04.2016


A Academia de Música Country (ACM, na sigla em inglês) anunciou na manhã desta quinta-feira (16) as indicações das 14 categorias competitivas da 52ª edição do ACM Awards, que será realizado no domingo, 2 de abril, na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Keith Urban é o artista que recebeu o maio número de indicações – sete, incluindo artista do ano e vocalista masculino do ano. A novata Maren Morris e a veterana Miranda Lambert ficaram empatadas com seis indicações cada. A dupla Florida Georgia Line e o cantor Tim McGraw receberam cinco. Três cantores – Dierks Bentley, Chris Stapleton e Thomas Rhett – ficaram com três indicações cada.
Nascido no interior da Nova Zelândia, Urban recebeu sua sétima indicação como artista do ano e a 19ª como vocalista masculino do ano. Ele concorre também como produtor do álbum Ripcord. É o único não americano indicado ao ACM Awards, que costuma privilegiar cantores americanos nesse gênero. Lambert recebeu suas indicações por álbum do ano, canção do ano, gravação simples do ano, vídeo do ano e vocalista feminina do ano.
Recém saída de uma indicação ao Grammy, Maren Morris, 26, chega ao ACM Awards com seis indicações em quatro categorias – vocalista feminina do ano, revelação feminina do ano, álbum do ano (como produtora e artista) e gravação simples do ano (como artista e produtora) por My Church, que entrou no Grammy e acabou vencendo na categoria de performance solo de música country. Abaixo, a lista detalhada de indicados

Artista do ano
Jason Aldean
Luke Bryan
Florida Georgia Line
Carrie Underwood
Keith Urban

Vocalista masculino do ano
Jason Aldean
Dierks Bentley
Thomas Rhett
Chris Stapleton
Keith Urban

Vocalista feminina do ano
Kelsea Ballerini
Miranda Lambert
Maren Morris
Kacey Musgraves
Carrie Underwood

Dupla vocal do ano
Big & Rich
Brothers Osborne
Dan + Shay
Florida Georgia Line
Maddie & Tae

Grupo vocal do ano
Eli Young Band
Lady Antebellum
Little Big Town
Old Dominion
Rascal Flatts

Revelação masculina do ano
Kane Brown
Chris Janson
Chris Lane
Jon Pardi
Brett Young

Revelação feminina do ano
Lauren Alaina
Cam
Brandy Clark
Maren Morris

Dupla ou grupo vocal revelação do ano
A Thousand Horses
Brothers Osborne
Dan + Shay
LoCash
Maddie & Tae

Álbum do ano
Black – Dierks Bentley
Dig Your Roots – Florida Georgia Line
Hero – Maren Morris
Ripcord – Keith Urban
The Weight of These Wings – Miranda Lambert

Gravação simples do ano
Blue Ain’t Your Color – Keith Urban
H.O.L.Y. – Florida Georgia Line
Humble and Kind – Tim McGraw
My Church – Maren Morris
Vice – Miranda Lambert

Canção do ano
Blue Ain’t Your Color – Keith Urban
Die A Happy Man – Thomas Rhett
Humble and Kind – Tim McGraw
Kill a Word – Eric Church com Rhiannon Giddens
Tennessee Whiskey – Chris Stapleton
Vice – Miranda Lambert

Vídeo do ano
Fire Away – Chris Stapleton
Forever Country – Artists of Then, Now & Forever
Humble and Kind – Tim McGraw
Peter Pan – Kelsea Ballerini
Vice – Miranda Lambert

Compositor do ano(*)
Ashley Gorley
Luke Laird
Hillary Lindsey
Shane McAnally
Lori McKenna

(*)Categoria cujo vencedor será conhecido fora da transmissão

Evento vocal do ano
Different for Girls – Dierks Bentley com Elle King
Forever Country – Artists of Then, Now & Forever
May we All – Florida Georgia Line com Tim McGraw
Setting the World on Fire – Kenny Chesney com Pink
Think of You – Chris Young com Cassadee Pope

Nos Estados Unidos, a CBS vai transmitir a premiação ao vivo a partir das 20h (horário da costa leste, 19h na região central). Os telespectadores da costa oeste e das Montanhas Rochosas assistirão ao evento com atraso. Não há planos de transmissão ao vivo do evento de costa a costa, nem para fora do território americano.
Pelo horário de Brasília, já com a vigência do horário americano de verão, a começar no dia 12 de março (domingo), o 52º ACM Awards vai começar às 21h.

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